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PAI CLAITO DO XANGO AGODÔ


 (55)99518888                       telefones:(55) 3212 8413                                     www.facebook.com/santamariaurgente1 

É   com grande prazer que apresento parte de um trabalho que vem sendo  desenvolvido em busca de informações que mostrem  um pouco da história das raízes da religião africana na cidade de ALGUMAS CASAS DE RELIGIÃO  DE SANTA MARIAe RS. Tenho ciência que não temos como resgatar tudo, mas certamente figuras importantes dentro desta cultura estão sendo lembradas neste trabalho. Sinto ainda não poder mostrar todo material recolhido,porém, tenho a intenção de atualizar aos poucos o conteúdo deste site. Ainda tenho muito à buscar em outros terreiros importantes nesta cidade, que em muito  engrandecerão estas pesquisas, peço paciência aos não citados. Até então tem sido muitas as vezes que deixei meus afazeres cotidianos para ir em busca de informações contidas no siteTEMPLO XANGO AGOO, e é uma caminhada prazerosa a qual não quero parar tão cedo, e humildemente conto com a ajuda de meus irmãos de  lei. É reconhecida a colaboração que temos dado à memória de nossos antepassados, embora não sendo escritor e sim muito curioso e vasculhador de “arquivos nas memórias de nossos velhos”a intenção  é única: resgatar e homenagear as pessoas que contribuíram para a estruturação da religião africana no Estado do rio Grande do Sul. CLAITO DO XANGÔ AGODO 
 

  PREVISOES do PAI CLAITO DO XANGO AGODO   . Pai claito do xango  especialistas nas previsões PREVISOES DO ANO 2017  como babalorixa, começam a deitar os búzios, , fazer sua numerologia e suas previsões astrológicas tentando prever o que vem por aí no ano de 2017  De acordo com o jogo de búzios e os estudos realizados por mim,claito do xango em 2017 vamos receber novamente pelo segundo ano consecutivo a proteção de Oxalá. Da soma dos números do ano 2+0+1+7 obtemos o numero 10 do Odu Ofun-Meji (signo dos Orixás) que corresponde ao Orixá Oxalá. Primeiro de janeiro de 2017 cai num dia de domingo, dia consagrado Oxalá e todos os santos, para não se ter dúvida de que estaremos sobre a sua proteção e vibração. Na virada do ano estaremos na fase da Lua Nova, o que nos a traz a força de Oxalaguiãn e Ibejis para dentro do ano promovendo sentimentos de paz, amor e renovação de energias.mas também com certos cuidados perigosos não sera um ano bom para certas coisas como saude,politica etc... !como se vestir na virada :

Para receber proteção espiritual e axé dos Orixás em 2017 procure usar roupas branca em seu reveillon pões é a cor predominante de Oxalá, Oxalufãn e Oxalaguian, já para as pessoas que precisam reforçar seu laços familiares e afetivos aposte na cor azul clara de Iemanja ou a amarelo de Oxum, alguns acessórios poderam estar juntos, como o níquel e a prata, que esta diretamente ligada a vibração e força de Oxalguian, esse Orixá promove avanço e abertura dos caminhos, trazendo a paz e a justiça. Para você que gosta de ser ousado não precisa se inibir, pões o colorido também é bem vindo no ano novo, para quem quer receber a proteção dos Orixás Ibejis use pedras preciosas coloridas, pode ser num colar, pulseira ou brincos.

 

PARA LIMPEZA ESPIRITUAL E ABRI CAMINHO COM IEMANJA:Com um saquinho de um kilo de arroz, quem tiver oportunidade de estar na beira da praia, ou em contato com a natureza, onde se tenha água, seja ela do mar ou não, deve-se ficar descalço e colocar os pés na água, pegue o arroz e vá despejando aos poucos em sua cabeça, pedindo para Iemanjá que limpe seu corpo físico, emocional, mental, de toda canseira acumulada no ano, que leve para o fundo do mar toda carga negativa que possa estar atrapalhando ou incomodando. Peça para Iemanjá que lhe dê cabeça para resolver seus problemas, paz de espírito e proteção para seus caminhos. Esse banho pode ser feito a qualquer hora e dia da semana, final de ano ou começo de ano.  ( EDITANDO ATE DIA 31/12/2016  AGUARDEM!!!)

   ja foi em medicos?seus exames deram bons!!

                                            

Aqui estão descritos os sintomas que você pode ter no caso de estar sendo vítima de inveja, mau olhado, energias negativas, ou de trabalhos de magia negra, ou se você esta sofrendo o retorno de um trabalho que  tenha solicitado e o mesmo foi mal feito ou usou de espíritos ou entidades da baixa magia, os quais costumam tornar a pessoa dependente para que ela volte sempre e de a eles o que querem.

Estes seres são os que se alimentam da energia da pessoa e trazem a ela muitos problemas, inclusive de saúde,  estes sintomas também acontecem com quem é vitima de inveja e esta sobrecarregado de energias negativas, em alguns casos basta a pessoa frequentar o lugar onde eles estão para que ela sofra as consequências, ou até mesmo se envolver com pessoas que fazem uso de rituais de magia negra.

Muitas pessoas são vítimas delas mesmas e acabam indo a lugares errados fazendo trabalhos que não deveriam e atraem para elas as energias negativas que trancam seus caminhos, as maiores vítimas são as que procuram trabalhos amorosos e acreditam em pessoas erradas, outras são iludidos e apavorados com mentiras e acabam fazendo o trabalho por medo de vir a ter alguma doença grave ou morrer.

Cuidado ao frequentar casas espíritas lá existem muitos espíritos obsessores que morreram e estão presos a este plano porque não evoluíram, não tente ajudá-los, pois eles só irão conseguir evoluir sozinhos, se você tentar ajudar poderá ser prejudicado, evite fazer orações como as de (pombagira, exu, são cipriano, orações para as almas, orações para amarração amorosa, etc) para você pode parecer uma simples oração, mas com elas você pode atrair alguns espíritos obsessores e como você não os vê não sabe que estão ali, mais saiba que se os chama terá um retorno por isso, não brinque com o que não conhece.

Em primeiro lugar deve procurar um médico e descartar as possibilidades de uma doença,caso o médico não encontre uma explicação clinica só ai deve procurar ajuda, procure uma pessoa que tenha conhecimento para auxiliar você e lembre-se aquele que trabalha com a baixa magia ou com entidades de baixa vibração não poderá te ajudar, você se tornará um escravo desses seres, quando não a uma explicação racional sempre existe a explicação espiritual.

Sintomas comuns:

1)  Palpitações cardíacas,dores no peito falta de ar, angústia , sufocamento principalmente próximo das horas abertas(06:00,12:00,18:00 ou 00:00 hs),picadas no plexo solar ou próximo ao coração.

2) Levantar casado sem energia alguma, ter a sensação de carregar um peso nos ombros ou nas costas, impressão de ter alguém pendurado em você, sofre de  dores de cabeça fortes.

3) Pesadelos, insônia, sensação de ser observado, sentir presenças, ver vultos, sentir toques físicos, desejo sexual descontrolado, ou perda total do libido.

4) Perda de peso inexplicável, depressão, pânico, medo irracional, desejos suicidas principalmente a noite.

5)  Brigas continuas, raiva sem motivos,perda de controle agressividade, depois não lembra porque o fez.

6)  Amoroso sente saudades da pessoa e não consegue ficar perto dela porque as brigas são constantes, sente um ódio descontrolado e estando longe você sofre muito, na noite só pensa em ir até a pessoa, não consegue dormir nem ter paz, algo perturba você constantemente, não consegue se relacionar com mais ninguém.

7) Sentir uma energia ruim em um local não consegue ficar ali, e quando fica sempre tem brigas problemas.

8) Afastamento de amizades, parentes, não consegue estabilidade em uma relação amorosa a pessoa sempre deixa você ou não a procura mais, você se sente invisível pois ninguém se importa com você.

9)  Hemorragias ou distúrbios circulatórios em determinadas horas, tendo descartado a hipótese de doenças.

10)  Profissional não consegue estabilidade financeira, tudo que tenta fazer da errado, perde seus clientes sem explicação, as pessoas não entram em seu comércio, vai procurar emprego e não consegue, quando esta tentando se erguer aparecem problemas, coisas se quebram, tudo para gerar gastos e que você não consiga a sua independência, aparecem problemas que não acha explicação racional todos são para prejudicar você.

11)  Quando procura ajuda em um lugar do bem não consegue chegar até a pessoa, acontecem coisas inexplicáveis que não permitem que você chegue a quem vai te ajudar, quando procura um lugar onde lidam com o mal você tem muita facilidade de chegar até ele, ai começa a fazer trabalhos pode surgir uma melhora passageira e quando você cai novamente a sua situação é muito pior.
 Estes são os mais comuns mas existem outros que variam de cada pessoa por isso cada caso deve ser analisado.

Importante:

Quando uma pessoa esta sofrendo estes sintomas ela deve fazer um tratamento de limpeza espiritual, o tratamento feito por mim dura de 30 a 45 dias pois não podemos mudar a energia de uma pessoa em um dia, este tratamento tem 3 fases limpeza espiritual, equilíbrio energético e energização, a pessoa recebe o tratamento e cada fase tem os produtos específicos a seres usados, para saber mais sobre a limpeza espiritual como é feita como funciona e como pode fazer o pedido, acesse a páginaATENCAO PRIMEIRA MENTE SE JOGA BUZIOS

 

Muitas pessoas que procuram ajuda em lugares que usam a baixa magia e sofrem as consequências, a maioria delas sofrem da lei do retorno por mais que tenham ido somente para melhorar a sua situação financeira, esses lugares lidam com energias negativas eles nunca poderão te ajudar e isso acaba se tornando um circulo vicioso que a pessoa pode ficar anos porque cada vez que ela melhora um pouco ela da continuidade a isso e a queda é cada vez pior até o momento em que a pessoa cai em si e se afasta desse lugar, mas a maioria delas já está na ruína quando se afasta.

/PARA Encontrar a pessoa amada

- Fazer trabalho de união, Amarração, separação

- Dominar a pessoa amada

- Acalmar e melhorar uma relação

- Afastar terceiras pessoas de uma relação, rivais e amantes.

- Afastar a influência de familiares ou "amigos" do seu relacionamento

- Ter sorte no amor

-para a solução de problemas relacionados a fracassos e desejos da vida amorosa e da sexualidade.

- Afastar influências negativas do "Ex"

- Abrir caminhos

- Resolução de negócios difíceis de concretizarem

- Venda de imóveis

- Promoção e ascensão profissional

- Sucesso empresarial

- Manter o emprego

- Limpeza espiritual

- Afastamento de maus espíritos e feitiçaria

- - Eliminação de Karma negativo.

- LIMPEZAS de casas ou pessoas

E mais uma infinidade de coisas e motivos. CEL (55) 99518888 (vivo )   / 5581050072  (tim)  / 55 8424 8082  (oi) 

Previsões da Nação jeje ijexa  .2016  AGUARDEM .ANO DA MAE IEMANJA. TODA PREVISAO ESTARA DISPONIVEL DIA 27 .12

 

      

 

 

Lei permite o sacrifício e a tortura de animais em rituais religiosos no RS

Enquanto para se utilizar cobaias em experimentos científicos as universidades brasileiras precisam preencher muitos papéis e até criar um comitê de ética animal para acompanhar as experiências e garantir que os animais não sejam maltratados, um deputado petista do RS criou uma lei que permite a tortura e o sacrifício dos animais em ritos religiosos.

O Sr Deputado Edson Portilho, do PT-RS , criou 
essa lei em 2003 e ela foi aprovada pela câmara e votada em regime de urgência.

Diante dos direitos e deveres individuais e coletivos garantidos na Constituição Federal no art. 5º, especificamente no Inciso VI, ” é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias “, ou do Código Penal sobre os crimes contra o sentimento religioso em seu art. 208: ” Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”, faz-se necessária a apresentação deste projeto de lei que define, em parágrafo único, a garantia constitucional que vem sendo violada por interpretações dúbias e inadequadas da Lei nº 11.915, de 21 de maio de 2003 que institui o Código Estadual de Proteção aos Animais. Face a essa dubiedade de interpretação, os Templos Religiosos de matriz africana vêm sendo interpelados e autuados sob influência e manifestação de setores da sociedade civil que usam indevidamente esta lei para denunciar ao poder público práticas que, no seu ponto de vista, maltratam os animais.

Quem já estudou um pouco de religiões alternativas sabe como funcionam as tais religiões de matriz africana, como a que o Deputado citou em seu texto:

No livro de São Cipriano uma das “magias” envolve cegar um gato vivo e colocar favas em seus olhos, Ânus e outros orifícios a fim de se tornar invisível.Outros livros envolve a retirada dos dentes, patas, e outras partes do corpo de animais.
Deputado Edson Portilho - Favorável a tortura e sacrifício de animais em rituais religiosos africanos.



                                   AMIGOS ATENDENDO CLIENTES COM PROBLEMAS DE PANICO COLOQUEI EM MEU SITE UMA MATERIA SOBRE ISTO.LEIA COM ATENÇÃO

         

Homofobia

Você sabe o que significa homofobia? Homofobia é o preconceito contra aqueles que amam pessoas do mesmo sexo. É o preconceito contra pessoas que tem sentimentos, anseios, necessidades e esperança como qualquer outro humano. E o que há de errado nisso? Nada. Não devem existir regras para o amor, ele deve seguir apenas o respeito e a liberdade.

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Julgamentos

Jean Lacerda

Não julgue alguém pela sexualidade quando você não quer ser julgado pelo caráter.

QUEM SÃO OS EXUS!

Ele é o Mensageiro dos Deuses, seu poder é o de receber e transportar os pedidos e oferendas dos seres humanos ao Orum – Mundo dos Deuses.

 

É o Senhor do caminhos, das encruzilhadas, das trocas comerciais e de todo tipo de comunicação. Por isso, ele é o movimento inicial e dinâmico que leva à propulsão, ao crescimento e à multiplicação. Não se sabe ao certo sua região de origem na África, porém seu culto é Universal.

 

Sendo princípio e desordem criativa, Exú também provoca confusão e arma encrencas.

 

O sincretismo segundo o qual Exú seria o Diabo e/ou Demônio cristão, ganha força aqui no Brasil, mas não começou por aqui, os primeiros colonizadores europeus na África já associavam a Príapo ou viam a encarnação malévola do maniqueísmo cristão.

 

Desmistificando

 

Diabo

 

Palavra latina diábolos, significa Opositor, é uma metáfora. Não é espírito.

 

Demônio

 

Palavra que vem do grego daimon, significa unicamente Espírito. Tem o sentido das almas, que podem ser boas ou más.

 

Satan

 

Palavra grega que tem a conotação de adversário. Não é espírito, mas são “pecados“, como Orgulho, Inveja, Ciúme, Ganância, etc., que de fato são adversários e opositores nossos, pois entravam nossa evolução espiritual e moral. Em outras palavras, eles são amigos de nosso ego e inimigos de nosso Eu Interior.

 

Lúcifer

 

Do latim lux fero igual que traz Luz, que dá ClaridadeLuminoso. Não é espírito e muito menos chefe da rebelião dos anjos.

 

Lúcifer é a inteligência ou intelecto que norteia a rebelião. Aliás, a nossa inteligência norteia tudo em nossa vida, ela é responsável por tudo que fazemos e deixamos de fazer. É o intelecto atuando com o ego, que é muito egoísta, está sempre voltado para o mal que sai de dentro de nós.

 

Exu, de Mensageiro a Diabo

 

Sincretismo católico e Demonização do Orixá Exu

 

Por Reginaldo Prandi

 

Os primeiros europeus que tiveram contato na África com o culto do Orixá Exu dos Yorubás, venerado pelos fons como o vodum Legba ou Elegbara, atribuíram a essa Divindade uma dupla indentidade – a do Deus greco-romano Príapo e a do Diabo dos judeus e cristãos.

 

A primeira por causa dos altares, representações materiais e símbolos fálicos do Orixá-vodum, a segunda em razão de suas atribuições específicas no panteão dos Orixás e voduns e suas qualificações morais narradas pela mitologia, que o mostra como um Orixá que contraria regras mais gerais de conduta aceitas socialmente, enquanto não sejam conhecidos mitos Exu que o identifiquem com o Diabo (Prandi, 2001: 38-83).

 

Atribuições e caráter que os recém-chegados cristãos não podiam conceber, enxergar sem os viés etnocêntrico e muito menos aceitar.

 

Nas palavras de Pierre Verger, Exu  “tem um caráter suscetível, violento, irascível, astucioso, grosseiro, vaidoso, indecente” de modo que “os primeiros missionários, espantados com tal conjunto, assimilaram-no ao Diabo e fizeram dele o símbolo de tudo que é maldade, perversidade, abjeção e ódio, em oposição à bondade, pureza, elevação e amor de Deus” (Verger, 1999: 119).

 

Assim, os escritos de viajantes, missionários e outros observadores que estiveram em território fon ou yorubá entre os séculos XVIII e XIX, todos eles de cultura cristã, quando não cristãos de profissão, descreveram Exu sempre ressaltando aqueles aspectos que mostravam, aos olhos ocidentais, como entidade destacadamente sexualizada e demoníaca.

 

Em 1847 o testemunho de John Duncan, que escreveu: “As partes baixas (a genitária) da estátua são grandes, desproporcionadas e expostas da maneira mais nojenta” (Duncan, 1847, Vol 1: 114).

 

É de 1857 a descrição do pastor Thomas Bowen, em que é enfatizado o outro aspecto atríbuido pelos ocidentais a Exu: “Na língua yorubá o diabo é denominado Exu, aquele que foi enviado outra vez, nome que vem de Su, jogar fora, e Elegbara, o poderoso, nome devido ao seu grande poder sobre as pessoas” (Bouche, 1885: 120)

 

Em 1884, publicou-se na França o livro Fétichisme e Féticheurs, de autoria de Padre Baudin um dos argumentos que retrata Exu: chefe de todos os gênios maléficos, o pior deles e o mais temido, é Exu, palavra que significa o rejeitado, também chamado Elegbá ou Elegbara, o forte, ou ainda Ogongo Ogó, o gênio do bastão nodoso. Para se prevenir de sua maldade, os negros colocam em suas casas o ídolo de Olarozê, gênio protetor do lar que, armado de um bastão ou sabre, lhe protege a entrada. Mas, afim de se por salvo das crueldades de Elegbá (Exu), quando é preciso sair de casa para trabalhar, não se pode esquecer jamais de dar a ele parte de todos os sacrificios. Quando um negro quer se vingar de um inimigo, ele faz uma copiosa oferta a Elegbá e o presenteia com umna forte ração de aguardente ou de vinho de palma. Elegbá fica então furioso e, se o inimigo não estiver bem munido de talismãs, correrá grandes perigos.

 

Escritas como estas durante os tempos criou uma força e veio aos conhecimentos dos brasileiros e permanece até hoje. Transformando-o em mensageiro do Diabo ou o próprio.

 

Símbolos e Elementos

 

  • Dia da Semana: segunda-feira – é um dia propício para magias e rituais que invoquem paz, fertilidade, harmonia e meditação. A energia lunar do dia favorece novos começos e confere poder.
  • Contas: pretas (neutraliza/absorve) e vermelhas (ativa/irradia), reafirmando a energia da contradição de Exu.
  • Padê: palavra yorubá que significa Encontro ou Reunião, durante a qual Exu é chamado, saudado, cumprimentado e enviado ao além com a intenção de convocar outros Deuses para a festa e, ao mesmo tempo, afastá-lo para que não perturbe a boa ordem da cerimônia.
  • Ogó: bastão de Exu. é um bastão com cabaças que representa o falo. Espécie de cetro mágico com que ele se transporta ao lugares mais longínquos, tem o poder de atrair pelo seu poder magnético. Do yorubá Ògo, “porrete usado para defesa pessoal”.
  • Fálo: representa a fertilidade da vida, o poder sexual, reprodutivo e gerativo. Nas “religiões da natureza”, o sexo é um ato sagrado. E se ele é sagrado, seus frutos também são. A noção de pecado original seria uma aberração nesse sistema religioso, além disso, um dos ideais do estilo de vida yorubano era ter uma família numerosa e, portanto, o culto a Exú fazia-se essencial.
  • Pedra Yangi: pedra poderosa, vermelha de laterita (laterita cientificamente é o solo cujos elementos principais são o hidróxido de alumínio e o de ferro, tendo as águas pluviais lixiviado a sílica e diversos cátions. Sendo a rocha rica em alumina, a laterita que dela se provier terá o nome de bauxita, o principal minério de aluminio). Pedaços de laterita cravados na terra indicam o lugar de culto à Exu.
  • Cabelo de Exu: são presos numa longa trança que cai para trás e forma, em cima, uma crista para esconder a lamina de faca que ele tem no alto do crânio, a trança representa a forma fálica de Exu.
  • Tridente: tradicionalmente Divino nas culturas pagãs anteriores ao cristianismo, poir isso a cultura católica fez questão de pregar o inverso, para facilitar a conversão de seus fiéis com que esquecessem os mistérios a que tinham acesso direto. Agora o único acesso a qualquer mistério estaria na mão de um Sacerdote Católico.
    Podemos citar ainda os tridentes de Netuno, Posseidon e Shiva, entre outros. Tridentes mostram o valor Divino concedido a eles; a Trindade – o Alto, o Meio e o Embaixo – Céu, Mar e Terra – Luz, Sombra e Trevas.
  • Encruzilhada: cruzamento vibratório, representa a dualidade, a escolha, as possibilidades e o Livre Arbítrio.
  • Chifree os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão o poder como reis por uma hora, juntamente com a besta(Apocalipse 17: 12)
    * Besta simboliza Reinos

    Representa fertilidade, vitalidade, sabedoria e a ligação com as energias do Cosmo, Símbolo de realeza, Divindade, fartura, honra e respeito. Muitos Deuses antigos como Cornífero, Baco, Pã, Dionísio e Quiron foram representados com chifres. Tanto que na Babilônia o grau de importância dos Deuses era visto em decorrência dos números de chifres a Ele atribuído. Mesmo Alexandre, o Grande, ao declarar Deus e tomar o trono do Egito, encomendou uma pintura sua ornada de chifres. Na tradição judaico-cristã o chifre simboliza força como um Raio de Luz. Michelangelo ao retratar Moisés descendo do Monte Sinai colocou chifres em sua cabeça, simbolizando seu resplendor.
    Chifres também eram usados pelo homem que saia em busca de caça, ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado sobre sua cabeça com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos e que graças a ele todo o clã seria nutrido, onde ele era considerado o “Rei”.

    Há dois tipos de chifres:
    Chifre de Boi – voltado para cima, está ligado ao poder da Lua, da noite com sua fertilidade, atribuído a grande Mãe Divina, a Grande Deusa da fertilidade.
    => Chifre de Carneiro – geralmente recurvado, está ligado ao poder do Sol criador da vida, força masculina, coragem e potência.
    Ainda é possível reconhecer no chifre um princípio masculino e ativo, por sua forma e força de penetração e um princípio feminino e passivo, por sua abertura como um receptáculo. 

 

Alguns Nomes dos Exus e Seus Atributos

 

  • Yangi – é o princípio de tudo, a própria memória de Olodunmare, seu criador.
  • Agba – o mais velho e, por consequência, o pai, que é retratado no mito em que Orunmila o persegue através dos nove Orun.
  • Ojisé Ebò – é o que observa todos os sacríficios rituais e recomenda sua aceitação levando as súplicas a Olodunmare.
  • Elegbara – É o todo poderoso que transforma o Mal em Bem, cujo poder reside na transformação das coisas.
  • Ona ou Olona – É o Senhor de todos os caminhos.
  • Elebò – É o carregador de todos os Ebós.

 

Alguns Exus cultuados no Brasil:

 

  • Tiriri
  • Alaketu
  • Akesan
  • Lode
  • Barabo
  • Ijelu
  • Bara
  • Alajeki
  • Marabo

 

Algumas Lendas de Exus

 

Peço que leiam com olhar poético, pois a lendas são colocadas para que entendamos as Divindades, ou seja, os Orixás no entendimento humano.

 

Bará Aprende a Trabalhar com Ogum

 

Bará era um menino muito esperto,

 

Todo mundo tinha receio de suas artimanhas,

 

Ele enganava todo mundo, queria sempre tirar sua vantagem.

 

Sua mãe sempre o reprendia e o amarrava no portão da casa para ele não ir a rua fazer traquinagens.

 

Bará ficava ali na porta, esperando alguém se aproximar e então pedia seus favores, fazia suas artes e ali se divertia.

 

Só deixava passar quem lhe desse alguma coisa.

 

Sua mãe então chamou Ogum e disse a ele para ficar junto com Bará e dele tomar conta.

 

Ogum era responsável e trabalhador.

 

Ogum Avagã sempre ficou morando com Bará.

 

Juntos eles moram na porta da casa e se dão bem.

 

Bará continuou um menino danado, mas com Ogum aprendeu a trabalhar.

 

Agora ele ainda se diverte com todos, mas para todos faz o seu trabalho.

 

Todos procuram Bará para alguma coisa.

 

Todo mundo precisa dos favores de Bará.

 

Exu Ganha o Poder Sobre as Encruzilhadas

 

Exu não tinha riqueza, não tinha fazenda, não tinha rio,

 

Não tinha profissão, nem artes, nem missão.

 

Exu vagabundeava pelo mundo sem paradeiro.

 

Então um dia, Exu passou a ir à casa de Oxalá.

 

Ia à casa de Oxalá todos os dias.

 

Na casa de Oxalá, Exu se distraía,

 

Vendo o velho fabricando os seres humanos.

 

Muitos e muitos também vinham visitar Oxalá,

 

Mas ali ficavam pouco,

 

Quatro dias, oito dias, e nada aprendiam.

 

Traziam oferendas, viam o velho Orixá,

 

Apreciavam sua obra e partiam.

 

Exu ficou na casa de Oxalá dezesseis anos.

 

Exu prestava muita atenção na modelagem

 

E aprendeu como Oxalá fabricava

 

As mãos, os pés, a boca, os olhos, o pênis dos homens,

 

As mãos, os pés, a boca, os olhos, a vagina das mulheres.

 

Durante dezesseis anos ali ficou ajudando o velho Orixá.

 

Exu não perguntava.

 

Exu observava.

 

Exu prestava atenção.

 

Exu aprendeu tudo.

 

Um dia Oxalá disse a Exu para ir postar-se na encruzilhada

 

Por onde passavam os que vinham à sua casa.

 

Para ficar ali e não deixar passar quem não trouxesse

 

Uma oferenda a Oxalá.

 

Cada vez mais havia mais humanos para Oxalá fazer.

 

Oxalá não queria perder tempo

 

Recolhendo os presentes que todos lhe ofereciam.

 

Oxalá nem tinha tempo para as visitas.

 

Exu tinha aprendido tudo e agora podia ajudar Oxalá.

 

Exu coletava os ebós para Oxalá.

 

Exu recebia as oferendas e as entregava a Oxalá.

 

Exu fazia bem o seu trabalho

 

E Oxalá decidiu recompensá-lo.

 

Assim, quem viesse à casa de Oxalá

 

Teria que pagar também alguma coisa a Exu.

 

Quem estivesse voltando da casa de Oxalá

 

Também pagaria alguma coisa a Exu.

 

Exu mantinha-se sempre a postos

 

Guardando a casa de Oxalá.

 

Armado de um ogó, poderoso porrete,

 

Afastava os indesejáveis

 

E punia quem tentasse burlar sua vigilância.

 

Exu trabalhava demais e fez ali a sua casa

 

Ali na encruzilhada.

 

Ganhou uma rendosa profissão, ganhou seu lugar, sua casa.

 

Exu ficou rico e poderoso.

 

Ninguém pode mais passar pela encruzilhada

 

Sem pagar alguma coisa a Exu.

 

Exu Instaura o Conflito Entre Iemanjá, Oyá e Oxum

 

Um dia, foram juntas ao mercado Oyá e Oxum, esposas de Xangô, e Iemanjá, esposa de Ogum.

 

Exu entrou no mercado conduzindo uma cabra.

 

Ele viu que tudo estava em paz e decidiu plantar uma discórdia.

 

Aproximou-se de Iemanjá, Oyá e Oxum e disse que tinha um compromisso importante com Orunmila.

 

Ele deixaria a cidade e pediu a elas que vendessem sua cabra por vinte búzios. Propôs que ficassem com a metade do lucro obtido.

 

Iemanjá, Oyá e Oxum concordaram e Exu partiu.

 

A cabra foi vendida por vinte búzios. Iemanjá, Oyá e Oxum puseram os dez búzios de Exu a parte e começaram a dividir os dez búzios que lhe cabiam. Iemanjá contou os búzios. Haviam três búzios para cada uma delas, mas sobraria um. Não era possível dividir os dez em três partes iguais. Da mesma forma Oyá e Oxum tentaram e não conseguiram dividir os búzios por igual. Aí as três começaram a discutir sobre quem ficaria com a maior parte.

 

Iemanjá disse: “É costume que os mais velhos fiquem com a maior porção. Portanto, eu pegarei um búzio a mais”.

 

Oxum rejeitou a proposta de Iemanjá, afirmando que o costume era que os mais novos ficassem com a maior porção, que por isso lhe cabia.

 

Oyá intercedeu, dizendo que, em caso de contenda semelhante, a maior parte caberia à do meio.

 

As três não conseguiam resolver a discussão. Então elas chamaram um homem do mercado para dividir os búzios eqüitativamente entre elas. Ele pegou os búzios e colocou em três montes iguais. E sugeriu que o décimo búzio fosse dado a mais velha. Mas Oyá e Oxum, que eram a segunda mais velha e a mais nova, rejeitaram o conselho. Elas se recusaram a dar a Iemanjá a maior parte.

 

Pediram a outra pessoa que dividisse eqüitativamente os búzios. Ele os contou, mas não pôde dividi-los por igual. Propôs que a parte maior fosse dado à mais nova. Iemanjá e Oyá não concordaram.

 

Ainda um outro homem foi solicitado a fazer a divisão. Ele contou os búzios, fez três montes de três e pôs o búzio a mais de lado. Ele afirmou que, neste caso, o búzio extra deveria ser dado àquela que não é nem a mais velha, nem a mais nova. O búzio devia ser dado a Oyá. Mas Iemanjá e Oxum rejeitaram seu conselho. Elas se recusaram a dar o búzio extra a Oyá.

 

Não havia meio de resolver a divisão.

 

Exu voltou ao mercado para ver como estava a discussão. Ele disse: “Onde está minha parte?”.

 

Elas deram a ele dez búzios e pediram para dividir os dez búzios delas de modo eqüitativo.

 

Exu deu três a Iemanjá, três a Oyá e três a Oxum. O décimo búzio ele segurou.

 

Colocou-o num buraco no chão e cobriu com terra.

 

Exu disse que o búzio extra era para os antepassados, conforme o costume que se seguia no Orun.

 

Toda vez que alguém recebe algo de bom, deve-se lembrar dos antepassados. Dá-se uma parte das colheitas, dos banquetes e dos sacrifícios aos Orixás, aos antepassados. Assim também com o dinheiro. Este é o jeito como é feito no Céu. Assim também na Terra deve ser.

 

Quando qualquer coisa vem para alguém, deve-se dividi-la com os antepassados. “Lembrai que não deve haver disputa pelos búzios.”

 

Iemanjá, Oyá e Oxum reconheceram que Exu estava certo. E concordaram em aceitar três búzios cada.

 

Todos os que souberam do ocorrido no mercado de Oió passaram a ser mais cuidadosos com relação aos antepassados, a eles destinando sempre uma parte importante do que ganham com os frutos do trabalho e com os presentes da fortuna.

 

Exu Recebe Ebó e Salva um Homem Doente

 

Havia um homem que tinha muitos discípulos. Um dia, quando esse homem adoeceu, mandou seus discípulos a todas as partes do mundo em busca de quem pudesse curá-lo. Mas, mesmo tendo feito o ebó como lhe indicaram, todos os abandonaram. Exu, porém, que recebera o ebó disse-lhe: Levanta-te e segue diante de mim, que vou te escorando por detrás, até chegar aos pés de quem possa te salvar nesta emergência. E assim, Exu o ajudou a chegar até Orunmilá, que não o desprezou no pior momento de sua vida e que o curou.

 

Esculturas Exu

 

Uma Homenagem de Mário Cravo Jr. à Exu.

 


Exu, o Mensageiro, escultura que fica na frente da sede dos Correios, na Pituba, Salvador.

 


Exu, Mola de Jeep, escultura em aço 1953 - Parque do Ibirapuera

 

____________________________________________________________

 

Sincretismos

 

Hermes

 

É um Deus da mitologia grega, mensageiro dos Deuses, era através dele que os Imortais tratavam com os mortais.

 

Conta-se que Hermes era extremamente inteligente e, assim que nasceu, saiu escondido de seu berço e correu para roubar o gado do irmão Apolo (Deus da razão, medicina, da música e poesia). Então escondeu o gado numa caverna e voltou ao berço como se nada tivesse acontecido. Quando descobriu o roubo Apolo o levou a Zeus, que o obrigou devolver os animais. No entanto, Apolo ficou encantado com o som do instrumento que Hermes havia inventado –  A Lira – e ofereceu o gado em troca da lira e do caduceu. Mitólogos modernos o consideram um Deus-trickster, um Deus que faz intrigas e “apronta” peripécias quando tudo parece estar em ordem. É também o Deus dos ladrões, do comércio e das trocas, dos viajantes e dos caminhos.

 

Príapo

 

É o Deus grego da fertilidade, filho de Dionísio e Afrodite. Sua imagem é apresentada como um homem idoso, mostrando um grande órgão genital (ereto).

 

Shiva

 

É um Deus (Deva) Hindu, o Destruidor. Shiva é o destruidor, que destroi para construir algo novo, motivo pelo qual muitos chamam de Renovador ou Transformador, está intimamente associado ao fogo e o tridente que aparece nas ilustrações de Shiva é o trishula. É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. Suas três pontas representam as três qualidades dos fênomenos: Tamas – a Inércia, Rajas – o Movimento e Sattva – O Equilíbrio.

 

Santo Antônio de Pádua

 

Fernando mais conhecido como Santo Antônio, nasceu em 1195, e era de família rica, estudou em sua cidade natal Lisboa e formou-se padre, aos 25 anos trocou a Ordem de Santo Agostinho pela Ordem dos Franciscanos. Seu sonho era tornar-se missionário na África. Na nova congregação, adotou o nome de frei Antônio.

 

Antônio viveu os seus últimos 05 anos de sua vida em um convento em Pádua, na Itália, onde morreu em 13 de Junho de 1231, com apenas 36 anos. Por isso é chamado de Santo Antonio de Pádua, mas em Portugal recebe o nome de Santo Antônio de Lisboa. Muito querido até pelo Papa Gregório IX, que o apelidara de “A Arca do Testamento”, pelo conhecimento que tinha pela Bíblia, Antônio foi canonizado um ano após sua morte. E sua festa é comemorada no dia de sua morte, em 13 de Junho.

 

 

 

Exu é Divindade!

 

Exu é Luz!

 

Exu é Orixá!

 

Exu Para Jorge Amado

Por Mario Cravo
Salvador, 17 de Maio de 1993.
Não Sou Preto, Branco ou Vermelho
Tenho as cores e formas que quiser.
Não sou Diabo nem Santo, Sou Exu!
Mando e desmando,
Traço e risco
Faço e desfaço.
Estou e não vou
Tiro e não dou.
Sou Exu.
Passo e cruzo
Traço, misturo e arrasto o pé
Sou reboliço e alegria
Rodo, tiro e boto,
Jogo e faço fé.
Sou nuvem, vento e poeira
Quando quero, homem e mulher
Sou das praias, e da maré.
Ocupo todos os cantos.
Sou menino, avô, maluco até
Posso ser João, Maria ou José
Sou o ponto do cruzamento.
Durmo acordado e ronco falando
Corro, grito e pulo
Faço filho assobiando
Sou argamassa
De sonho carne e areia.
Sou a gente sem bandeira,
O espeto, meu bastão.
O assento? o vento!..
Sou do mundo, nem do campo
Nem da cidade,
Não tenho idade.
Recebo e respondo pelas pontas,
Pelos chifres da nação
Sou Exu.
Sou agito, vida, ação
Sou os cornos da Lua nova
A barriga da rua cheia!…
Quer mais? não dou,
Não tou mais aqui.

 QUEM E SÃO SIPRIANO 

Converteu-se ao cristianismo quando contava trinta e cinco anos de idade. No ano 249 foi escolhido para bispo de sua cidade e empenhou-se na organização da Igreja em África. Revelou-se extraordinário mestre de moral cristã. Deixou diversos escritos, sobretudo cartas, que constituem preciosa coleção documental sobre  e culto. Contribuiu para a criação do latim cristão.

Uma das grandes figuras do século III, Cipriano, de família rica de Cartago, capital romana no Norte de África. Quando pagão era um ótimo advogado e mestre de retórica, até que provocado pela constância e serenidade dos mártires cristãos.

Por causa de sua radical conversão muitos ficaram espantados já que era bem popular. Com pouco tempo foi ordenado sacerdote e depois sagrado bispo num período difícil da Igreja africana. Duas perseguições contra os cristãos ocorrerem: a de Décio e Valeriano, marcaram seu começo e seu fim e uma terrível peste andou pelo norte da África, semeando mortes. Problemas doutrinários, por outro lado, agitavam a Igreja daquela região.

Diante da perseguição do imperador Décio em 249, Cipriano escolheu esconder-se para continuar prestando serviços à Igreja. No ano 258, o santo bispo foi denunciado, preso e processado. Existem as atas do seu processo de martírio que relatam suas últimas palavras do saber da sua sentença à morte.

Ele foi um dos biografados por São Jerônimo em De Viris Illustribus, (cap. 67)1 , onde ele afirma que "Cipriano foi morto no mesmo dia em que Papa Cornélio foi morto em Roma, embora não no mesmo anO 

São Cipriano

Santo. O que é?

Santo é algo sagrado, porque canonizado. Canonizar é o processo por via do qual se inscreve alguem nos cânones da igreja, ou seja, no rol de santos reconhecidos pela igreja. Canonizar significa por isso «tornar santo».

Pela canonização, a igreja estabelece o culto publico a uma pessoa já falecida, e cujos os feitos, ou o exemplo que vida, foi um motivo de inspiração crista. Para ser ser santo, são observados determinados critérios como: costuma ser necessário realizar 3 milagres autênticos, ou ser mártir em prol da fé, etc.

São Cipriano, foi santo pelo sacrifício que fez em função da sua fé, tendo pago com a vida o preço da sua crença em Deus e em Jesus Cristo. Sao Cipriano foi por isso mártir  

São Cipriano, chamava-se na verdade Tascius Caecilius Cyprianus. São Cipriano nasceu na cidade de Antioquia.

Antioquia era a terceira maior cidade do império romano, conhecida pelos seus hábitos de devassidão e depravação, o que por vezes causou dores de cabeça ás administrações imperiais de Roma, presentes naquele território. 

Antioquia era uma cidade antiga erguida na margem esquerda do rio Orontes, na Turquia. Foi nesta cidade que, São Paulo pregou o seu primeiro sermão numa Sinagoga nos tempos em que o Cristianismo era apenas uma pequena seita religiosa; foi igualmente em Antioquia que  os seguidores de Jesus foram chamados de Cristãos pela primeira vez.

       . Nesta metrópole conhecida por "Antioquia, a bela", ou a "rainha do Oriente", ( tal era a beleza da arte romana e do luxo oriental que se fundiam num cenário deslumbrante), a população era maioritariamente romano -helénica, e o culto dos deuses era a religião oficial.

       Alguns dos cultos religiosos mais populares estavam associados a deusas do amor e da fertilidade, o que explica que a lascívia e a libertinagem eram praticas famosas nesta cidade.

Foi neste ambiente social,  religioso e cultural que Cipriano nasceu. Cipriano, Filho de Edeso, ( pai), e Cledónia , ( mae), nasceu em 250 d.C. Era descendente de uma prospera família e  filho de pais abastados e crentes das divindades pagas , que cedo o entregaram ao sacerdócio de Deuses.  

Cipriano entrou assim em contacto com as ciências ocultas, e aprofundou afincadamente os seus estudos de feitiçaria, rituais sacrificiais e invocações de espíritos, astrologia, adivinhação, etc.

Cipriano nutria uma verdadeira vocação e gosto pelos estudos místicos e religiosos. Assim, Cipriano dedicou a sua vida ao estudo das ciências ocultas, sendo que ficou conhecido pelo epíteto de o «feiticeiro». Cipriano alcançou grande fama e o seu nome foi reconhecido enquanto um poderoso feiticeiro, capaz de grandes prodígios.

Cipriano não se limita aos seus estudos no sacerdócio em  Antióquia, e desejando aprofundar os seus estudos ocultos,viaja pelo Egipto e pela Grécia, angariando conhecimento com vários mestres e sacerdotes místicos; ele estuda desde as mais ancestrais técnicas astrológicas, á numerologia hebraica, etc.

 

 

Por volta dos seus 30 anos, Cipriano encontra-se na Babilónia, onde encontra a bruxa Èvora.

Estudando com ela, Cipriano desenvolve as suas capacidades premonitórias e outras matérias sobre as artes da bruxaria segundo as tradições místicas dos Caldeus.

Após o falecimento da Bruxa Évora, Cipriano herda os seus manuscritos esotéricos, dos quais extrai muita da sua sabedoria oculta.

Ao fim de algum tempo, Cipriano já domina as artes das ciências de magia negra, contactando demónios.

Diz-se que se tornou amigo intimo de Lúcifer e Satanás, para os quais conseguia angariar a perdição de muitas belas e jovens mulheres, o que muito agradava aos diabos, que em troca lhe concediam grandes poderes sobrenaturais.

(Sobre como um bruxo ou bruxa se tornam servos do demónio, consultar Bruxas e Demónios, assim como o Malleus Maleficarum e Sabbath),

Com esse poder infernal, Cipriano construiu uma carreira de bruxo com grande fama,  produzindo grandes feitos, o que lhe valeu uma imprecedível reputação de grande feiticeiro.

Muitas pessoas de todos os quadrantes geográficos procuravam os seus serviços místicos e os seus ganhos financeiros eram assinaláveis. 

Cipriano foi autor de diversas obras e tratados místicos, e era já um feiticeiro respeitado, reputado e temido, quando foi contactado por um rapaz de nome «Aglaide», ( ou Adelaide).

O rapaz estava ardentemente apaixonado por uma belíssima donzela Cristã de nome Justina.

Sendo rico, Aglaide rapidamente encontrou o consentimento dos pais de Justina quanto a um casamento com ela, contudo a donzela professava uma forte fé cristã e desejava manter a sua pureza, oferecendo a sua virgindade a Deus. Por esse motivo, Justina recusou-se casar.

Desgostoso mas com forte determinação em possuir Justine, Adelaide encomendou os serviços espirituais de Cipriano.

Cipriano usou de toda a extensão da sua bruxaria para fazer Justine cair nas tentações carnais, levando-a a abrir-se  e oferecer-se a Aglaide, ao passo que renunciando á sua fé Cristã.

Cipriano fez uso de diversos trabalhos malignos, e contudo nenhum deles surtiu qualquer efeito.

Para espanto de Cipriano, todo o batalhão de feitiços que usava era repelido pela jovem rapariga apenas através do sinal da cruz e das suas orações

Acostumado a fazer belas moças cair na tentação da carne e assim a leva-las a entrar pelos caminhos da luxúria, conquistando-as para si mesmo, ( a favor do diabo, a quem com a perversão lhes vendia as almas ), ou para as abrir a quem lhe encomendava os serviços de feitiçaria, Cipriano não consegue entender o que se estava a passar.

Ele encontrou muitas dificuldades, e noite após noite visitava a jovem Justina com a sua infernal quantidade de feitiços. Nada resultou.

Cipriano desiludiu-se profundamente com as suas artes místicas que ate então tinham funcionado tão forte e infalivelmente, para agora se verem derrotadas por uma mera donzela com fé no Deus de Cristo. 

Aconselhado por Eusébio, ( um amigo seu), e observando o poder da fé de Justine, Cipriano concerteu-se ao Cristianismo.

Assim fazendo-o, o feiticeiro destruir todas as suas obras esotericas e tratados de magia negra, assim como  ofereceu e distribuiu todos os seus bens materiais e riquezas aos pobres.

Depois de se converter, Cipriano ainda foi fortemente  atormentado pelos espíritos de bruxas que o perseguiam, mas teve fé e assim afastou de si tais aparições que apenas o pretendiam reconduzir aos caminhos da feitiçaria 

A fama de Cipriano era contudo grande e as noticias da sua conversão ao cristianismo chegaram á corte do Imperador Diocleciano que á data tinha fixado residencia na Nicomédia. 

Cipriano e Justina foram perseguidos,  aprisionados e lavados ao imperador, diante do qual foram forçados a negar  a sua fé 

Justina foi despida e chicoteada, ao passo que Cipriano foi martirizado com um açoite de pentes de ferro.

Mesmo com a carne arrancada do corpo a cada flagelação do chicote com dentes de ferro, Cipriano não renegou a sua fé, e Justina manteve-se sofredoramente fiel a Deus.

Perante a recusa de Cupriano e Justina em renunciar á fé, o imperador ordenou a sua condenação á morte.

Cipriano e Justina foram decapitados a 26 de Setembro de 304 d.C, juntamente com um outro mártir de nome Teotiso. Aceitaram a sua execução com grande fé e serenidade, tendo falecido com coragem e dignidade.

Os seus corpos nem sequer foram sepultados, e ficaram expostos por 6 dias. Um grupo de cristãos comovidos pela barbaridade, recolheu-os.

Mais tarde, o imperador Cristão Constantino, (272 – 337 d.C. ), ouviu falar de São Cipriano.

O imperador Constatino foi o primeiro imperador Romano a confirmar o cristianismo como religião oficial. Diz a lenda que na noite antes de uma batalha decisiva ás portas de Roma, o imperador sonhou com uma cruz e ouviu uma voz que lhe disse:«sob este símbolo vencerás».

Constantino interpretou o sonho como uma mensagem de Deus, e de facto venceu a batalha e conquistou o mais alto cargo de poder do império romano. Governou o império ate morrer.

Foi Constantino que convocou o concilio de Niceia, onde se fixou a data da Páscoa crista, assim como se decidiu sobre a natureza divina de Jesus. Foi também Constantino que através do Èdito de Constantino, fixou o domingo como dia de descanso cristão, o correspondente ao Sabbath judaico.

Constantino ordenou que os restos mortais de Cipriano fossem sepultados na Basílica de São João Latrão, localizada na praça com o mesmo nome em Roma, que é a catedral do Bispo de Roma, ou seja: o papa. A basílica de São João de Latrão, (Archibasilica Sanctissimi Salvatoris), é a «mãe» de todas as igrejas, aquela na qual o Santo Padre exerce o seu mais alto oficio divino.

A Basílica de São João de Latrão encontra-se localizada na praça de mesmo nome em Roma e é a Catedral do Bispo de Roma: o Papa. O seu nome oficial é «Arquibasílica do Santíssimo Salvador»,  e é considerada a "mãe” de todas as igrejas do mundo.

Foi na «Omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum Mater et Caput», ( mãe e cabeça de todas as igrejas do mundo), que São Cipriano, o santo e mártir, encontrou o seu eterno repouso.

Todo percurso de São Cipriano é um verdadeiro hino á vida no esplendor da sua existência:

do Diabo a Deus, dos anjos aos demónios, da feitiçaria é fé crista, da magia negra á magia branca, em tudo São Cipriano mergulhou, estudou e viveu.

Do pecado á virtude, da luxúria á santidade, da riqueza á pobreza, do poder á martirização, se alguém é digno de um percurso existência completo, rico e enriquecedor, eis que este santo assim o representa.

Controverso e polémico, em São Cipriano a própria noção de evolução espiritual através da profunda vivência das mais diversas realidades espirituais, ( do mais profano excesso, á mais sacrificada ascese), encontra corpo na vida e obra deste feiticeiro e mártir.

Outras figuras houveram como ele ao longo da história:

Maria Madalena amava profundamente a luxúria e era prostituta, uma mulher totalmente entregue ao prazer da carne, da vaidade e da luxúria, e que mais tarde viria a ser Santa; Paulo perseguia a matava homens e mulheres inocentes apenas por serem cristãos. Era um sanguinário predador de homens, um assassino que assistiu á morte de São Estêvão, (o primeiro mártir), e que perseguiu e matou cristãos na estrada que conduzia a Damasco, e que depois ascendeu a Santo; Maria Egípcia, viveu na Alexandria, ( Egipto), onde se tornou prostituta. Não vendia o corpo pensando em dinheiro, mas apenas pelo vício do prazer. A quem lhe queria pagar, ela recusava o dinheiro e dizia que se prostituía apenas para ter quantos homens fosse possível, fazendo de graça o que lhe dava prazer. Também ela se tornou Santa Maria do Egipto, a ermitã.

A história está repleta de santos que foram pecadores, e de grandes pecadores que se tornaram santos.

São Cipriano é também um desses exemplos da natureza humana em toda a sua complexa extensão:

de pecador dedicado á feitiçaria, conquistando pela bruxaria belas mulheres para as entregar ás mãos do Diabo e da luxúria, chegou a santo na mais devota assunção do termo.

Muito mais que apenas um feiticeiro, ou apenas um santo: é um símbolo da mais íntima natureza humana, na sua ampla dualidade.

O dia de São Cipriano é celebrado a 2 de Outubro, sendo que na última noite desse mesmo mês, a 31 Outubro( para 1 Novembro, a noite mais longa do ano),  é celebrado o dia dos mortos, ou o dia das bruxas. O mês 9 de todos os anos, é um mês de profunda tradição na bruxaria.

 

São Cipriano

 

Santo. O que é?

Santo é algo sagrado, porque canonizado. Canonizar é o processo por via do qual se inscreve alguem nos cânones da igreja, ou seja, no rol de santos reconhecidos pela igreja. Canonizar significa por isso «tornar santo».

Pela canonização, a igreja estabelece o culto publico a uma pessoa já falecida, e cujos os feitos, ou o exemplo que vida, foi um motivo de inspiração crista. Para ser ser santo, são observados determinados critérios como: costuma ser necessário realizar 3 milagres autênticos, ou ser mártir em prol da fé, etc.

São Cipriano, foi santo pelo sacrifício que fez em função da sua fé, tendo pago com a vida o preço da sua crença em Deus e em Jesus Cristo. Sao Cipriano foi por isso mártir.

São Cipriano, chamava-se na verdade Tascius Caecilius Cyprianus. São Cipriano nasceu na cidade de Antioquia.

Antioquia era a terceira maior cidade do império romano, conhecida pelos seus hábitos de devassidão e depravação, o que por vezes causou dores de cabeça ás administrações imperiais de Roma, presentes naquele território. 

Antioquia era uma cidade antiga erguida na margem esquerda do rio Orontes, na Turquia. Foi nesta cidade que, São Paulo pregou o seu primeiro sermão numa Sinagoga nos tempos em que o Cristianismo era apenas uma pequena seita religiosa; foi igualmente em Antioquia que  os seguidores de Jesus foram chamados de Cristãos pela primeira vez.

       . Nesta metrópole conhecida por "Antioquia, a bela", ou a "rainha do Oriente", ( tal era a beleza da arte romana e do luxo oriental que se fundiam num cenário deslumbrante), a população era maioritariamente romano -helénica, e o culto dos deuses era a religião oficial.

       Alguns dos cultos religiosos mais populares estavam associados a deusas do amor e da fertilidade, o que explica que a lascívia e a libertinagem eram praticas famosas nesta cidade.

Foi neste ambiente social,  religioso e cultural que Cipriano nasceu. Cipriano, Filho de Edeso, ( pai), e Cledónia , ( mae), nasceu em 250 d.C. Era descendente de uma prospera família e  filho de pais abastados e crentes das divindades pagas , que cedo o entregaram ao sacerdócio de Deuses.  

Cipriano entrou assim em contacto com as ciências ocultas, e aprofundou afincadamente os seus estudos de feitiçaria, rituais sacrificiais e invocações de espíritos, astrologia, adivinhação, etc.

Cipriano nutria uma verdadeira vocação e gosto pelos estudos místicos e religiosos. Assim, Cipriano dedicou a sua vida ao estudo das ciências ocultas, sendo que ficou conhecido pelo epíteto de o «feiticeiro». Cipriano alcançou grande fama e o seu nome foi reconhecido enquanto um poderoso feiticeiro, capaz de grandes prodígios.

Cipriano não se limita aos seus estudos no sacerdócio em  Antióquia, e desejando aprofundar os seus estudos ocultos,viaja pelo Egipto e pela Grécia, angariando conhecimento com vários mestres e sacerdotes místicos; ele estuda desde as mais ancestrais técnicas astrológicas, á numerologia hebraica, etc.

 

 

Por volta dos seus 30 anos, Cipriano encontra-se na Babilónia, onde encontra a bruxa Èvora.

Estudando com ela, Cipriano desenvolve as suas capacidades premonitórias e outras matérias sobre as artes da bruxaria segundo as tradições místicas dos Caldeus.

Após o falecimento da Bruxa Évora, Cipriano herda os seus manuscritos esotéricos, dos quais extrai muita da sua sabedoria oculta.

Ao fim de algum tempo, Cipriano já domina as artes das ciências de magia negra, contactando demónios.

Diz-se que se tornou amigo intimo de Lúcifer e Satanás, para os quais conseguia angariar a perdição de muitas belas e jovens mulheres, o que muito agradava aos diabos, que em troca lhe concediam grandes poderes sobrenaturais.

(Sobre como um bruxo ou bruxa se tornam servos do demónio, consultar Bruxas e Demónios, assim como o Malleus Maleficarum e Sabbath),

Com esse poder infernal, Cipriano construiu uma carreira de bruxo com grande fama,  produzindo grandes feitos, o que lhe valeu uma imprecedível reputação de grande feiticeiro.

Muitas pessoas de todos os quadrantes geográficos procuravam os seus serviços místicos e os seus ganhos financeiros eram assinaláveis. 

 

 

Cipriano foi autor de diversas obras e tratados místicos, e era já um feiticeiro respeitado, reputado e temido, quando foi contactado por um rapaz de nome «Aglaide», ( ou Adelaide).

O rapaz estava ardentemente apaixonado por uma belíssima donzela Cristã de nome Justina.

Sendo rico, Aglaide rapidamente encontrou o consentimento dos pais de Justina quanto a um casamento com ela, contudo a donzela professava uma forte fé cristã e desejava manter a sua pureza, oferecendo a sua virgindade a Deus. Por esse motivo, Justina recusou-se casar.

Desgostoso mas com forte determinação em possuir Justine, Adelaide encomendou os serviços espirituais de Cipriano.

Cipriano usou de toda a extensão da sua bruxaria para fazer Justine cair nas tentações carnais, levando-a a abrir-se  e oferecer-se a Aglaide, ao passo que renunciando á sua fé Cristã.

Cipriano fez uso de diversos trabalhos malignos, e contudo nenhum deles surtiu qualquer efeito.

Para espanto de Cipriano, todo o batalhão de feitiços que usava era repelido pela jovem rapariga apenas através do sinal da cruz e das suas orações

 

Acostumado a fazer belas moças cair na tentação da carne e assim a leva-las a entrar pelos caminhos da luxúria, conquistando-as para si mesmo, ( a favor do diabo, a quem com a perversão lhes vendia as almas ), ou para as abrir a quem lhe encomendava os serviços de feitiçaria, Cipriano não consegue entender o que se estava a passar.

Ele encontrou muitas dificuldades, e noite após noite visitava a jovem Justina com a sua infernal quantidade de feitiços. Nada resultou.

Cipriano desiludiu-se profundamente com as suas artes místicas que ate então tinham funcionado tão forte e infalivelmente, para agora se verem derrotadas por uma mera donzela com fé no Deus de CrisTO

Aconselhado por Eusébio, ( um amigo seu), e observando o poder da fé de Justine, Cipriano concerteu-se ao Cristianismo.

Assim fazendo-o, o feiticeiro destruir todas as suas obras esotericas e tratados de magia negra, assim como  ofereceu e distribuiu todos os seus bens materiais e riquezas aos pobres.

Depois de se converter, Cipriano ainda foi fortemente  atormentado pelos espíritos de bruxas que o perseguiam, mas teve fé e assim afastou de si tais aparições que apenas o pretendiam reconduzir aos caminhos da feitiçaria.

A fama de Cipriano era contudo grande e as noticias da sua conversão ao cristianismo chegaram á corte do Imperador Diocleciano que á data tinha fixado residencia na Nicomédia 

Cipriano e Justina foram perseguidos,  aprisionados e lavados ao imperador, diante do qual foram forçados a negar  a sua fé. 

Justina foi despida e chicoteada, ao passo que Cipriano foi martirizado com um açoite de pentes de ferro.

Mesmo com a carne arrancada do corpo a cada flagelação do chicote com dentes de ferro, Cipriano não renegou a sua fé, e Justina manteve-se sofredoramente fiel a Deus.

Perante a recusa de Cupriano e Justina em renunciar á fé, o imperador ordenou a sua condenação á morte.

Cipriano e Justina foram decapitados a 26 de Setembro de 304 d.C, juntamente com um outro mártir de nome Teotiso. Aceitaram a sua execução com grande fé e serenidade, tendo falecido com coragem e dignidade.

Os seus corpos nem sequer foram sepultados, e ficaram expostos por 6 dias. Um grupo de cristãos comovidos pela barbaridade, recolheu-os.

Mais tarde, o imperador Cristão Constantino, (272 – 337 d.C. ), ouviu falar de São Cipriano.

O imperador Constatino foi o primeiro imperador Romano a confirmar o cristianismo como religião oficial. Diz a lenda que na noite antes de uma batalha decisiva ás portas de Roma, o imperador sonhou com uma cruz e ouviu uma voz que lhe disse:«sob este símbolo vencerás».

Constantino interpretou o sonho como uma mensagem de Deus, e de facto venceu a batalha e conquistou o mais alto cargo de poder do império romano. Governou o império ate morrer.

Foi Constantino que convocou o concilio de Niceia, onde se fixou a data da Páscoa crista, assim como se decidiu sobre a natureza divina de Jesus. Foi também Constantino que através do Èdito de Constantino, fixou o domingo como dia de descanso cristão, o correspondente ao Sabbath judaico.

Constantino ordenou que os restos mortais de Cipriano fossem sepultados na Basílica de São João Latrão, localizada na praça com o mesmo nome em Roma, que é a catedral do Bispo de Roma, ou seja: o papa. A basílica de São João de Latrão, (Archibasilica Sanctissimi Salvatoris), é a «mãe» de todas as igrejas, aquela na qual o Santo Padre exerce o seu mais alto oficio divino.

A Basílica de São João de Latrão encontra-se localizada na praça de mesmo nome em Roma e é a Catedral do Bispo de Roma: o Papa. O seu nome oficial é «Arquibasílica do Santíssimo Salvador»,  e é considerada a "mãe” de todas as igrejas do mundo.

Foi na «Omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum Mater et Caput», ( mãe e cabeça de todas as igrejas do mundo), que São Cipriano, o santo e mártir, encontrou o seu eterno repouso.

Todo percurso de São Cipriano é um verdadeiro hino á vida no esplendor da sua existência:

do Diabo a Deus, dos anjos aos demónios, da feitiçaria é fé crista, da magia negra á magia branca, em tudo São Cipriano mergulhou, estudou e viveu.

Do pecado á virtude, da luxúria á santidade, da riqueza á pobreza, do poder á martirização, se alguém é digno de um percurso existência completo, rico e enriquecedor, eis que este santo assim o representa.

Controverso e polémico, em São Cipriano a própria noção de evolução espiritual através da profunda vivência das mais diversas realidades espirituais, ( do mais profano excesso, á mais sacrificada ascese), encontra corpo na vida e obra deste feiticeiro e mártir.

Outras figuras houveram como ele ao longo da história:

Maria Madalena amava profundamente a luxúria e era prostituta, uma mulher totalmente entregue ao prazer da carne, da vaidade e da luxúria, e que mais tarde viria a ser Santa; Paulo perseguia a matava homens e mulheres inocentes apenas por serem cristãos. Era um sanguinário predador de homens, um assassino que assistiu á morte de São Estêvão, (o primeiro mártir), e que perseguiu e matou cristãos na estrada que conduzia a Damasco, e que depois ascendeu a Santo; Maria Egípcia, viveu na Alexandria, ( Egipto), onde se tornou prostituta. Não vendia o corpo pensando em dinheiro, mas apenas pelo vício do prazer. A quem lhe queria pagar, ela recusava o dinheiro e dizia que se prostituía apenas para ter quantos homens fosse possível, fazendo de graça o que lhe dava prazer. Também ela se tornou Santa Maria do Egipto, a ermitã.

A história está repleta de santos que foram pecadores, e de grandes pecadores que se tornaram santos.

São Cipriano é também um desses exemplos da natureza humana em toda a sua complexa extensão:

de pecador dedicado á feitiçaria, conquistando pela bruxaria belas mulheres para as entregar ás mãos do Diabo e da luxúria, chegou a santo na mais devota assunção do termo.

Muito mais que apenas um feiticeiro, ou apenas um santo: é um símbolo da mais íntima natureza humana, na sua ampla dualidade.

O dia de São Cipriano é celebrado a 2 de Outubro, sendo que na última noite desse mesmo mês, a 31 Outubro( para 1 Novembro, a noite mais longa do ano),  é celebrado o dia dos mortos, ou o dia das bruxas. O mês 9 de todos os anos, é um mês de profunda tradição na bruxaria.

 

Quem é Tranca Rua das Almas

 

É o Guardião dos Caminhos, companheiro dos Pretos Velhos, Caboclos, aparador entre os homens e os Orixás, lutador incansável, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado. Senhor tranca rua das Almas um espirito muito doutrinado atuando dentro de seus mistérios, regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.


Senhor do mundo espiritual onde está sua origem e sua morada. Senhor dos caminhos, orixá mensageiro e vencedor de demandas.


Na UMBANDA, Exu Tranca Ruas não é considerado como um guardião, mas como uma entidade em evolução que busca, através da caridade, a evolução de si mesmo. Nao é uma peculiaridade só dos Exus, mas de todos os espíritos no infinito cosmo espiritual. Não existe espírito evoluído,como se fosse um produto acabado. Todos os espíritos, independente da forma, estão em eterna evolução, partindo do pressuposto que só existe um ser plenamente perfeito, um modelo de absoluta perfeição, o próprio e Absoluto, “DEUS”.


A falange de TRANCA-RUAS é dividida em 7 sub-falanges. Cada sub-falange tem a direção de um Tranca-Ruas específico, como se fosse um batalhão - cada batalhão, um general.

1ª Falange comandada por Tranca-Ruas das Almas;

2ª Falange comandada por Tranca-Ruas de Embaré;

3ª Falange comandada por Tranca-Ruas das Ruas;

4ª Falange comandada por Tranca-Ruas das 7 Encruzilhadas;

5ª Falange comandada por Tranca-Ruas das Porteiras;

6ª Falange comandada por Tranca-Ruas das 7 Luas;

7ª Falange comandada por Tranca-Ruas das 7 Giras;


...Em síntese, O grande agente Mágico do Equilíbrio Universal...


Dr. Tranca Ruas tem o poder de fechar e abrir os caminhos para o ser humano e também de ter as almas perdidas sem luz como escravos para prestar-lhe reverencias e fazer o que ele ordenar. Este é um dos motivos pelo qual ele foi enviado aqui no plano físico, para pegar as almas perdidas e formar uma hierarquia para que todas as almas perdidas fossem transformadas em seu exército, e desta forma encontrem o caminho novamente para a luz através dele mesmo, podendo assim vigiar, receber as oferendas que são depositadas nas ruas de qualquer cidade aonde Exu Tranca Ruas tem o poder absoluto (Dono da Rua).

Seu vestuário... Cartola sofisticada de época, sua capa varia nas cores azul turquesa, roxo e negro tendo contrastes em vermelho (decorada de safira de preferência amarelo dourada que simboliza sua riqueza e a presença de seu reino). É extremamente educado e fino, poderoso e sinistro. Transita além dos limites monóculos da bondade e da maldade. Guardião das casas, das vilas, das pessoas. Exu não tem nada haver com demônios, pois ele é a própria alegria da vida.

Tranca ruas (O Guardião dos Caminhos), não é demônio que muitos acreditam que ele seja. Sua atribuição é trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Não deseja ser amado ou odiado, mas apenas respeitado e compreendido.

...Surpreenda-se com esse Mehi Guardião de Mistérios a serviço da Lei Maior!...

"O Guardião Tranca Ruas pode ser tudo o que queiram, menos como tentam mostrar: Um demônio. Jamais foi ou é o que este termo deturbado significa na atualidade e nem o aceita como qualificativo das suas atribuições: Trancar a evolução dos desqualificados, desequilibrados e desvirtuados espíritos humanos. Odeia os que odeiam, sente asco dos blasfemos, nojo dos invejosos, repulsa pelos falsos, ira pelos soberbos e pena dos libidinosos. Saibam que foi um dos Mehis que velaram a descida do "ACH-ME ou MISTÉRIO JESUS CRISTO (ANJO DA LUZ)". Assim é TRANCA-RUAS, Mehi por Origem, Natureza e Formação. Não importa a Religião que tens que guardar, pois nela, dela e para ela, Mehi, sempre será."

Senhor "Tranca-Rua das Almas", senhor do Sétimo Grau de Evolução da Lei Maior de Ogum, conhecedor de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz, interceda no caminho de todos os filhos de fé, livrando-nos de toda a energia que possa atrapalhar a evolução de todos os seres iluminados; fazei de meus pensamentos uma porta fechada para a inveja, discórdia e egoísmo.

Dos sete caminhos por ti ultrapassados, foi na rua que passou a ser dono de direito, abrindo as portas para os espíritos que merecem ajuda e evolução e fechando para os que querem praticar a maldade e a inveja contra seus semelhantes. Fazei dos nossos corações o mais puro que nossos próprios atos;

"Senhor (Pai) Tranca-Ruas das Almas" agradecemos por tudo que fizeste aprender nesta vida e em outras que passamos lado a lado, rogo por vós a proteção, para os irmãos de fé, para toda a família e porque não para todos os inimigos. Abençoe e guarde esses filhos que um dia entenderão o verdadeiro sentido da palavra Umbanda.

Palavra de ordem de Exu é “compromisso”! Por tudo isso ele não é e nem nunca foi traidor ou do “mal”.

Exu não faz mal a ninguém, mas joga para cima de quem merece, quem realmente é mau o mau que essa pessoa fez a outra. Ele devolve, às vezes com até mais força, os trabalhos que alguns fizeram contra outros. Por isso, algumas pessoas consideram esse Orixá malvado.

Existem entidades que se dizem Exu e que fazem somente o mau em troca de presentes aos seus médiuns ou por grandes e custosas obrigações, serviços. Não se engane, Exu que é Exu, não faz mal, a não ser com quem merece e além disso, quando ajuda a uma pessoa não pede nada em troca, a não ser que a pessoa tome juízo, se comporte bem na vida, acredite em Deus e tenha fé.

Para finalizar, se você vier pedir a um “Exu de Lei” para prejudicar alguém... Pode estar certo que você será o primeiro a levar a execução da Justiça. Mas, se a entidade travestida ou disfarçada de Exu aceitar o seu pedido,... No outro lado... Você será apenas cobrado!

Muito grande, muito forte, Seu Tranca Ruas vem trazendo a sorte!

Salve o Grande Hastarot

Saravá, Senhor Exu Guardião Tranca Ruas!

Saravá, Ogum Sete Lanças da Lei e da Vida!

Saravá Pai Ogum!

Saravá Mãe Iemanjá!

Saravá, Regente Oxalá!

Saravá, Umbanda!!!

PONTO CANTADO:

TRANCA RUA DAS ALMAS

Estava dormindo na beira do mar. (bis)

Quando as almas lhe chamaram pra trabalhar. (bis)

Acorda Tranca-Ruas, vai vigiar. (bis)

O inimigo está invadindo a porteira do curral. (bis)

Bota as mãos nas suas armas, vai guerrear. (bis)

Bota o inimigo pra fora, para nunca mais voltar. (bis)

Tranca-Ruas no reino, Ai meu Deus o que será. (bis)

Bota a chave na porta, Tranca-Ruas vai chegar. (bis)

Ele vem salvar a banda, Com licença de Oxalá. (bis)

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Mas ele é, Capitão da Encruzilhada, ele é, Mas ele é, Ordenança de Ogum, Sua coroa quem lhe deu foi Oxalá, Sua divisa quem lhe deu foi Omulú, Mas ele é...

Salve o cruzeiro, salve o sol e salve a lua, Saravá seu Tranca-Ruas, Que corre gira no meio da rua. (bis)

Estava dormindo, Quando a Umbanda lhe chamou, Se levanta minha gente, Tranca-Ruas já chegou. (bis)

Quando a lua surgir, Ele vai girar, ele vai girar, Chegou seu Tranca-Ruas, Para todo mal levar. (bis)

Na fé de meu Pai Ogum, Ele vem trabalhar. (bis)

Mas ele é, mas ele é, mas ele é, Tranca-Ruas das Almas. (bis)

Oi viva as almas, Oi, viva a coroa e a fé, Oi, viva Exu das Almas, Mas ele é Tranca-Ruas Imbaié, Oi, viva as almas!

Loroiê Exu... ...Exu é Mujubá!!!

Lei estadual faz exceção para sacríficio animal em rituais religiosos

Vigora no Rio Grande do Sul, desde 2004, uma lei que permite o sacrifício de animais em cultos e liturgias de religiões de matriz africana, cuja aprovação teve por base a defesa da causa negra. A pedido da leitora Jeane, seguem as informações obtidas pelo blog.

Seu autor é o deputado estadual Edson Portilho (PT), de Sapucaia do Sul. Em 2003, então deputado estadual, ele apresentou um projeto de lei para modificar o Código Estadual de Proteção aos Animais. Conseguiu que a matéria fosse votada em regime de urgência e aprovada, por 32 votos a 2.

“Não sou Batuqueiro, mas sou Negro. E, como Negro, tenho o dever de lutar por esta causa”, discursou da tribuna, no dia da votação.Virou lei estadual.

A proposta de Portilho acrescentou parágrafo único ao artigo 2º do Código de Proteção dos Animais, fazendo a exceção ao seu dispositivo principal, que proíbe qualquer pessoa de ofender ou agredir os animais, sujeitando-os a qualquer experiência que lhes cause sofrimento ou dano, de mantê-los em cárcere privado ou sacrificá-los com uso de venenos ou outros métodos.

“Não se enquadra nessa vedação o livre exercício dos cultos e liturgias das religiões de matriz africana”, foi a emenda de Portilho, que revoga o sentido da lei, ao particularizar a permissão.

 

Instruções Passo a Passo para quem

 

Sofre de Ataques de Pânico

PANICO E DEPRESSÃO O MAL DO SECULO>

Mensagem Importante

ESTE TEXTO NÃO É RECOMENDADO COMO

UM SUBSTITUTO DE UM TRATAMENTO MÉDICO OU PSICOLÓGICO!

Caso você esteja experimentando ataques de pânico, um exame médico completo é essencial. Desse modo, pode-se identificar qualquer transtorno físico que possa estar contribuindo para seus sintomas.

Nestas próximas páginas você aprenderá técnicas e meios de superar o pânico e encarar seus medos, permitindo-lhe voltar a uma vida normal e confortável. Certas pessoas, com a ajuda de amigos ou familiares, poderão sentir que são capazes de superar seus ataques de pânico, apenas realizando os exercícios deste livro. Outras pessoas podem necessitar de uma orientação adicional vinda de um profissional da área de saúde mental. Se você desejar informações de como encontrar uma orientação de um profissional em sua comunidade, por favor faça contato comigo

Introdução

Um ataque de pânico acontece quando uma pessoa sente, de repente, fortes sensações em seu corpo acompanhadas de pensamentos catastróficos de que está perdendo o controle ou de que está morrendo. A Tabela 1, abaixo, identifica diversos desses sentimentos:

Tabela 1. Sentimentos e sensações experimentados durante um Ataque de Pânico

  • palpitações ou ritmo cardíaco acelerado;

  • suor;

  • tremores;

  • sensações de falta de ar;

  • sensações de asfixia;

  • dor ou desconforto no peito;

  • náusea ou mal estar abdominal;

  • sentir-se tonto, desequilibrado, desmaiando;

  • desrealização (sentimentos de irrealidade)

  • despersonalização (sentir-se destacado de si mesmo);

  • parestesias (sensações de dormência ou formigamento);

  • calafrios ou ondas de frio e calor

Pensamentos assustadores também acompanham estas sensações físicas. Veja alguns deles na Tabela 2, abaixo:

Tabela 2. Pensamentos assustadores durante um Ataque de Pânico

  • Desmaiar

  • Perder o controle

  • Confundir-se

  • Ter um ataque cardíaco

  • Morrer

  • Ficar preso em algum lugar

  • Causar uma cena embaraçosa

  • Enlouquecer

  • Não conseguir respirar, sufocar

  • Não conseguir chegar em casa ou a qualquer outro “lugar seguro”

Estes “ataques” são comuns em vários problemas psicológicos, incluindo o transtorno do pânico, agorafobia e outras fobias. A Tabela 3, define resumidamente cada um desses transtornos.

Sem levar em conta a causa de seus sintomas, o ataque de pânico é um trauma para qualquer um que o experimente. Com o tempo, o pânico pode desenvolver uma vida própria através de um ciclo de reforço. Neste livro você aprenderá sobre o Ciclo do Pânico e os diversos meios que existem para rompê-lo, para também aprender a recuperar o controle sobre sua vida.

Tabela 3: Ataques de Pânico em Transtornos Psicológicos

  • Transtorno do Pânico - o único problema psicológico cujo sintoma predominante é a aparição repetida de ataques de pânico onde necessariamente alguns são do tipo não sinalizados.

  • Agorafobia - há um medo intenso de novos ataques de pânico. Decorre daí uma tendência a evitar estar sozinho e/ou a estar em certos lugares públicos. A vida normal de agorafóbicos fica significativamente limitada por evitarem espaços fechados (lojas, restaurantes), viagens de carro, aviões, passar por pontes; espaços abertos (avenidas largas, campos); confinamento ou restrição de movimentos (cadeira de cabeleireiro ou do dentista, filas, multidões).

  • Fobias Específicas - são medos irracionais de um objeto ou situação em particular, com grande tendência a evitar estes objetos ou situações. As fobias predominantes são medos de animais específicos ou insetos; de elementos naturais (tempestades, água); altura; espaços fechados. Um ataque de pânico pode ocorrer pelo confronto com o objeto ou situação temida.

  • Fobia Social - medo excessivo e irracional de que algum tipo de ação pública do indivíduo será notada pelos outros. Exemplos: medo de falar em público, medo de se apresentar em um palco, medo de urinar em banheiros públicos, de assinar seu próprio nome, de ser observado enquanto come. O pânico pode ocorrer diante do confronto com a situação temida.

  • Transtorno do Estresse Pós-Traumático - um estresse emocional específico que pode vir seguindo um evento psicologicamente traumático, como por exemplo um estupro ou assalto violento, seqüestros, um desastre natural, um acidente grave, uma cirurgia perigosa. O pânico pode ser observado como um dentre diversos sintomas.

  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo - caracterizado por pensamentos negativos e persistentes, involuntários, incontroláveis e/ou repetitivos, e por rituais improdutivos usados para reduzir a ansiedade. Fortes ataques de ansiedade podem ocorrer sempre que o indivíduo tentar impeilde;o na frente de todos!”. Esta imagem catastrófica — do que teria acontecido se ela tivesse permanecido na loja — reforça ainda mais sua decisão de fugir novamente no futuro.

    Com estes exemplos, você pode perceber como seus pensamentos assustadores podem aumentar as sensações físicas da ansiedade. Prestar atenção à estas sensações e antecipar o aumento decoration: underline;">um de cada vez, antes de prosseguir para o seguinte. Desse modo, você não só estará construindo confiança em si próprio, como também, suas habilidades estarão baseadas em um sólido fundamento. Os seis passos são:

    PASSO 1: Conhecer o problema e reconhecer o ciclo do seu pânico

    PASSO 2: Aumentar seu conhecimento sobre as reações de emergência do corpo

    PASSO 3: Praticar diariamente atividades que relaxam fisicamente o seu corpo

    PASSO 4: Dar acesso a seus objetivos através de pequenas tarefas

    PASSO 5: Desenvolver confiança através de imagens positivas

    PASSO 6: Encarar suas tarefas uma de cada vez

    Assim, vamos ao PASSO 1.

    PASSO 1

    Informação sobre o Transtorno do Pânico

    Você tem um problema bastante conhecido, que tem até um nome, é muito comum e é bastante bem tratável. O nome deste problema é Transtorno de Pânico e ele consiste em crises de pânico súbitas, repentinas, imprevistas, espontâneas e recorrentes que incluem várias sensações como vertigem, tonteira, taquicardia, sudorese, sensações de falta de ar, formigamento, calafrios e muitas outras. Por causa delas, as pessoas tendem a acreditar que estão frente a um perigo como morte iminente, por ataque cardíaco ou asfixia, ou desmaio, queda, perda de controle, loucura etc. É tão freqüente que atinge cerca de 3% da população. Você não é o(a) único(a): aqui no Grande Rio isso representa cerca de 300.000 pessoas.

    Como estas crises acontecem de repente, em situações variadas, e são muito assustadoras, as pessoas tendem a procurar, no início deste processo, ajuda médica, em geral cardiológica, por pensarem que se trata de um problema cardíaco. Aos poucos, comerior: elas antecipam ansiosamente o acontecimento. Contudo, agora já estão convencidas de que não conseguem reagir com sucesso a seus pensamentos e à suas sensações desconfortáveis. Tentando, elas sem dúvida fracassarão. Já o segundo estágio, torna-se a esquiva: elas decidem manter distância de qualquer situação que posa transformar-se em uma reação de pânico. No estágio final, elas continuam com autodesconfiança e a autocrítica. Sabendo que estas pessoas evitam totalmertas situações como passar em túneis, andar em conduções públicas (como ônibus, metrô, trens, aviões), freqüentar cinemas, teatros ou casas de espetáculos, andar em elevadores, pegar engarrafamentos etc. A idéia costuma ser a de que, como alguma crise ou mal estar pode acontecer numa situação dessas e, como a fuga delas é muitas vezes difícil, o melhor é evitá-las, para não correr o risco, seja de acontecer o perigo imaginado, seja de experimentar o intenso desconforto das sensações.

    Há debates ainda sobre as causas desse problema. Alguns médicos defendem que se trata de um problema bioquímico que só é tratável com remédios. Há argumentos fortes a favor desta posição, mas também há problemas, como os efeitos secundários que estas medicações produzem, o fato de quase 2/3 dos pacientes voltarem a ter crises, uma vez suspenso o tratamento, e ainda as evidências de cura de tratamentos não medicamentosos como a psicoterapia cognitivo-comportamental. A nossa posição é que, quando as crises são muito intensas e freqüentes, o uso de medicação torna-se necessário. Mas quando são menos freqüentes ou mais brandas, uma intervenção estritamente psicológica é mais desejável. Por que? Porque pensamos que a causa deste problema é psicológica (o que não exclui a ocorrência de processos bioquímicos cerebrais). São dois motivos principais:

    Em primeiro lugar, é preciso a gente entender que o modo da gente pensar afeta, isto é, determina o que se sente. Qualquer situação com que nos deparamos, automaticamente nos faz pensar coisas boas ou ruins sobre ela. Numa situação, se eu penso que estou em perigo, sinto medo; se penso que vai acontecer uma coisa ótima, fico alegre. Assim, qualquer sentimento é sempre causado por algum pensamento. Mas as duas avaliações contidas nestes pensamentos podem estar erradas: de repente, eu descubro que não estou em perigo e o medo passa; e o que etá sentindo sucessivamente. Fique atento(a) aos pensamentos que vêem à sua cabeça depois do reconhecimento de cada nova sensação.

    Verifique como são sensações semelhantes às que você teve quando em pânico. (ex.: taquicardia, suor nas mãos, tonteira, boca seca etc.). Veja como corpo, eu ou você pensamos que vamos ter um ataque cardíaco, como é que não vamos ficar apavorados? Estamos acreditando mesmo que corremos perigo. E se corremos perigo (ou pensamos que corremos), como não sentir medo? A ocorrência daquelas sensações (produzidas por idéias de perigo) confirma mais ainda a idéia de um ataque cardíaco iminente, o que faz aumentar ainda mais a intensidade das sensações, e assim por diante. Rapidamente, portanto, numa espiral, acontece a crise de pânico. Mas, já reparou que tudo aquilo de pior que você prevê nunca acontece? Ora, isto significa que estamos avaliando mal ou pensando errado sobre estas situações. As avaliações que fazemos sobre estas sensações estão incorretas e precisam, portanto, ser reformuladas. Todas estas coisas fazem com que fiquemos meio como um radar reparando em tudo em volta e, sobretudo, em tudo no nosso próprio corpo. Por causa disso qualquer alteração ou sensação "estranha" no nosso corpo quase sempre acaba sendo interpretada como um sinal de uma doença perigosíssima ou de um perigo fatal e iminente. Mas a gente pensar que alguma coisa é perigosa não quer dizer que, obrigatoriamente, ela seja, por mais que o nosso pensamento pareça verdadeiro. Às vezes nos enganamos mesmo quando pensamos que estamos certíssimos. Por isso, o tratamento consiste, em parte, em ensinar a você a descobrir quando você está pensando certo e quando está pensando errado, para você poder deixar de ter medo de coisas que não são verdadeiras ou reais. Por isso nós vamos discutir os seus pensamentos que ocorrem nas sessões e os que ocorrem fora delas (e que você vai trazer anotados). Você vai aprender a testá-los para ver se são verdadeiros ou se são lógicos. Por exemplo, eu quero que você respire forte e rápido por dois minutos. Após 30 ou 40 segundos, ou mais um pouco, pare e preste al;ões em seu corpo assim como você aceitaria em sua casa um visitante inesperado ou desconhecido ou uma dor incômoda. Substitua seu medo, raiva e rejeição por aceitação. Não lute contra as sensações. Resistindo você estará prolongando e intensificando o seu desconforto. Ao invés disso, flua com elas.

    Contempleerradamente) como sinais de ataque cardíaco ou desmaio, por exemplo, e não apenas como (verdadeiramente) sinais de ansiedade decorrente de preocupações.

    Você vai aprender que uma coisa é algo ser perigoso e outra é algo ser desagradável. Você já viu e sabe que o que se passou com você é algo muito desagradável. Mas é perigoso? Se apesar de sentir as sensações desagradáveis, nunca acontece nada do que você pensa que vai acontecer, isto não será uma prova de que as suas sensações não são sinais de perigo? Descobrir isso significa que você pode ter estas sensações, apesar delas serem muito desagradáveis, e que você não precisa fugir delas de qualquer modo, desesperadamente, pois nada de perigoso está acontecendo. O problema se reduz apenas a você aprender a minimizar a intensidade com que elas aparecem, para não serem tão desconfortáveis. Para isso você vai aprender a relaxar e a respirar de uma forma que produza relaxamento; vai aprender a examinar os seus pensamentos para poder torná-los mais realistas e verdadeiros de modo que não possuam idéias de ameaça irreais e falsas. Conseguir mudar seus pensamentos ajudará, como vimos, você a deixar de sentir medo. Para exercitar tudo isso, será necessário você se expor gradualmente às situações que produzem ansiedade e às sensações que ela produz no seu corpo, de modo que você passe a reconhecer e compreender o que se passa com você, nos seus pensamentos e no seu corpo. Assim, você vai conseguir se acalmar nas próprias situações.

    Com isso, você poderá (1) testar suas idéias distorcidas; (2) verificar que são falsas; (3) descobrir que não precisa fugir desesperadamente em busca os passos anteriores. Repita cada um, passo a passo. Continue a: (1) aceitar sua ansiedade; (2) contemplar; (3) agir com ela e (4) respirar calma e suavemente até que ela diminua e atinja um nível confortável. E ela irá, se você continuar repetindo estes quatro pasmente bom(boa).

    Mas faltará ainda alguma coisa. O outro aspecto é que ficamos assim, com Transtorno de Pânico, quando temos medo de tomar decisões ou agir de modo independente, autônomo, confiante e seguro em nossas vidas. Principalmente quando uma ou mais coisas estão insatisfatórias ou ruins em nossa vida e não sabemos o que fazer para mudá-las (ou sabemos, mas temos medo de fazer o que queremos). Elas nos incomodam e provocam sentimentos ruins, desagradáveis, que a gente tenta negar, evitando percebê-los. Aí, qualquer situação que nos faça pensar que podemos perder o controle sobre estes sentimentos nos ameaça, pelo contato com eles e pela idéia de perda de controle que pode nos levar a fazer o que desejamos mas temos medo de fazer. Isto pode produzir crises de pânico que seguem a espiral que descrevi antes. Vamos precisar ver o que está insatisfatório na sua vida e o que falta para que ela fique satisfatória, como você quer que ela seja. Vamos precisar ajudar a você a se reorientar na vida: em vez de ficar se preocupando com o que há de ruim, com o que pode acontecer de ruim, vamos tentar fazer com que você consiga se orientar para o que há de bom, gostoso, positivo, desejável, realizador. Só manejar crises, não é o suficiente; é preciso acabar com aquilo que começou a provocá-las. E isto, só com essa reorientação de vida.

    Aumentando seu Conhecimento sobre a

    Fisiologia e Psicologia do Medo e da Ansiedade

    Embora uma definição verdadeira da ansiedade que cubra todos os seus aspectos seja muito difícil de ser alcançada (apesar das muitas publicações referentes ao assunto), todos conhecem este sentimento. Não há uma só pessoa que nunca tenha experimentado algum grau de ansiedade, seja por estar entrando em uma sala de aula justo antes de uma prova, ou por acordar no meio da noite certo de que ouviu algum ruído estranho do lado de fora da casa. Contudo, o que é menos conhecido é que sensações, tais como fortes tonteiras, visão borrada ou desfocada, formigamentos ou dormências, músculos duros e quase paralisados e sentimentos de falta de ar que podem levar até a sensações de engasgar ou sufocar, podem também fazer parte da reação de ansiedade. Quando estas sensações ocorrem e as pessoas não entendem o porquê a ansiedade pode aumentar até níveis de pânico já que elas imaginam que podem estar tendo alguma doença.

    Ansiedade é a reação ao perigo ou à ameaça. Cientificamente, ansiedades imediatas ou de curto período são definidas como reações de luta-e-fuga. São assim denominadas porque todos os seus efeitos estão diretamente voltados para lutar ou fugir de um perigo. Assim, o objetivo número um da ansiedade é o de proteger o organismo. Quando nossos ancestrais viviam em cavernas, era-lhes vital uma reação automática para que, quando estivessem defrontados com um perigo, fossem capazes de uma ação imediata (atacar ou fugir). Mas mesmo nos dias agitados de hoje, este é um mecanismo necessário. Imagine que você está atravessando a rua quando de repente um carro, à toda velocidade, vem em sua direção, buzinando freneticamente. Se você não experimentasse absolutamente nenhuma ansiedade, você seria morto. Contudo, mais provavelmente, sua reação de luta-e-fuga tomaria conta de você e você correria para sair do caminho dele para ficar em segurança. A moral desta estória é simples „o a função da ansiedade é proteger o organismo, não prejudicá-lo. Seria totalmente ridículo da parte da natureza desenvolver um mecanismo cuja função primordial fosse a de proteger o organismo e, por assim fogo.

    No panteão africano, Exu é a divindade mais controversa. Bom ou mau, justo ou cínico, anjo ou libertino: não existe consenso quanto ao seu caráter. Exu viveria no riso e no escárnio, no gozo e nos gostos, na cólera, no trago, na balbúrdia, na festa burlesca do homem. Zelador da verdade o cérebro envia mensagens à uma seção de nervos chamada de sistema nervoso autônomo. Este sistema possui duas subsecções ou ramos: o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático. São exatamente estas duas subsecções que estão diretamente relacionadas no controle dos níveis de energia do corpo e de sua preparação para a ação. Colocado de uma forma mais simples, o sistema nervoso simpático é o sistema da reação de luta-e-fuga que libera energia e coloca o corpo pronto para ação; enquanto que o parassimpático, é o sistema de restauração que traz o corpo a seu estado normal.

    Um aspecto importante é que o sistema nervoso simpático tende a ser um sistema “tudo-ou-nada”. Isto é, quando ativado, todas as suas partes vão reagir. Em outras palavras: ou todos os sintomas são experimentados ou nenhum deles o são. É raro que ocorra mudanças em apenas uma parte do corpo somente, sob pena de sofrer com sua revolta ou picardia. É assim no fundamento que resistiu aos porões dos navios, aos grilhões e açoites, à perseguição e ao entrave do preconceito, para consolidar-se em refúgio e identidade denismo: adrenalina e noradrenalina, fabricadas pelas glândulas supra-renais. Estas substâncias, por sua vez, são usadas como mensageiras pelo sistema nervoso simpático para continuar a atividade de modo que, uma vez que estas atividades comecem, elas freqüentemente continuam e aumentam durante um certo período de tempo. Contudo, é muito importante observar que a atividade no sistema nervoso simpático é interrompida de duas formas. Primeiramente, as substâncias que serviam como mensageiras — adrenalina e noradrenalina

    „o são de alguma forma destruídas por outras substâncias do corpo. Segundo, o sistema nervoso parassimpático „o que geralmente tem efeitos opostos ao sistema nervoso simpático „o fica ativado e restaura uma sensação de relaxamento. É importante perceber que, em algum momento, o corpo cansará da reação de luta-ou-fuga e ele próprio ativará o sistema nervoso parassimpático para restaurar um estado de relaxamento. Em outras palavras, a ansiedade não pode continuar sempre aumentando e entrar numa espiral sempre crescente que conduza a níveis poste;s entabular um acordo com os britânicos. As condições desse acerto não são claras. A princ&iacurvoso simpático de se desgovernar. Outra observação importante é que as substâncias mensageiras, adrenalina e noradrenalina, levam algum tempo para serem destruídas. Assim, mesmo depois que o perigo tenha passado e que seu sistema nervoso simpático já tenha parado de reagir, você ainda se sentirá alerta e apreensivo por algum tempo, porque as substâncias ainda estão “flutuando” em seu sistema. Você deve sempre lembrar-se que isto é absolutamente natural e sem perigo. Aliás, isto é uma função adaptativa porque, num ambiente selvagem, o perigo geralmente tem o hábito de atacar de novo, e é útil ao organismo estar preparado para ativar o mais rápido possível a reação de luta-e-fuga.

    A atividade no sistema nervoso simpático produz uma aceleração do batimento cardíaco, como tambémmpedernida à medicina atual, quanto mais à de cem anos atrás. Positivista, cientificista, homem de luzes e racionalidades, Castilhos entregou-se às mezinhas, aos benzimentos, à panaceia herbária, aos conjuros e tambores do negro curandeiro. O câncer foi inclemente, e o político faleceu dois anos depois de contribuir para a instalação da corte de Pr&cute;odos de alta ansiedade ou pânico. Além da aceleração do batimento cardíaco, há também uma mudança no fluxo do sangue. Basicamente, o sangue é redirigido sendo “reduzido” em algumas partes do corpo onde ele não é tão essencial naquele momento (através do estreitamento dos vasos sangüíneos) e é direcionado às partes onde é mais essencial (através da expansão dos vasos sangüíneos). Por exemplo, o fluxo de sangue é reduzido na pele, nos dedos das mãos e dos pés. Este mecanismo é útil para que, se a pessoa for atacada ou ferida de alguma forma, este mesmo mecanismo impedirá que a pessoa morra por hemorragia. Por isso, durante a ansiedade, a pele fica pálida e sentimos frio em nossas mãos e pés, e até mesmo algumas vezes, podemos sentir dormências ou formigamentos. Por outro lado, o sangue é direcionado aos músculos grandes, como os das coxas ou os bíceps, o que ajuda o corpo em sua prepara&cce4 anos –, esconderiam-se outros seis Barás pulverizados pela Capital.

    Os orixás teriam sido alocados em sítios estratégicos e desconhecidos, com o intuito de fortalecer ašæ^P;é²árYTcia óbvia para a defesa do organismo, já que os tecidos precisam de mais oxigênio para estarem preparados para a ação. As sensações provocadas por este aumento na função respiratória podem, contudo, incluir sensações de falta de ar, de engasgar ou sufocar, e até mesmo dores e pressões no peito. Também importante é o efeito colateral decorrente do crescimento na função respiratória, especialmente se nenhuma atividade real ocorra, que é a de haver uma redução real do fluxo de sangue para a cabeça. Por ser uma quantidade insignificante, não chega a ser perigoso para a saúde, mas produz uma série de sintomas desagradáveis (mas sem prejuízo algum) e que podem incluir tonteiras, visão borrada, confusão, fuga da realidade e sensações de frio e calor fortes.

    A ativação da reação de luta-e-fuga produz um aumento na transpiração. Isto tem funções adaptativas importantes, como por exemplo, tornar a pele mais escorregadia para que, dessa forma, fique mais difícil para um predador agarrar um corpo e também para resfriá-lo de modo a evitar um superaquecimento.

    A ativação do sistema nervoso simpático produz uma série de outros efeitos, nenhum dos quais sendo de modo algum prejudiciais ao corpo. Por exemplo, as pupilas se dilatam para permitir a entrada de mais luminosidade, o que pode resultar em uma visão borrada, manchas na frente dos olhos e assim por diante. Ocorre também uma redução na produção de saliva, resultando em uma boca seca. Há uma redução na atividade do sistema digestivo, o que geralmente produz náuseas, uma sensação de peso no estômago e também constipação ou diarréia. Por fim, diversos grupos de músculos se tencionam preparando-se para a reação de luta-e-fuga e isso resulta em sintomas de tensão, muitas vezes estendendo-se a dores reais como também a tremores.

    Acima de tudo, a reação de luta-e-fuga resulta em uma ativação geral do metabolismo corporal. Por isso uma pessoa pode sentir sensações de calor e frio e, porque este processo utiliza muita energia, depois a pessoa se sente geralmente cansada e esgotada.

    Como já mencionado antes, a reação de luta-e-fuga, prepara o corpo para a ação „o seja atacar ou fugir. Por isso, não é suPorto Alegre, assim aceito pela Secretaria Municipal da Cultura, após iniciativa da ialorixá Norinha de Oxal&aacu Quando estes não são capazes de serem realizados (devidos à coação social), os estímulos serão freqüentemente expressos por comportamentos como bater os pés, marcar passos ou insultar pessoas. Isto é, os sentimentos produzidos são como os de quem está preso e está precisando fugir.

    O efeito número um da reação de luta-e-fuga é alertar o organismo para a possível existência do perigo. Portanto, há uma mudança automática e imediata na atenção para pesquisar o ambiente em busca de ameaças em potencial. Por isso, passa a ser muito difícil concentrar-se em tarefas diárias quando alguém está ansioso. Pessoas ansiosas freqüentemente se queixam de ficarem facilmente distraídas durante tarefas do dia-a-dia; de não conseguirem se concentrar e de terem problemas de memória. Às vezes uma ameaça óbvia não pode ser encontrada. Infelizmente, a maioria das pessoas não aceita o fato de não encontrar uma explicação para alguma coisa. Portanto, em muitos casos, quando as pessoas não conseguem explicar seus sentimentos, elas tendem a procurar em si próprias. Em outras palavras, “se nada exterior está me deixando ansioso, então deve haver algo de errado comigo mesmo”. Neste caso, o cérebro inventa uma explicação como “eu devo estar morrendo, perdendo controle ou ficando louco”. Como já vimos, nada poderia ser menos verdadeiro, já que a função primordial da reação de luta-e-fuga é a de proteger o organismo, e não de prejudicá-lo. Por isso mesmo, são pensamentos compreensíveis.

    Até agora, nós observamos as reações e os componentes da ansiedade em geral ou da reação de luta-e-fuga. Contudo, você pode estar se perguntando como tudo isto se aplica a ataques de pânico. Afinal, por que a reação de luta-e-fuga é ativada durante um ataque de pânico, já que não há, aparentemente, nada a temer?

    De acordo com uma grande quantidade de pesquisas, parece que pessoas que experimentam ataques de pânico têm medo (i.é, o que causa o pânico) das próprias sensações da reação de luta-e-ttp://pt.wikipedia.org/wiki/27_de_janeiro">27 de janeiro de 2013 UTC-2 123

    O incêndio na boate Kiss foi um evento que matou 242 pessoas3 e feriu 116 outras em uma discoteca da cidade de

    Mesmo que não estejamos certos do fato do por que alguém experimenta os sintomas iniciais, assegure-se de que eles são uma parte da reação de luta-e-fuga e por isso inofensivos a qualquer pessoa.

    Obviamente então, uma vez acreditando convictamente (100%) que estas sensações físicas não são perigosas, o medo e o pânico desaparecerão e você não mais experimentará ataques de pânico. É claro que, quando diversos ataques já tenham sido experimentados por você, e que você tenha interpretado erradamente estes sintomas muitas vezes, esta interpretação errada torna-se bastante automática, e assim passa a ser muito difícil de, conscientemente, convencer-se de que estes sintomas são inofensivos.

    Resumindo, a ansiedade é cientificamente conhecida como a reação de luta-e-fuga, sendo sua função primordial a de ativar o organismo e de protegê-lo do perigo. Associadas à esta reação, estão uma série de mudanças mentais, físicas e comportamentais. É importante notar que, uma vez que o perigo tenha desaparecido, muitas dessas mudanças (especialmente as físicas) continuarão, praticamente com controle autônomo sobre si própriasa href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inc%C3%AAndio_na_boate_Kiss#cite_note-10">10

    Procedeu-se a uma investigação para a apuração das responsabilidades dos envolvidos, dentre eles os integrantes da banda, os donos da casa noturna eacute;rios problemas mentais ou físicos. Neste caso, as próprias sensações podem se tornar ameaçadoras e, justamente por isso, podem desencadear uma nova reação de luta-e-fuga. Muitas pessoas, quando experimentam os sintomas da reação de luta-e-fuga, acreditam estar ficando loucas. Elas costumam mais freqüentemente relacionar tais sintomas com uma doença mental grave, conhecida como esquizofrenia. Observemos um pouco a esquizofrenia para compararmos o quão freqüente isto ocorre.

    Esquizofrenia é um transtorno grave caracterizado por fortes sintomas como por exemplo, fala e pensamento deslocados, algumas vezes levando a balbucios, delírios ou crenças estranhas (p.ex., que mensagens estão sendo recebidas desde o espaço) e alucinações (ouvir vozes falarem dentro da própria cabeça). Também, a esquizofrenia parece ser em grande parte um transtorno com base genética, ocorrendo fortemente em famílias.

    A esquizofrenia geralmente se inicia de forma gradual e não de repente (como em um ataque de pânico). Também, justamente porque ocorre em famílias, apenas uma certa proporção de pessoas tende a tornar-se esquizofrênica, e ainda, em outras pessoas, nenhuma quantidade de estresse causaria como conseqüência o transtorno em questão. Um terceiro ponto também muito importante, é que pessoas esquizofrênicas exibem alguns dos sintomas leves do transtorno por grande parte de suas vidas (p.ex., pensamentos estranhos e fala florida). Desta forma, se essas características não tiverem sido ainda percebidas em sua personalidade, a maior probabilidade é de você não se tornar esquizofrênico. Esta chance diminui mais ainda se você já tem mais de 25 anos, já que a esquizofrenia surge geralmente no final da adolescência até os 20 anos. Finalmente, se você já passou por entrevistas com um psicólogo ou psiquiatra, você pode estar certo de que eles saberiam imediatamente diagnosticá-lo como esquizofrênico.

    Algumas pessoas acreditam que vão “perder o controle” quando entrarem em pânico. Presumivelmente, elas acham que vão se paralisaris novo) só porque ele não conseguiu sair da fumaça,o outros mal se feriram, se não fosse por isso, todos os integrantes da banda estavam bem e vivos.

    Na boa,eu não acho que isso foi um acidente,uma boate não pode pegar fogo do nada e iniciar um incêndio só por causa de um sinalizador gente, houve outras coisas que ajudaram e muito nisso, por exemplo o Fodo nossas discussões anteriores, podemos agora saber de onde surge este sentimento. Durante uma crise de ansiedade o corpo está preparado para ação e neste momento há um enorme desejo de fuga. Contudo, a reação de luta-e-fuga não está preparada e treinada a prejudicar terceiros (que não sejam uma ameaça) e não produzirá paralisia. Ao invés disso, toda a reação é direcionada a afastar o organismo. Além disso, nunca houve nenhum caso registrado de alguém que tenha se descontrolado a tal ponto. Mesmo que a reação de luta-e-fuga o faça sentir-se um pouco confuso, irreal e distraído, você ainda é capaz de pensar e funcionar normalmente. Simplesmente pense sobre quão freqüentemente as outras pessoas nem notam que você está tendo um ataque de pânico.

    Muitas pessoas têm receio do que lhes pode acontecer como conseqüência a seus sintomas, talvez devido a alguma crença de que seus nervos podem se esgotar e elas possam talvez entrar em colapso. Como já discutido anteriormente, a reação de luta-e-fuga é produzida predominantemente pelo sistema nervoso simpático, que é combatido pelo sistema nervoso parassimpático. O sistema parassimpático é, de certa forma, uma salvaguarda contra a possibilidade do sistema simpático “danificar-se”. Os nervos não são como fios elétricos e a ansiedade não é capaz de danificá-los, prejudicá-los ou desgastá-los. E a pior coisa que poderia acontecer durante um ataque de pânico seria a pessoa desmaiar, sendo que, se isso acontecesse, o sistema nervoso simpático interromperia sua atividade e a pessoa recuperaria seus sentidos em poucos segundos. Contudo, desmaiar em conseqüência da reação de luta-e-fuga é extremamente raro, mas se isso acontecer, é um modo adaptativo de impedir que o sistema nervoso simpático fique fora de controle.

    Muitas pessoas interpretam erradamente os sintomas da reação de luta-ou-fuga e acreditam que elas estejam morrendo de um ataque cardíaco. Isto é porque talvez muitas pessoas não tenham um conhecimento suficiente sobre ataques cardíacos. Vamos rever os fatos sobre a doença coronariana e ver como isso difere de ataques de pânico.

    Os sintomas principais de ataques cardíacos são falta de ar e dores no peito, como também, ocasionalmente, palpitações e desmaio. Os sintomas de ataques cardíacos estão geralmente relacionados diretamente com esforço. Isto é, com quanto mais esforço você se exercitar, piores serão os sintomas; e quanto menos você se esforçar, melhores. Os sintomas desaparecerão de forma relativamente rápida com descanso. Isto é muito diferente dos sintomas associados com ataques de pânico, que freqüentemente ocorrem durante um estado de repouso e parecem ter vida própria. Certamente, ataques de pânico podem ocorrer durante exercícios ou podem inclusive piorar com exercícios, mas são diferentes de ataques cardíacos, pois podem se produzir também freqüentemente durante repouso. Mais importante ainda é notar que um ataque cardíaco irá quase sempre produzir mudanças elétricas no coração que podem ser detectadas em eletrocardiogramas (ECG). Em ataques de pânico, a única mudança que é detectada por um ECG é um pequeno aumento no ritmo cardíaco. Por isso, se você já passou por um eletrocardiograma e o doutor lhe disse que tudo está bem, esteja certo de que você não sofre de nenhum problema no coração. Também, se seus sintomas ocorrem a qualquer momento e não apenas após algum esforço físico, isto é uma evidência adicional contra a possibilidade de um ataque cardíaco.

    (Traduzido de Craske e Barlow, 1994 por Bernard Rangé)

    A fisiologia da hiperventilação

    O corpo precisa de oxigênio para sobreviver. Quando uma pessoa inspira, o oxigênio é levado para os pulmões onde é apanhado pela hemoglobina (a substância química “colada-ao-oxigênio” no sangue). A hemoglobina leva o oxigênio pelo corpo onde é liberada para ser usada pelas células. As células usam o oxigênio para as suas reações de energia, produzindo conseqüentemente um subproduto de dióxido de carbono (CO2) que é por sua vez devolvido ao sangue, transportado novamente aos pulmões e finalmente expirado.

    Um controle eficiente das reações de energia do corpo, depende da manutenção de um equilíbrio específico entre oxigênio e CO2. Este equilíbrio pode ser mantido principalmente através do ritmo e da profundidade da respiração. Obviamente, respirar “demais” terá um efeito de aumentar os níveis de oxigênio (apenas no sangue) e de reduzir os níveis de CO2; enquanto que respirar “de menos” terá o efeito contrário, ou seja, reduzir a quantidade de oxigênio no sangue e aumentar a quantidade de CO2. A taxa apropriada de respiração durante um repouso deve ser de 10-14 respirações por minuto.

    A hiperventilação é definida como um ritmo e uma profundidade de respiração exagerada para as necessidades do corpo em um momento específico. Naturalmente, se a necessidade de oxigênio e a produção de CO2 aumentarem (como durante um exercício físico), a respiração deveria aumentar correspondentemente. Alternadamente, se a necessidade de oxigênio e a produção de CO2 ficarem ambas reduzidas (como durante um período de relaxamento), a respiração deve respectivamente reduzir-se também.

    Enquanto que a maioria dos mecanismos corporais são controlados por meios químicos e físicos “automáticos” (e respirar não é uma exceção), a respiração tem uma propriedade adicional que é a de ser capaz de ser submetida a um controle voluntário. Por exemplo, é muito fácil para nós prender a respiração (nadando debaixo d’água) ou aumentar o ritmo da respiração (soprando um balão). Uma série de fatores “não-automáticos” como as emoções, o estresse ou o hábito, podem causar um aumento no ritmo de nossa respiração. Estes fatores podem ser especialmente importantes para pessoas que sofrem de ataques de pânico, causando uma tendência a respirar “demais”.

    Também interessante, é que enquanto a maioria de nós considera que o oxigênio é o fator determinante em nossa respiração, o corpo, na realidade, utiliza o CO2 como seu “marcador” para uma respiração apropriada. O efeito mais importante da hiperventilação então, é realizar uma queda na produção de CO2. Isto, por sua vez, leva a uma redução do conteúdo ácido do sangue, o que conduz ao que é conhecido como sangue alcalino. São estes dois efeitos „o uma redução de CO2 no sangue e um aumento da alcalinidade do sangue - que são os responsáveis pela maioria das mudanças físicas que ocorrem durante a hiperventilação.

    Uma das mudanças mais importantes que ocorre durante a hiperventilação é a constrição ou o estreitamento de certos vasos sangüíneos do corpo. Particularmente, o sangue enviado ao cérebro é de certa forma reduzido. Aliado a este estreitamento dos vasos, a hemoglobina aumenta sua “pegajosidade” com o oxigênio. Por isso, não apenas o sangue alcança menos áreas do corpo, como o oxigênio carregado pelo sangue também é menos liberado para os tecidos. Paradoxalmente, então, enquanto que uma respiração aumentada significa mais oxigênio está sendo levado para dentro do organismo, menos oxigênio alcança certas áreas de nosso cérebro e do corpo. Este efeito resulta em duas categorias de sintomas: (1) centralmente, alguns sintomas são produzidos pela ligeira redução de oxigênio à certas partes do cérebro (que incluem tonteira, sensação de vazio na cabeça, confusão, falta de ar, visão borrada, e desrealização); (2) perifericamente, outros sintomas são produzidos pela ligeira redução de oxigênio à certas partes do corpo (que incluem um aumento no batimento cardíaco para bombear mais sangue pelo corpo; dormências e formigamentos nas extremidades; mãos frias e suadas e algumas vezes enrijecimento muscular). É muito importante lembrar que as reduções de oxigênio são ligeiras e totalmente sem perigo. Também é muito importante observar que hiperventilar pode produzir uma sensação de falta de ar, extendendo-se algumas vezes à sensações de engasgar ou sufocar, de modo que possa parecer como se a pessoa não estivesse, de fato, conseguindo ar suficiente. Possivelmente, isto acontece devido a redução de oxigênio em certas partes do cérebro.

    A hiperventilação é também responsável por uma série de efeitos generalizados. Em primeiro lugar, o ato de hiper-respirar é um trabalho físico “pesado”. Portanto, o indivíduo pode sentir-se freqüentemente encalorado e suado. Segundo, justamente pelo esforço de hiper-respirar, períodos prolongados de hiper-respiração resultarão quase sempre em sensações de cansaço e exaustão. Em terceiro, pessoas que hiper-respiram geralmente tendem a respirar pelos pulmões, ao invés de respirar pelo diafragma. Isto significa que os músculos do peito tendem a se tornar cansados e tensos. Assim, elas tendem a experimentar sintomas de pressão e até de dores severas no peito. Finalmente, muitas pessoas que hiper-respiram, costumam manter um hábito de constantemente suspirarem ou bocejarem. Estes cacoetes são na realidade, formas de hiperventilação, já que sempre que alguém suspira ou boceja, elas estão “jogando” uma grande quantidade de O2 no organismo de maneira bem rápida. Por isso, quando tratando deste problema, é importante perceber hábitos diários como suspirar ou bocejar e assim tentar suprimi-los.

    Um ponto importante a se notar sobre a hiperventilação é que ela não é fácil de ser percebida por um observador. Em muitos casos, a hiper-ventilação pode ser muito sutil. Isto é especialmente verdadeiro se o indivíduo esteve hiper-respirando por um longo período. Neste caso, pode haver uma redução acentuada de CO2, mas devido à compensação no corpo, há pouca mudança na alcalinidade. Assim, nenhum sintoma será produzido. Contudo, devido às baixas taxas de CO2 , o corpo perde sua capacidade de lidar com as mudanças de CO2 de modo que até uma pequena alteração na respiração (como um bocejo por exemplo) pode ser suficiente para disparar os sintomas. Isto pode estar relacionado com a natureza repentina de muitos ataques de pânico, por exemplo, durante o sono, e isso é uma razão para o porquê de muitos dos que sofrem deste problema geralmente relatarem: “Não me sinto como se estivesse hiperventilando”.

    Provavelmente o ponto mais importante a se fazer sobre a hiperventilação seja mostrar que ela não é perigosa. A hiperventilação é uma parte integral da reação de luta-e-fuga e por isso sua função é a de proteger o corpo do perigo, e não ser perigosa. As mudanças associadas com a hiperventilação são aquelas que preparam o corpo para ação de modo a escapar de um perigo em potencial. Assim, é uma reação automática do cérebro para imediatamente esperar o perigo e, claro, para o indivíduo sentir a premência de escapar. Conseqüentemente, é perfeitamente compreensível, que o sofredor acredite que o problema é interno. De qualquer forma, as coisas não acontecem assim. É importante lembrar que longe de ser prejudicial, a hiperventilação é parte de uma resposta natural, biológica voltada para proteger o corpo de qualquer prejuízo.

    (Traduzido de Craske e Barlow (1994) por Bernard Rangé)

     

     

    Como vimos nos textos acima, o primeiro ataque de pânico pode surgir de repente. Na seção sobre Transtornos da Ansiedade, você também viu que ataques de pânico podem ser uma reação a uma situação de ansiedade provocada, como por exemplo, estar preso por alguns instantes em um elevador ou iniciando uma palestra.

    Se você continua experimentando episódios de pânico imprevisíveis, sua reação a eles começa a se alterar. Após uma certo período, talvez você passe a experimentar o que chamo de Ciclos de Pânico, como ilustrado no Gráfico 1:

    Gráfico 1: CICLOS DE PÂNICO

    1. ANSIEDADE 2. ATAQUES DE ANTECIPATÓRIA PÂNICO

    T

    E

    N

    S

    Ã

    O

    3. AUTO-DESCONFIANÇA E 3. FUGA E

    AUTOCRÍTICA ALÍVIO

     

    TEMPO

    Já que um ataque de pânico pode ser tão traumático (algumas pessoas pensam que estão morrendo), a memória daquela experiência pode ser facilmente relembrada. Poucos estímulos são necessários para que você relembre sua reação. A simples idéia de passar por uma situação similar àquela pode produzir sensações condicionadas e pensamentos ansiogênicos e assustadores. Quanto mais tempo você passar antecipando isso, mais assustado você vai ficar. Esta experiência é denominada ansiedade antecipatória.

    Já vimos que o corpo humano reage a certos eventos baseado na interpretação que ele faz deles. Por exemplo, você diz a si próprio(a), “Vou ter que entrar nessa loja cheia de gente... já tive ataques de pânico em lojas assim... acho que não vou conseguir...”. Você se torna mais alerta das reações do seu corpo e dos seus pensamentos. Quando você percebe estas sensações físicas crescentes, você se preocupa mais ainda. Isso ainda vem acompanhado do desejo de nunca mais passar por aquela experiência de novo. O seu próximo pensamento pode ser, “Acho que estou entrando em pânico agora”. Essencialmente, esses pensamentos ansiogênicos e essas sensações físicas revelam o início do Ciclo do Pânico em seu primeiro estágio: a ansiedade antecipatória.

    Se realmente um ataque de pânico ocorrer, ele ser&aani de Xapanã; Reni de Iansã, filha de criação de pai João; Pequeno de Bará Lodê, esposo de Reni de Iansã; tia Tereza de Oxalá, filha consanguínea de mãe Alzira de Xangô; tia Jaci  de Yemanjá; Valdir de Xangô; Mesquita de Xangô; Nadir de Ogum; Zé de Xangô, tio de Valdir de Xangô; pai Nelson de Xangô, pai de santo de Vinícios de Oxalá; Zé da Sáia de Xangô; Ziza de Odé; Zaida de Oxalá; Julieta de Odé; Patinha de Bará; Marta de Bará, famosa por sua vidência, também praticava o culto à Umbanda; as mulheres grávidas, faziam filas na porta de sua casa para saber o sexo do bebê; mãe Leda de Xangô, também famosa por seus feitos na Umbanda e vidente das melhores, tenho muitos agradecimentos à esta grande mãe de santo; Santa de Yemanjá; mãe Catarina de Ogum; pai Tião de Bará; Elaine de Oxum; Cleusa de Oyá; Elza de Oxalá, morava no Rio de Janeiro, para onde pai João viajaseqüência especial de fuga: a fase da ansiedade antecipatória (A), quando você sente um desconforto crescente, ao imaginar o eventual fracasso ao tentar lidar com a situação; a fase da fuga (B), quando seu medo se torna tão forte que você prefere abandonar o local para conseguir manter o controle; e finalmente a fase da imagem catastrófica (C), quando, depois de escapar para um “lugar seguro”, você cria uma imagem mental de como coisas terríveis poderiam ter acontecido se você não tivesse fugido.

    Gráfico 2: Como a Fuga Reforça o Pânico

    10

    Imagens

    Catastróficas

    Fuga

    Nível

    de

    tensão - 5 Ansiedade

    Antecipatória

    0

    Imagine que uma mulher - chamemos ela de Carolina - já tenha passado por diversos ataques de pânico em supermercados durante os últimos dois anos. Hoje ela tentará novamente realizar suas compras em um supermercado.

    A. A Fase da Ansiedade Antecipatória.Enquanto ela está nesta fase, ela pode ter a idéia de ir às compras, mas de repente ela se lembra de seu último ataque de pânico. Em reação a esta lembrança, Carolina começa a se sentir um pouco nervosa e hesitante em relação à tentativa de hoje. Este é o início de sua ansiedade antecipatória. Ela se pergunta: “Será que eu posso mesmo fazer isso? E se eu tiver um outro ataque?”. Mas apesar de seu medo, ela resolve fazer o melhor que estiver a seu alcance.

    Ao chegar ao supermercado, ela hesita novamente e pensa no que aconteceria se ela perdesse o controle. O grau de sua ansiedade neste momento também aumenta respectivamente. Ao entrar na loja e empurrar o carrinho, ela se sente um pouco aliviada, e assim seu grau de ansiedade cai ligeiramente. Contudo, enquanto ela coloca os produtos em seu carrinho, ela começa a imaginar como será demorada a espera no caixa e como ela detesta ficar presa nessas filas. Neste instante, nota seu senso crescente de tensão física. Ao dar uma volta pelo supermercado, nota que cada caixa tem muitas pessoas esperando. Ao mesmo tempo ela percebe seu coração disparado, “Meu coração disparou! Ele está batendo tão forte! Ai, meu Deus, vou ter outro ataque!”

    B. A Fase da Fuga. Continuando a volta pelo supermercado, Carolina sente sua tensão subir. Ela fica mais e mais atenta às mudanças de seu corpo e a seus arredores. Em seguida, percebe que está tonta e diz a si própria, “Isso é demais! Não agüento mais! Tenho que sair daqui antes que eu desmaie ou morra!”. Larga seu carrinho, abandona bruscamente o supermercado e corre para seu carro, onde ela se sente “segura”. Carolina escolheu a fuga como a única opção para controlar seu iminente ataque de pânico.

    C. A Fase da Imagem Catastrófica. Depois de alguns minutos, Carolina volta a se sentir mais calma. Ela está a salvo fora da loja. Ela imagina as conseqüências assustadores que poderiam ter acontecido se ela tivesse permanecido no supermercado: “Do modo como estava, certamente teria desmaiado ou teria feito um papelão na frente de todos!”. Esta imagem catastrófica — do que teria acontecido se ela tivesse permanecido na loja — reforça ainda mais sua decisão de fugir novamente no futuro.

    Com estes exemplos, você pode perceber como seus pensamentos assustadores podem aumentar as sensações físicas da ansiedade. Prestar atenção à estas sensações e antecipar o aumento destes sintomas desconfortáveis, só irá fazer com que você se amedronte ainda mais. E cada vez que você abandonar o local, achando que dessa forma poderá controlar melhor ou prevenir um ataque, você estará apenas reforçando a crença de que a fuga é sua única opção.

    O estágio final do Ciclo do Pânico é a autodesconfiança e a autocrítica. Depois da derrota na batalha contra o pânico, as pessoas tendem a ficar covardes e desmoralizadas. Questionam-se quanto à sua capacidade de lutar contra este problema: “O que tem de errado comigo? Por que tenho tanto medo?”. Reforçam ainda mais esta idéia se seus médicos não encontram nenhum indício físico para os sintomas sentidos durante a experiência. “Sou tão fraca por ter estes receios, mas não consigo controlá-los! Ninguém mais passa por este mesmo problema. Eu nunca vou melhorar. Eu nunca serei a mesma novamente.”

    Este estágio final do Ciclo do Pânico comporta, na verdade, a ansiedade antecipatória, que é a primeira fase do próximo ciclo. Vamos continuar com o exemplo de Carolina. Imagine você, que mesmo semanas depois do ocorrido, ela continua se punindo e se repetindo: “Nunca vou melhorar. O que tem de errado comigo, afinal? Sou muito fraca para suportar estes medos”. Passando muito tempo reforçando a idéia de sua falta de controle, na próxima vez que ela se defrontar com uma situação estressante, se recordará de sua incapacidade em lidar com esta situação. Imaginando sua incapacidade de dominar este problema, naturalmente se tornará ansiosa ao se defrontar com o problema em sua próxima tentativa.

    Se pessoas como Carolina, passam por diversos ataques de pânico sem aprender meios de como controlar suas reações, então um novo ciclo estará em evolução: o Ciclo da Esquiva (ver Gráfico 3). O primeiro estágio continua como no ciclo anterior: elas antecipam ansiosamente o acontecimento. Contudo, agora já estão convencidas de que não conseguem reagir com sucesso a seus pensamentos e à suas sensações desconfortáveis. Tentando, elas sem dúvida fracassarão. Já o segundo estágio, torna-se a esquiva: elas decidem manter distância de qualquer situação que posa transformar-se em uma reação de pânico. No estágio final, elas continuam com autodesconfiança e a autocrítica. Sabendo que estas pessoas evitam totalmente estas situações, podemos então também denominar este ciclo de: Ciclo Fóbico.

    Gráfico 3: O Ciclo da Esquiva (Ciclo Fóbico)

    AUTO-DESCONFIANÇA e ANSIEDADE

    AUTOCRÍTICA ANTECIPATÓRIA

    ESQUIVA

    PASSO 2

    Rompendo O Ciclo do Pânico

    Você encontrará uma certa quantidade de tarefas de auxílio nas páginas seguintes, que poderão ajudar-lhe a ganhar controle sobre seus sentimentos. Considerando que o pânico ocorre em diversos estágios e praticando técnicas específicas para cada um deles, você estará apto(a) a aplicar estas tarefas com mais facilidade e com resultados mais positivos.

    Estas tarefas não são mágicas. O estresse e a tensão fazem parte da nossa vida e nenhuma tarefa eliminará as preocupações de uma pessoa responsável em seu dia-a-dia. Contudo, a vida de ninguém deve ser controlada por ataques de pânico. Com a ajuda de bons profissionais e com a sua persistência dedicada, você poderá romper este Ciclo de Pânico, aparentemente perpétuo, e voltar a ter uma vida positiva e ativa.

    Agora você está informado/a sobre os mecanismos fisiológicos e psicológicos relacionados ao pânico. Será necessário, então, ajudá-lo a fortalecer algumas habilidades que ajudam a enfrentar esses ataques.

    A primeira delas é a ESTRATÉGIA A.C.A.L.M.E.-S.E. . Veja o quadro 1.

    Durante a leitura da ESTRATÉGIA A.C.A.L.M.E.-S.E., ao chegar no passo da respiração, respire de forma ofegante durante dois minutos, como você faria depois de uma longa corrida, para fazer um experimento importante.

    Ao longo do exercício, preste atenção nas sensações que você está sentindo sucessivamente. Fique atento(a) aos pensamentos que vêem à sua cabeça depois do reconhecimento de cada nova sensação.

    Verifique como são sensações semelhantes às que você teve quando em pânico. (ex.: taquicardia, suor nas mãos, tonteira, boca seca etc.). Veja como, primeiro, você pode, mesmo sem se dar conta, fazer com que seu corpo reaja de modo semelhante aos ataques. Mesmo sem perceber, numa situação de estresse ou preocupação, respiramos (suspiramos) profundamente. Isto pode, como vimos neste exercício, provocar sensações "estranhas" no nosso corpo (como essas que você acabou de sentir, semelhantes às de ansiedade). Assim, fica fácil interpretá-las (erradamente) como sinais de ataque cardíaco, perda de controle ou desmaio, por exemplo, e não apenas como (verdadeiramente) sinais de ansiedade decorrente de preocupações.

    Em segundo lugar, constate como respirar dentro das mãos ajudou a reduzir dramaticamente a intensidade das suas sensações desconfortáveis. Este é um poder efetivo, rápido, portátil e seguro para você lidar com seus ataques. Você pode usá-lo em qualquer momento e em qualquer situação: no ônibus, no supermercado, num shopping, num túnel, caminhando etc. Melhor ainda, o ideal, em termos respiratórios, é você fazer sempre a respiração diafragmática.”

    • Fazer agora o exercício de Hiperventilação.

    • Depois de 2 minutos, interromper e respirar suavemente com as mãos envolvendo o nariz e a boca, durante 30 segundos.

    Quadro 1. ESTRATÉGIA A.C.A.L.M.E.-S.E.

    A chave para lidar com um estado de ansiedade éaceitá-lo totalmente. Permanecer no presente e aceitar a sua ansiedade fazem-na desaparecer. Para lidar com sucesso com sua ansiedade você pode utilizar a estratégia "A.C.A.L.M.E.-S.E.", de oito passos.

    Aceite a sua ansiedade. Um dicionário define aceitar como dar “consentimento em receber”. Concorde em receber as suas sensações de ansiedade. Mesmo que lhe pareça absurdo no momento, aceite as sensações em seu corpo assim como você aceitaria em sua casa um visitante inesperado ou desconhecido ou uma dor incômoda. Substitua seu medo, raiva e rejeição por aceitação. Não lute contra as sensações. Resistindo você estará prolongando e intensificando o seu desconforto. Ao invés disso, flua com elas.

    Contemple as coisas em sua volta. Não fique olhando para dentro de você, observando tudo e cada coisa que você sente. Deixe acontecer com o seu corpo o que ele quiser que aconteça, sem julgamento: nem bom nem mau. Olhe em volta de você, observando cada detalhe da situação em que você está. Descreva-os minuciosamente para você, como um meio de afastar-se de sua observação interna. Lembre-se: você não é sua ansiedade. Quanto mais você puder separar-se de sua experiência interna e ligar-se nos acontecimento externos, melhor você se sentirá. Esteja com ansiedade, mas não seja ela; seja apenas observador.

    Aja com sua ansiedade. Aja como se você não estivesse ansioso(a), isto é, funcione com as suas sensações de ansiedade. Diminua o ritmo, a velocidade com que você faz as suas coisas, mas mantenha-se ativo(a)! Não se desespere, interrompendo tudo para fugir. Se você fugir, a sua ansiedade vai diminuir mas o seu medo vai aumentar: donde na próxima vez a sua ansiedade vai ser pior. Se você ficar onde está - e continuar fazendo as suas coisas bem devagar - tanto a sua ansiedade quanto o seu medo vão diminuir. Continue agindo, bem devagar !

    Libere o ar de seus pulmões! Respire bem devagar, calmamente, inspirando pouco ar pelo nariz e expirando longa e suavemente pela boca. Conte até três, devagarinho, na inspiração, outra vez até três, prendendo um pouco a respiração e até seis, na expiração. Faça o ar ir para o seu abdômen, estufando-o ao inspirar e deixando-o encolher-se ao expirar. Não encha os pulmões. Ao exalar, não sopre: apenas deixe o ar sair lentamente por sua boca. Procure descobrir o ritmo ideal de sua respiração, neste estilo e nesse ritmo, e você descobrirá como isso é agradável.

    Mantenha os passos anteriores. Repita cada um, passo a passo. Continue a: (1) aceitar sua ansiedade; (2) contemplar; (3) agir com ela e (4) respirar calma e suavemente até que ela diminua e atinja um nível confortável. E ela irá, se você continuar repetindo estes quatro passos: aceitar, contemplar, agir e respirar.

    Examine seus pensamentos. Você talvez esteja antecipando coisas catastróficas. Você sabe que elas não acontecem. Você mesmo já passou por isso muitas vezes e sabe que nunca aconteceu nada do que você pensou que fosse acontecer. Examine o que você está dizendo para você mesmo(a) e reflita racionalmente para ver se o que você pensa é verdade ou não: você tem provas de que o seu pensamento é verdadeiro? Há outras maneiras de você entender o que está lhe acontecendo? Lembre-se: você está apenas ansioso(a): isto pode ser desagradável,mas não é perigoso. Você está pensando que está em perigo, mas você tem provas reais e definitivas disso?

    Sorria, você conseguiu! Você merece todo o seu crédito e todo o seu reconhecimento. Você conseguiu, sozinho(a) e com seus próprios recursos, tranqüilizar-se e superar este momento. Não é uma vitória pois não havia um inimigo, apenas um visitante de hábitos estranhos que você passou a compreendê-lo e aceitá-lo melhor. Você agora saberá como lidar com visitantes estranhos.

    Espere o futuro com aceitação. Livre-se do pensamento mágico de que você terá se livrado definitivamente de sua ansiedade, para sempre. Ela é necessária para você viver e continuar vivo(a). Em vez de se considerar livre dela, surpreenda-se pelo jeito como você a maneja, como você acabou de fazer agora. Esperando a ocorrência de ansiedade no futuro, você estará em uma boa posição para lidar com ela novamente.

    © Bernard Rangé, 1992b.

    Quadro 2. Instruções: Treino Respiratório e Respiração Diafragmática

    1. Colocar a mão um pouco acima do estômago para sentir o ar passar pelo diafragma e o abdômen expandir-se e encolher-se em cada respiração.

    2. Inspirar lentamente pelo nariz contando até 3, bem devagar.

    3. Prender a respiração, contando também até 3, bem devagar.

    4. Exalar lentamente o ar pela boca, contando até 6, bem devagar.

    5. Fazer com que o ar passe pelo diafragma estufando o abdômen, durante a inspiração.

    6. Fazer com que o ar que é exalado deixe o abdômen cada vez mais encolhido.

    7. Procure o ritmo ideal da sua respiração dentro deste estilo (variar a contagem para 4-4-8 ou 5-5-10, conforme seu conforto maior ou menor).

    • Faça exercícios de respiração diafragmática várias vezes em cada dia, durante 3 minutos cada vez. Aplique esta respiração em qualquer ocorrência de ansiedade.

    Agora vamos analisar os pensamentos que você teve durante o exercício e compreender como eles podem ter causado suas sensações. Conforme a descrição do quadro 3, relacione no quadro 4 as sensações (S), pensamentos automáticos (PA) e emoções / comportamentos (EC) que você teve e verifique como cada um pode ter contribuído para as experiências que você teve, conforme sugerido no quadro 5.

    Quadro 3: Estratégia S-PA-EC

    1. Identifique ou descreva para si mesmo cada sensação que sentiu durante o exercício de hiperventilação; ex.: taquicardia, dormências, tonteira etc.

    2. Identifique os pensamentos automáticos (PA) delas decorrentes; ex.: “lá vem de novo”, “vou passar mal”, “quero parar”, “quero fugir daqui” etc.

    3. Identifique as emoções (E) experimentadas ou comportamentos (C) intencionados; ex.: medo, “quero parar”.

    4. Identificar novas sensações decorrentes de E/C.

    5. Identifique os novos PA que foram sugindo e assim sucessivamente.                                                               

     HISTORIA DO PAI BARA DO MERCADÃO PUBLICO DA CAPITAL DO RIO GRANDE DO SUL ,PORTO ALEGRE

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    Foto: Andreas Muller

    Imagine que as pedras trazem o fogo em seus ventres. O fogo é gestado também na essência da madeira, ganha vida na partição do metal. O oxigênio que agora move-se em filetes invisíveis sob as minhas digitais, na pressão das teclas desse computador, incidindo e fluindo ao meu pulmão e do teu, também é mãe e sangue do fogo. Pairando no céu, encrespado em rebuliços eternos, revolvendo-se em bumbares enraivecidos, fantásticos e descomunais, reina sobre nós o fogo em seu paroxismo de luz. Difícil de compreender, fascinante, amedrontador, mágico, poético, vital e extremamente destrutivo é o fogo.

    No panteão africano, Exu é a divindade mais controversa. Bom ou mau, justo ou cínico, anjo ou libertino: não existe consenso quanto ao seu caráter. Exu viveria no riso e no escárnio, no gozo e nos gostos, na cólera, no trago, na balbúrdia, na festa burlesca do homem. Zelador da verdade e das encruzilhadas, por baixo e por cima, Exu poda asa, raspa chifre, trinca máscara, fecha caminho, abre picada, sempre de porrete em riste, sarrando a morte e sua bunda magra. Exu é o mensageiro dos Orixás, que são as emanações da natureza – palavra empregada em seu sentido primal e gerador. Exu, o sentinela, o comunicador, é o operador do mistério entre o céu e a terra, a magia do mundo. Exu é a dinâmica da perenidade, é o princípio por fim, é a incoerência, o movimento, o giro do vento, é o garrancho na linha torta, é a essência inescrutável dos seres, enfim, desvelada. Difícil de compreender, fascinante, amedrontador. Mágico.

    Aluvaiá, Njila, Elegbara, Lonan, Bongbogira, essa entidade é conhecida por diferentes nomenclaturas nas vertentes surgidas das crenças tribais do continente africano. No sul, terra do Batuque, ela atende por Bará, o insolente filho de Iemanjá, irmão de Ogum e de Oxossi, aquele a quem se deve agradar antes de qualquer outro, sob pena de sofrer com sua revolta ou picardia. É assim no fundamento que resistiu aos porões dos navios, aos grilhões e açoites, à perseguição e ao entrave do preconceito, para consolidar-se em refúgio e identidade de um povo hoje multicolorido.

    Pelo último censo do IBGE, o Rio Grande do Sul é o estado com mais adeptos declarados das religiões de matriz africana – o Candomblé, a Umbanda, a Quimbanda. São quase 1,5% da população, mais do que o segundo e o terceiro colocados somados (Rio de Janeiro, 0,9%, e Bahia, 0,3%). Na prática, a audiência dos cultos pode ser muito maior: estima-se em 70 mil o número de centros com essa orientação espalhados nessa província de pendores europeus. Na Capital, o Batuque e o seu polêmico deus podem ser responsáveis por uma espécie de história secreta, sedimentada nos subterrâneos da cidade.

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    Foto: Vinicius Vieira/Divulgação PMPA

    O Bará do Mercado

    Há uma lenda urbana porto-alegrense que confere ao Mercado Público o status de santidade pagã. É uma beatificação torta que estende sua mística sobre toda a cidade e seus habitantes. Na Praça Paraíso, local onde foi erguido o centro comercial, já se vão quase 150 anos, não havia nada de misterioso: nenhum milagre foi registrado, cemitério indígena algum restou violado. Ao contrário: o lote à beira do Guaíba sacralizou-se pelo erguimento do prédio, a partir da sua existência. Reza o mito que o Mercado Público foi entregue à guarda de Exu.

    O assentamento é o procedimento utilizado para aglutinar a energia do orixá em determinado lugar. Uma vez consagrado, esse ponto ganha um dono, um ente vedor, um regente. As oferendas depositadas ali mantêm viva a influência da entidade e a ligação dela com seus fieis. No fundo do mais antigo centro comercial da cidade, alguém teria plantado um Bará. As versões sobre a origem do ritual variam. Uma concede a autoria aos escravos, artífices na construção do empreendimento, como forma de proteção ao assédio dos senhores brancos e augúrio de fartura. Numa modulação improvável da mesma história, um dos escravos teria morrido durante a obra; sem disporem de meios ou local para enterrá-lo, os demais cativos o sepultaram em pé, bem no centro das fundações.

    A principal voz corrente sobre a lenda indica que o Bará do Mercado foi ali colocado por Custódio Joaquim de Almeida, um príncipe africano egresso do Reino de Daomé, atual Benim, domiciliado em Porto Alegre no início do século XX.

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    Nobre Negro

    Tudo é impreciso, obscuro e excêntrico quando se trata da vida de Custódio Joaquim de Almeida, nascido Osuanlele Okizi Erupê, filho do Rei de Daomé. No final do século XIX, quando a Inglaterra apossou-se da Costa do Ouro, Osuanlele fugiu para o porto de São Batista de Ajudá, um entreposto erigido pela colonização portuguesa. Lá, ele adotou o nome Custódio e rumou ao Brasil após entabular um acordo com os britânicos. As condições desse acerto não são claras. A princípio, o Príncipe Custódio receberia uma subvenção vitalícia dos ingleses e jamais poderia retornar à sua terra natal.

    Ninguém conhece o motivo pelo qual Custódio Joaquim de Almeida, fluente em inglês e francês, escolheu o país como exílio. Talvez tenha sido pela intensa migração de patrícios para as terras sul-americanas, ou quem sabe por indicação do Ifá, o jogo de búzios, oráculo no qual o príncipe era perito. O fato é que, depois de passar por Salvador e Rio de Janeiro, ele aportou na cidade de Rio Grande, em 1899, deslocando-se em seguida para Pelotas e Bagé. Em Pelotas, Príncipe Custódio conheceu Júlio de Castilhos, o responsável por trazê-lo a Porto Alegre, em 1901, provavelmente.

    À essa época, Júlio de Castilhos debatia-se com um câncer na garganta – mazela empedernida à medicina atual, quanto mais à de cem anos atrás. Positivista, cientificista, homem de luzes e racionalidades, Castilhos entregou-se às mezinhas, aos benzimentos, à panaceia herbária, aos conjuros e tambores do negro curandeiro. O câncer foi inclemente, e o político faleceu dois anos depois de contribuir para a instalação da corte de Príncipe Custódio no casarão da Rua Lopo Gonçalves, número 498, na Cidade Baixa, próximo ao antigo Areal da Baronesa – zona ocupada eminentemente por negros, muitos ex-escravos libertos e descendentes de cativos, quase todos filiados às religiões africanas.

    Tendo em Castilhos um avalista de seus sortilégios, Custódio Joaquim de Almeida criou laços com outros ícones da história gaúcha, como Borges de Medeiros, Pinheiro Machado e Getúlio Vargas: de colarinho branco, todos ‘batiam cabeça’ em seu terreiro, suplicando auxílio para lograrem sucesso nos intentos políticos, requestando a abertura das melhores rotas no espinhoso mapa do poder. Figuras de escol da sociedade porto-alegrense também eram habitués do castelo da Lopo Gonçalves, principalmente nas festas homéricas patrocinadas pelo príncipe – eventos pomposos, de sol e lua, calçados no erário que lhe era depositado com pontualidade britânica. No centenário de Custódio, em 1931, as festividades duraram três dias ininterruptos, ao som dos atabaques e das cantigas ancestrais.

    Na Belle Epóque porto-alegrense, época de transformações, do reinício de lutas infindáveis do negro por seu espaço na sociedade, Príncipe Custódio ululava em trajes de gala pelos cafés e salões da Capital; criava e treinava cavalos para o seu divertimento no seleto hipódromo Moinhos de Vento; passeava pelas ruas numa carruagem tracionada por tordilhos e empreendia temporadas de veraneio em Cidreira – viajava alojado em carros arrastados por bois, com sua comitiva fixa de quase 50 pessoas, sem contar os convidados: o trajeto nunca levava menos de sete dias, pois Custódio fracionava o percurso para aderir às recepções que lhe eram oferecidas nas casas de religião.

    A atuação de Príncipe Custódio para o batuque gaúcho é  considerada fundamental por muitos motivos. A corte do nobre africano não era aberta apenas à elite: Custódio franqueava curas, aconselhamentos e auxílios diversos à população carente que o demandava. Havia até um médico para atender os doentes gratuitamente. Além disso, num período marcado por perseguições, sua influência política garantia a manutenção de certo respeito e segurança à fé  dos batuqueiros – termo tornado pejorativo com o tempo.

    É provável que essa ascendência aos governantes tenha ligação com a pretensa existência não só do Bará do Mercado, mas de outros seis assentamentos espalhados por Porto Alegre.

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    A Capital dos 7 Exus

    A encruzilhada é  a intersecção de dois caminhos, vertendo-se desse simbolismo as infinitas orientações. Ao centro de um cruzeiro, num mesmo tempo, em fluxo e refluxo, confluem e emanam todas as possibilidades. É ali que Exu trabalha, abrindo e fechando as veredas da vida e das vidas. No centro do Mercado Público, matriz e convergência das direções, caminho comum a todos nós, por onde passamos alguma ou inúmeras vezes, existe uma demarcação representando o assentamento dessa entidade, o seu trono.

    Não importando a voz que o evocou, Bará regeria e guarneceria o Mercado Público. Daí viria a razão pela qual o prédio se mantém em pé, resistente a todo tipo de intempérie e turbulência: um incêndio praticamente o devastou em 1913; a enchente de 1941 o alagou quase ao teto; o fogo tornou a castigá-lo em 1976 e 1979, voltando à carga agora em 2013. Nos anos 70, a prefeitura resolveu desativá-lo e demoli-lo para ceder espaço à pavimentação de uma nova avenida e de um viaduto, mas a medida não foi levada a cabo devido à contrariedade da população – e o Mercado Público, hoje tombado pelo patrimônio histórico, manteve-se aberto à circulação de sua gente.

    Por essa gente, o guardião também olharia: a energia conjurada e afixada sob o barro secular, imiscuída nas galerias basais do cruzeiro pelo qual vagam 150 mil pessoas por dia, não só zelaria pelo centro comercial, mas vibraria sobre toda a metrópole: o Bará do Mercado Público é o Exu de Porto Alegre, segundo a ancestralidade do africanismo gaúcho. Na névoa com cheiro de alecrim e charuto que paira no rastro deixado pela existência de Príncipe Custódio – falecido aos 104 anos –, esconderiam-se outros seis Barás pulverizados pela Capital.

    Os orixás teriam sido alocados em sítios estratégicos e desconhecidos, com o intuito de fortalecer a cidade. Haveria dois Barás encravados nas proximidades da Igreja Nossa Senhora das Dores; um outro apararia o Palácio Piratini, sede do Governo Estadual. Quanto aos demais, poucos saberiam dar conta. Esse é um eró, um segredo, um fundamento da religião repassado à confiança de alguns escolhidos, como medida de segurança para evitar que os inimigos, os detratores das seitas, descobrissem e desfizessem a mandinga, diluindo a sua força.

    Dos 7 Exus que gargalham e oferecem seus ombros para sustentar Porto Alegre, quais Atlas negros e boêmios, o mais representativo é mesmo o do Mercado Público.

     

    Foto: Andreas Muller

    Foto: Andreas Muller

    O Axé do Mercado

    Axé, essa expressão rebolativa, significa energia, força ou poder no dialeto iorubá, falado pela maioria das nações que compõem o Candomblé. Para os africanistas, o axé do Mercado Público é  parte ativa em praticamente todos os rituais realizados. As ervas, as velas, as imagens, os animais, as roupas, os objetos, enfim, todo o aparato adquirido no centro comercial é tido como especial, pois sai de lá impregnado com os eflúvios do Bará de Porto Alegre.

    É também no Mercadão que se completa o ritual de iniciação dos adeptos do Batuque: os filhos de santo são liberados de um claustro de 21 dias e, como primeiro passeio após a reclusão, vão em visita ao Exu mais graduado da cidade. Ali, traçarão um percurso que segue uma lógica esotérica e atirarão sete moedas no centro do mercado, em oferenda de prosperidade, na junção dos vértices das bancas Central, 10, 43 e Do Holandês. Riqueza, fartura e matéria são temas tocantes à pasta de Exu. O Mercado Público não deixa de ser uma enorme e sesquicentenária despensa, que de tudo provê à cidade.

    E assim seguirá, por muito tempo. Independentemente da crença, o velho armazém resistiu a outro solavanco. Graças aos bombeiros, com certeza. Pelos auspícios do Bará que o vela, sabe-se lá.

    Resistência

    Na década de 90, a prefeitura realizou mudanças estruturais no Mercado Público. Uma nova disposição de bancas foi desenhada, escadas rolantes passaram a lamber os níveis internos com seus degraus. À ocasião, houve uma aflição generalizada entre os fieis. Muitos temiam que as escavações previstas desarmassem o assentamento do Bará. Organizações de defesa das religiões afro se mobilizaram, reivindicaram cuidados para a manutenção de certos preceitos. O assentamento teria restado intacto.

    Na nova formatação do Mercado, a pedido dos pais e mães-de-santo, a demarcação das floras – lojas especializadas em artigos religiosos – foi repensada. Desde então, existem apenas quatro floras no local: uma em cada entrada do prédio, postadas à esquerda de quem entra, à direita de quem sai. Também foi acordado que nenhum outro comércio desse ramo pode ser instalado no Mercado. Caso uma das floras seja vendida, o novo dono fica impossibilitado de alterar a atuação do negócio.

    Em 2013, o Bará do Mercado tornou-se patrimônio imaterial de Porto Alegre, assim aceito pela Secretaria Municipal da Cultura, após iniciativa da ialorixá Norinha de Oxalá. Há pouco tempo foi inaugurado um mosaico em granito, nas cores vermelho e amarelo, encastoado por sete chaves. Ele está no centro do Mercado Público, numa homenagem à divindade.
    Evidências

    Durante as obras de repaginação do Mercado, curiosos esquadrinharam o solo em busca do Bará. Nada encontraram. Contam que o planejamento previa o reposicionamento da rede de encanamentos e a armação de uma fossa abaixo do centro do prédio. Não teria sido possível realizar o trabalho. As máquinas destinadas teriam estragado, pifado uma a uma, perdido os comandos como aviões se aproximando de um Triângulo das Bermudas de bombacha, pouco acima do Guaíba. A solução: alterou-se o projeto.

    O assentamento de Bará, segundo a tradição do Batuque, pode ser feito de diversas formas. Uma pedra, chamada ocutá, tem propriedade para carregar em seu ventre a energia da entidade. A madeira ou um pedaço de ferro, igualmente. Há quem diga que Exu é uma vibração: não se vê, mas se sente. Qual o ar. Mestre Borel, bastião da ancestralidade negra de Porto Alegre, garante ser o Bará um ente mental. Coisa feita de luz, como o pensamento.

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    Abaixo, três vídeos sobre o tema:

    A Tradição do Bará de Porto Alegre

    Que Bará é Esse?

    O Príncipe Negro Joaquim Custódio de Almeida (Histórias Extraordinárias)

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    Alupô, Laroyê, Saravá

    AMIGOS O ANO DE 2013 FOI UM ANO FORTE COM UMS DAS MAIORES TRAGEDIAS JA VISTA NO MUNDO,A ONDE VITIMOU MAIS DE 240 JOVENS AGORA PERGUNTO ACIDENTE?OU IMPRUDENCIA

    Incêndio na boate Kiss
    Santa Clarita Bombeiros tentam debelar o incêndio na boate Kiss.
    Localização Boate Kiss, Rua dos Andradas 1925 Centro, Santa Maria, RS  Brasil
    Duração das 2h30min às 5h00min de 27 de janeiro de 2013 UTC-2
    Área queimada cerca de 638 1
    Fonte de início Artefato pirotécnico
    Terra consumida Área interna da boate
    Fatalidades 2422
    Feridos 123

    O incêndio na boate Kiss foi um evento que matou 242 pessoas3 e feriu 116 outras em uma discoteca da cidade de Santa Maria, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. O incêndio ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 e foi causado pelo acendimento de um sinalizador por um integrante de uma banda que se apresentava na casa noturna. A imprudência e as más condições de segurança ocasionaram a morte de mais de duas centenas de pessoas.

    O sinistro foi considerado a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio, sendo superado apenas pela tragédia do Gran Circus Norte-Americano, ocorrida em 1961, em Niterói, que vitimou 503 pessoas,4 5 e teve características semelhantes às do incêndio ocorrido na Argentina, em 2004, na discoteca República Cromañón.6 Classificou-se também como a quinta maior tragédia da história do Brasil,7 a maior do Rio Grande do Sul,8 a de maior número de mortos nos últimos cinquenta anos no Brasil9 e o terceiro maior desastre em casas noturnas no mundo.10

    Procedeu-se a uma investigação para a apuração das responsabilidades dos envolvidos, dentre eles os integrantes da banda, os donos da casa noturna e o poder público. O incêndio iniciou um debate no Brasil sobre a segurança e o uso de efeitos pirotécnicosem ambientes fechados com grande quantidade de pessoas. A responsabilidade da fiscalização dos locais também foi debatida na mídia. Houve manifestações em toda a imprensa nacional e mundial, que variaram de mensagens de solidariedade a críticas sobre as condições das boates no país e a omissão

    Lembrando que o dia 27 de janeiro é o dia Internacional em Memória do Holocausto.

    Eu particularmente não acho que isso foi um acidente ou coisa do tipo, se vocês ligarem as coisas podem perceber isso também. O cartaz da banda, era uma caveira pegando fogo e no fundo varias caveiras dançando pegando fogo também.

    Uma pergunta : como os integrantes estando encima do palco, sendo eles os mais distantes da saída, são um dos primeiros a sair?

    Na boa, os seguranças fecharam todas as portas. Se alguém chegasse e falasse que estava havendo um incêndio é claro que iriam abrir as portas, até porque eles não iriam querer morrer e muito menos serem acusados por serem responsáveis pela morte de mais de 200 pessoas.

    Uma coisa estranha também é que uma sobrevivente disse que viu uma mulher de vestido vermelho sorrindo pra todos (isso é bizarro).

    Uma outra observação, é que, na boate foi usado extintores FALSOS, isso mesmo, e outros que nem se quer funcionavam.

    Muito estranho também é eles usarem espuma inflamável no teto da BOATE.

    a sigla K.I.S.S = Knight in service satan . O que muitos estão confundindo com a palavra Kiss que qualquer leigo sabe que significa beijo, ME REFIRO A SIGLA. Pesquisem.

    Uma boate que não era nada e estava crescendo tão rapido?

    olhe os comentarios de uma moradora de la : ''Bom, sou de santa maria e dizem mtas coisas. No jornal saiu hoje que os sinalizadores usados, segundo o TÉCNICO da banda, que ACIONA POR CONTROLE REMOTO, era indoor, e não causava faísca, ja estão começando a falar em algum tipo de curto circuitO

    Agora, ta vendo esse cara aqui que tirou foto do lado do cartaz da banda? http://sphotos-f.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/539234_361926993914850_288608778_n.jpg

    Foi ele quem jogou o sinalizador que fez começar o "incêndio acidental" (eu não acredito nessa história que foi um acidente).

    Além disso tudo que é super estranho,na página da Kiss no facebook foi postado assim "hoje temos a banda gurizada, a kiss vai pegar fogo" logo depois do incêndio o post foi apagado,estranho não? E uma coisa super estranha foi que o só morreu um integrante da banda (ele era o mais novo) só porque ele não conseguiu sair da fumaça,o outros mal se feriram, se não fosse por isso, todos os integrantes da banda estavam bem e vivos.

    Na boa,eu não acho que isso foi um acidente,uma boate não pode pegar fogo do nada e iniciar um incêndio só por causa de um sinalizador gente, houve outras coisas que ajudaram e muito nisso, por exemplo o Fogo da boate produzir o mesmo gás usado por nazistas o gás cianeto. Era o princípio ativo do tristemente famoso Zyklon B dos campos de extermínio.

    Segundo o pesquisador Anthony Wong, diretor médico do Ceatox (Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) trata-se de um dos venenos mais letais, por sua capacidade de paralisar os mecanismos de produção de energia das células, matando-as.

    Pois o cianeto apareceu junto com a fuligem e o monóxido de carbono dentro da Kiss, como consequência da combustão dos materiais usados no revestimento acústico.

    "Não tem cheiro nem cor e é capaz de matar em um prazo curtíssimo, de quatro a cinco minuto

    eu não acho que mais de 200 pessoas morreriam assim nesse incêndio que aconteceu do nada, se não por um motivo especifico. Enfim tire suas conclusões, e respeite as demais .                                     

                                           INTOLERANCIA RELIGIOSA! E CRIME

    crimesdeodio-religiosoA intolerância religiosa é um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a diferentes crenças e religiões. Em casos extremos esse tipo de intolerância torna-se uma perseguição. Sendo definida como um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana, a perseguição religiosa é de extrema gravidade e costuma ser caracterizada pela ofensa, discriminação e até mesmo atos que atentam à vida de um determinado grupo que tem em comum certas crenças. As liberdades de expressão e de culto são asseguradas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal. A religião e a crença de um ser humano não devem constituir barreiras a fraternais e melhores relações humanas. Todos devem ser respeitados e tratados de maneira igual perante a lei, independente da orientação religiosa. O Brasil é um país de Estado Laico, isso significa que não há uma religião oficial brasileira e que o Estado se mantém neutro e imparcial às diferentes religiões. Desta forma, há uma separação entre Estado e Igreja; o que, teoricamente, assegura uma governabilidade imune à influência de dogmas religiosos. Além de separar governo de religião, a Constituição Federal também garante o tratamento igualitário a todos os seres humanos, quaisquer que sejam suas crenças. Dessa maneira, a liberdade religiosa está protegida e não deve, de forma alguma, ser desrespeitada. É importante salientar que a crítica religiosa não é igual à intolerância religiosa. Os direitos de criticar dogmas e encaminhamentos de uma religião são assegurados pelas liberdades de opinião e expressão. Todavia, isso deve ser feito de forma que não haja desrespeito e ódio ao grupo religioso a que é direcionada a crítica. Como há muita influência religiosa na vida político-social brasileira, as críticas às religiões são comuns. Essas críticas são essenciais ao exercício de debate democrático e devem ser respeitadas em seus devidos termos.

    A falta de crença também não deve constituir motivo para discriminação ou ódio. Não se deve ofender ou discriminar ateus ou não-religiosos. Um crime causado por tal motivo representa uma séria agressão às liberdades de expressão e opinião e, assim sendo, deve ser denunciado da mesma maneira que todo crime de ódio.

    Como Identificar

    Há casos de explícita agressão física e moral a pessoas de diferentes religiões, levando até mesmo a homicídios. Entretanto, muitas vezes o preconceito não é mostrado com nitidez. É comum o agressor não reconhecer seu próprio preconceito e ato discriminatório. Todavia, é de fundamental importância a vítima identificar o problema e denunciá-lo. O agressor costuma fazer uso de palavras ofensivas ao se referir ao grupo religioso atacado e aos elementos, deuses e hábitos da religião em questão. Há também casos em que o agressor desmoraliza símbolos religiosos, queimando bandeiras, imagens, roupas típicas e etc. Em situações extremas, a intolerância religiosa pode se tornar uma perseguição que visa o extermínio de um grupo com certas crenças, levando a assassinatos, torturas e enorme repressão.

    Muitas vezes a Intolerância e a Perseguição Religiosa acontecem no ambiente escolar. Os professores e alunos devem respeitar-se independente de crenças e costumes religiosos. A matéria de Ensino Religioso não deve ensinar apenas uma religião, mas toda as relações que envolvem as noções de Sagrado. Da mesma maneira, nem o Ensino Regular nem o Ensino Religioso devem buscar converter os alunos a uma determinada crença. Caso isso aconteça, deve ser feita uma reclamação à Diretoria da Escola, à Secretaria de Educação e, em casos de perseguição religiosa, à Polícia. Clique aqui para saber como denunciar esse tipo de caso.

     

    Como Denunciar

    Ao denunciar um crime de intolerância religiosa a vítima deve exigir que o caso seja tratado com grande responsabilidade e que haja a elaboração de um Boletim de Ocorrência. Em caso de agressão física é de essencial importância que a vítima não limpe ferimentos nem troque de roupas, já que esses fatores constituem provas da agressão. Além disso, a vítima deve exigir a realização de um Exame de Corpo de Delito para a avaliação da agressão. É válido lembrar que se a ofensa ocorrer em templos, terreiros, na casa da vítima e etc, o local deve ser deixado da maneira como foi encontrado para facilitar e legitimar a investigação das autoridades competentes. A denúncia e busca por justiça em casos de intolerância e perseguição religiosa são mais do que um direito do cidadão: também são um dever. Denunciar o preconceito ajuda futuras vítimas e toda a sociedade. Qualquer tipo de ofensa, tanto moral quanto física, deve ser denunciada. Todos os tipos de Delegacia têm o dever de averiguar casos desse tipo. Em São Paulo, contamos com uma Delegacia focada em Crimes de Ódio. Seu endereço e telefone de contato seguem abaixo.

     

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    Nação CabinDA                A nação Cabinda, originária de Angola, adotou o panteão dos Orixás Iorubas, embora estas divindades Bantus teriam como nome correto Inkince.

    Os Inkinces são para os Bantus o mesmo que os Orixás para os Yorubás, e o mesmo que os Voduns são para os Jêjes. Não se trata da mesma divindade, cada Inkince, Orixá ou Vodum possui identidade própria e culturas totalmente distintas. A linguagem ritual originou-se predominantemente das línguas Kimbundo e Kikongo; são línguas muito parecidas e ainda utilizadas atualmente. O Kimbundo é o segundo idioma nacional em Angola. O Kikongo, provém do Congo, sendo também falado em Angola.

    Aqui no Rio Grande do Sul a raiz forte da Cabinda foi o Sr. Valdemar Antonio dos Santos, filho do Orixá Xangô Kamucá Baruálofina; Dizem ter sido iniciado por um ex-escravo conhecido como “Nêgo Gululu”.  Uma de suas descendentes foi a Sra. Madalena de Oxum, que se destacou grandiosamente dentro desta nação.

    Outros que  iniciaram pelas mãos de Valdemar de Xangô, e alguns, com sua morte passaram para as mãos de Mãe Madalena de Oxum: Pai Tati de Bará, Mãe Palmira de Oxum, Ramão de Ogum, Moacir de Xangô (tinha o apelido de Guri Bontito), Pai Mario de Ogum e Pai Nascimento de Sakpatá, oriundo de outra nação. Depois foram surgindo outros ícones da nação Cabinda, onde podemos citar Pai Romário de Oxalá, filho de santo de Mãe Madalena de Oxum; Mãe Olê de Xangô, mulher de Pai Tati de Bará; Pai Henrique de Oxum, enteado e filho de santo de Mãe Palmira de Oxum; Pai Adão de Bará de Exu Biomi; Pai Cleon de Oxalá; Antonio Carlos de Xangô, Alabê e Babalorixá, Mãe Marlene de Oxum, filha de santo de Pai Romário; Pai Paulo Tadeu de Xangô; Pai Genercy de Xangô; Hélio de Xangô, filho de santo de Pai Adão de Bará; Didi de Xangô; João Carlos de Oxalá, de Pelotas; Juarez de Bará; Pai Gabriel de Oxum, que foi um grande Babalorixá da Nação Cabinda, filho de santo de Romário de Oxalá; Lurdes do Ogum; Enio de Oxum, Luiz Vó da Oxum Docô  e mãe Sonia de Oxum também da casa de Pai Romário; Ydy de Oxum, Pai Raul de Xangô herdeiro espiritual   de Pai Henrique de Oxum, entre muitos outros que conservam, ainda, os fundamentos desta Nação tão importante nos rituais Africanos do Sul.

    Os praticantes da Nação Cabinda também se valem dos rituais da Nação Ijexá, já que esta última é atualmente a modalidade ritual predominante aqui no Rio Grande do Sul; a diferença se dá basicamente no respeito à memória de seus ancestrais e a outros fatores como o início dos fundamentos da Nação Cabinda, que é justamente onde termina os das outras Nações: o cemitério.

    O Orixá Xangô é considerado Rei desta nação e o culto aos Eguns é tão forte que na maioria dos terreiros de Cabinda, se encontra o assentamento de Balé (culto aos Eguns); Os filhos de Oxum, Yemanja e Oxalá, podem entrar e sair de cemitérios quando necessário for, sem nenhum prejuízo a sua feitura, já nas outras nações estes só entram no cemitério em extrema necessidade; Se estiver acontecendo uma festa num terreiro de Cabinda, e se o Orixá Xangô, tendo recebido oferendas de quatro pés, e vier a falecer algum membro da casa ou da família religiosa, não ficará a obrigação prejudicada, conforme acontece nos outros terreiros, nos quais teriam que interromper toda a obrigação.

    Os Orixás cultuados na Nação Cabinda são os mesmos da Nação Ijexá.

    Nação Jêje

    Quando se fala em Nação Jêje, aqui no sul do Brasil, logo se lembra do Pai de um dos pais de  santo mais famosos  desta nação que foi o Pai Joãozinho de Bará (Exu Bý), morou no Mont Serrat, “exportou o batuque para além das fronteiras do  Brasil, para países como Uruguai e Argentina.  Era  filho de Santo de Mãe Chininha de Xangô Aganju,   iniciada pelo  príncipe Custódio de Xapanã. O Jêje, assim como o Ijexá, teve várias raízes. Além do pessoal oriundo do terreiro de Custódio de Xapanã, sabe-se de outras vertentes puras desta nação oriunda do antigo Dahomé, hoje Benin. Podemos mencionar neste trabalho de resgate de nossas raízes religiosas a figura da Yalorixá Isolina de Xangô Ainã, das mais antigas na nação Jêje,  avó materna de Pai Pedro de Iemanjá. Foi ela quem iniciou verdadeiramente o neto José Pedro Barbosa de Lima nos rituais de nação.                                            

    Do terreiro de pai João podemos dizer que sua  primeira filha de santo foi a sra. Vandina de Oxum e depois dela vieram outros importantes adeptos do ritual  Jêje que se tornaram Babalorixás e Yalorixás onde podemos destacar alguns como a tia Nica do Bará, Alzira de Xangô, Dêde de Oxum, tio Cristóvao de Oxum e sua irmã Conceição,  Valdomiro de Bará Lodê, muito respeitado e temido por todos, foi um dos maiores feiticeiros que se teve conhecimento no Rio Grande do Sul; dona Cótinha de Xangô, Valina de Oyá, irmã de Vandina de Oxum; Pai Pirica de Xangô, mãe Jurema de Xangô, tamboreira, teve sua iniciação pelas mãos de Paulino de Oxalá do Ijexá, e com a morte deste passou  para o terreiro de pai João;  Evinha de Xangô, também,  uma das melhores tamboreiras do Sul; tia Licinha de Oyá,  Aurora de Ogum, vó de pai Pirica de Xangô; tia Eva de Bará, João vó da Oxum Docô; Rosália de Odé, Landa do Bará, Tirôni de Xapanã; Reni de Iansã, filha de criação de pai João; Pequeno de Bará Lodê, esposo de Reni de Iansã; tia Tereza de Oxalá, filha consanguínea de mãe Alzira de Xangô; tia Jaci  de Yemanjá; Valdir de Xangô; Mesquita de Xangô; Nadir de Ogum; Zé de Xangô, tio de Valdir de Xangô; pai Nelson de Xangô, pai de santo de Vinícios de Oxalá; Zé da Sáia de Xangô; Ziza de Odé; Zaida de Oxalá; Julieta de Odé; Patinha de Bará; Marta de Bará, famosa por sua vidência, também praticava o culto à Umbanda; as mulheres grávidas, faziam filas na porta de sua casa para saber o sexo do bebê; mãe Leda de Xangô, também famosa por seus feitos na Umbanda e vidente das melhores, tenho muitos agradecimentos à esta grande mãe de santo; Santa de Yemanjá; mãe Catarina de Ogum; pai Tião de Bará; Elaine de Oxum; Cleusa de Oyá; Elza de Oxalá, morava no Rio de Janeiro, para onde pai João viajava frequentemente.  Os terreiros de Jêje praticam junto o ritual de Ijexá (nagô), cujas  rezas e rituais são utilizadas em quase todos os terreiros de Batuque do Rio Grande do Sul e nos países  vizinhos, onde o ritual africano do sul foi evidenciado como Uruguai e Argentina. A linguagem ritual de Jêje é o Fon e  a dança é feita em par; as pessoas dançam  de par, uma de frente para outra e alternam os lugares conforme muda o ritmo dos tambores.  Os tambores são em tamanho pequeno.  Um tamboreiro toca com dois Aquidavís e o outro faz a marcação apenas com um. O acompanhamento é feito com um instrumento denominado “Gãn”. Os terreiros mais tradicionais não usam o agê (xequerê para alguns) quando tocam Jêje puro.  Joãozinho de Bará e sua irmã Licinha tocavam juntos, dizem que o ritual ficava muito mais belo quando os dois se juntavam para ritmar  os tambores de Jêje.

    Joãozinho do Bará doutrinava muito bem seus filhos de santo, ensinava os filhos a tirar as rezas dos Orixás e a tocar tambor; ele ensinava os filhos tocando na mesa com duas colheres e no outro dia já os colocava a tocar no tambor com os aquidavís, e com certeza logo aprendiam. Ele foi uma árvore que deu muitos frutos.  Ainda há alguns terreiros  que conseguem fazer o ritual Jêje, destas podemos citar a casa de pai Pirica,  Jorginho de Bará, Pai Nelson de Xangô,  Tião de Bará e seus respectivos descendentes, que também completam seus rituais com as rezas da nação Ijexá de linguagem Yorubá, mas são nestes terreiros que ainda se vê acontecer o ritual jêje-nagô à moda antiga. O que é chamado de nação Jêje é o ritual africano formado pelos povos fons vindo da região de Daomé, hoje Benin. Os povos Jêjes, chegados ao Brasil, em sua grande maioria se estabeleceram em São Luiz do Maranhão, onde ainda existe a Casa das Minas, Salvador e Cachoeira de São Félix (Bahia), Rio de Janeiro e para o Rio Grande do Sul sabe-se que vieram alguns descendentes do Daomé, inclusive um príncipe. O Daomé foi colônia de diversos países , e quando passou a ser propriedade da Grã-Bretanha, os Ingleses tiveram que entrar em acordo com os Reis e príncipes negros que governavam as terras. Um desses acordos resultou a vinda de um príncipe de São João Batista de Ajudá, que deixou sua terra na Costa da Mina; este escolheu o Brasil, inicialmente fixou-se em Rio Grande e, mais tarde foi para o interior de Bagé, onde ficou conhecido por manter viva a tradição religiosa Africana. De Bagé veio para Porto Alegre, adotou como nome Custódio Joaquim de Almeida, conhecido no meio religioso como Príncipe Cústódio. Seu ilê era frequentado por figuras importantes da época, inclusive foi ele quem fez o assentamento de um Bará no mercado público de Porto Alegre, onde todos adeptos do culto africano fazem reverencia cada vez que terminam uma obrigação aos seus Orixás.

    Nação Oyó

     

    A maioria dos rituais africanos praticados dentro do Rio Grande do Sul, vem do interior da África, principalmente das regiões da Nigéria onde encontramos as cidades de Ìlèsà, cujo povo é conhecido como da nação Ijexá e Oyó, a terra de Xangô, o Obá (Rei) de Oyó. No Brasil a vida útil do negro, escravo, era muito curta, pois passavam a maior parte de suas vidas trabalhando para seus servos; fora as epidemias e outras doenças, na época incuráveis, que acabaram matando centenas dos nossos antepassados. Devido a estas e outras dificuldades, nossos antigos sacerdotes acabaram levando para o túmulo muitos conhecimentos dos rituais sagrados africanos; Contudo ainda conseguimos guardar boa parte dos fundamentos das diversas nações vindas da África, berço histórico do Brasil; entre estes fundamentos temos a nação Oyó cujas tradições de seus rituais permanecem vivos aqui em Porto Alegre, e em algumas cidades do interior do estado. Para nós Rio-grandenses é um privilégio ter a presença desta nação, pois quase não se ouve falar de Oyó em outras partes do Brasil, pois raras foram as vezes em que os interessados na captura de escravos conseguiram atingir as localidades do interior da Nigéria, como as cidades de Oyó e Ilexá.

    Uma das fontes da nação Oyó na cidade de Porto Alegre foi a Sra. Ermínia Manoela de Araújo, conhecida como mãe Donga de Oxum. Era filha de Oxum (Osun) com Ossãe (Osányìn); morava na colônia africana, nas imediações onde é hoje o Auditório Araújo Viana.

    Dona Ermínia nasceu no dia cinco de maio de 1889, filha de uma grande Yalorixá da linhagem de Xangô;  era uma negra de grande sabedoria, e seguia as tradições religiosas de acordo com o que herdou de seus genitores, que praticavam as culturas de Oyó e Ijexá juntos, já naquela época, até por que são nações de muita proximidade dentro do território nigeriano, inclusive a língua Yorubá é o idioma falado pelos dois povos, com apenas algumas diferenças no dialeto.

    Nas aldeias africanas os assentamentos de Orixás eram feitos para servir uma comunidade inteira, até mesmo uma cidade, e toda população se dedicavam aquele Orixá cultuado na região; os assentamentos, os rituais, as obrigações ficavam de uma geração para outra; tem lugares que ainda hoje, conservam assentamentos de Orixás com quatrocentos anos ou mais, eu mesmo visitei um terreiro em Salvador que mantém um Xangô Ogodô, trazido da África, cujo assentamento foi feito a mais de duzentos anos. Foi esta tradição que deu origem ao Xangô Aganjú do Povo. As tradições deste ritual foram passados à mãe Donga, e não é apenas um okutá de Xangô, é sim um conjunto de Orixás (Irúnmòle), que foram preparados para servir a comunidade inteira daquela família religiosa de tradição Oyó da bacia de mãe Donga de Oxum, e ser passado pelas gerações vindouras. E assim aconteceu; os assentamentos após passar por vários terreiros de Oyó, hoje estão, nas mãos de uma descendente direta de mãe Donga, a Yalorixá Nélia de Ossãe, que humildemente tem a guarda destes assentamentos em seu terreiro. Antigamente era escolhido um Axogum (Asògún), ou seja, um homem que teria a função de fazer o sacrifício dos animais para este ritual; um deles foi o senhor Mário Lopes, que após um derrame passou o cargo ao Sr. Rolim de Oxalá, que morou na rua Lucas de Oliveira, e antes de falecer passou a responsabilidade para o sr. Jorge de Xapanã; após sua morte não se teve uma pessoa exclusivamente para fazer os sacrifícios para Xangô Aganjú do Povo, hoje a responsabilidade da matança é da pessoa que tem a guarda dos assentamentos em seu terreiro, e a data da festa é sempre o dia vinte e dois de julho, que antigamente movimentava todo o povo de santo de Porto Alegre e arredores.

    Ermínia Manoela de Araújo teve quatro filhos: Maria Rosaura de Araújo Souza, ficou conhecida como mãe Rosália de Xangô, nasceu em 8 de abril de 1911 e faleceu em 05 de agosto de 1989; Luiza de Araújo Souza, conhecida como tia Luiza de Ogum, nasceu em 25 de novembro de 1915 e morreu em 19 de julho de 1994; Mário de Araújo Souza, conhecido como Mário Bocão, filho de Odé, não temos certeza das datas de seu nascimento e morte; e a outra filha era Lurdes de Araújo Souza, cujo Orixá era Xapanã, também não temos certeza das datas de seu nascimento e morte. Dona Ermínia (Donga de Oxum) contraiu a gripe espanhola e faleceu em 1918, deixando os quatro filhos pequenos, tia Rosália de Xangô com seis anos e sua irmã Luiza de Ogum com dois anos de idade, e os outros dois filhos também pequenos. Em Porto alegre, foi criado um cemitério especialmente para as vitimas da gripe espanhola, que matou em todo país cerca de 300 mil pessoas.

    O único filho de santo que Dona Donga de Oxum deixou pronto com todos os assentamentos foi o Sr. Antoninho de Oxum, que herdou além das tradições religiosas, também todos os seu filhos de ventre e de axé (filhos de santo); as informações sobre a vida de mãe Donga me foram passadas pela Yalorixá Nélia de Ossãe, filha carnal de tia Luiza de Ogum.

    Dona Donga tinha uma cunhada que também seguia as tradições da nação Oyó, chamada dona Leopoldina de Oxalá, que também passou ser filha de santo e auxiliar de Pai Antoninho, junto com uma outra senhora chamada carinhosamente de Velha, que também foi uma luz neste antigo terreiro. Antoninho de Oxum trabalhava fora e ainda arrumava tempo para se dedicar a inúmeros filhos de santo e consulentes que o procuravam; teve dois filhos carnais, e outros tantos de criação, entre elas dona "dona Maria Garçoneta" que morava nas imediações da Igreja Nsra. Do Trabalho, tive a felicidade participar de um batuque em seu ilê, na Vila Ipiranga.

    Em tempos passados os Babalorixás e Yalorixás, além da prática religiosa, dedicavam-se à caridade, a maioria tinha muitos filhos de criação, inclusive se um indivíduo estivesse passando necessidades, era acolhido no terreiro até que tivesse condições de sobrevivência, aquele ia embora e já dava lugar a outro.

    Hoje, em alguns casos, é difícil até mesmo a própria sobrevivência dos sacerdotes, já não da mais para seguir o exemplo de amparar os necessitados nos terreiros.

    A maioria do pessoal que escreve sobre a religião africana no Rio Grande do Sul, cita o Príncipe Custódio como introdutor dos rituais de Batuque aqui no sul, não é bem assim, pois o negro se faz presente neste Estado muito antes da família de Osuanlele (Príncipe Custódio) ser retirada em 1897 de Benin (antigo Daomé), já no censo da população do Rio Grande do Sul, feita no ano de 1814, nos mostra uma população negra expressiva perfazendo um total de 36,7% de afro-brasileiros, contra um total de 45,6% de brancos no estado, outro dado relevante é que pesquisadores, sérios, situam o período inicial do Batuque nesta região entre os anos de 1833 e 1859, na mesma época em que o Candomblé ganhava espaço na Bahia. O lendário Príncipe Custódio só pisa em solo gaúcho no ano de 1899, na cidade de Rio Grande, e já encontra aqui rituais religiosos de origem africana, popularmente denominada de Batuque. Ele contribuiu sim com nossa religião, com seus contatos políticos, pois Custódio, vinha de uma família nobre, sua saída da África foi política; ele sabia como se destacar e fazia bom uso de sua sabedoria religiosa, o que ajudou a travar as perseguições as casas de culto africano. As pesquisas realizadas para saber sobre as nações Oyó, Cabinda, Ijexá e Jêje nos comprovam que o Batuque se estabeleceu aqui no Rio Grande do Sul há quase dois séculos;

    Ainda falando da nação Oyó outra contemporânea de mãe Donga de Oxum foi mãe Andrezza Ferreira da Silva, que foi pronta na religião por um velho babalorixá que ainda tinha a sua volta alguns africanos nativos, e ela teria vivido de 1882 a 1951 em Porto Alegre.

    Dos descendentes religiosos da raiz de Pai Antoninho de Oxum, os que mais se destacaram foram: a yalorixá Rosália de Xangô, que morreu com 79 anos de idade; morou alguns anos na rua Souza Lobo, na vila jardim, onde tive o privilégio de participar de um ritual de Batuque em seu ilê; sua irmã de ventre e de axé que foi tia Luiza de Ogum que morreu com 78 anos, morou na avenida Saturnino de Brito, 408 na vila jardim, deixou dois filhos, uma é Nelia de Ossãe, que é quem mantém vivo o ritual do Xangô Aganjú do Povo em Porto Alegre, e o outro filho já é falecido. Outra mãe de santo que se destacou muito, uma das mais importantes, depois de Antoninho, foi a sra. Lídia Gonçalves da Rocha, popularmente conhecida como mãe "Moça de Oxum", que entrou para a religião africana aos cuidados de pai Antoninho de Oxum por motivos de doença e se tornou a mais destacada yalorixá da nação Oyó dos últimos tempos; podemos citar também, Cecília de Xangô Aganjú; mãe Leopoldina de Oxalá que era cunhada de mãe Donga de Oxum; Mocinha de Oxalá; Mário "bocão" se destacou como Alabê (tamboreiro) da nação Oyó e também aprendeu a tocar Jêje com os aquidavis; Jorgina de Xapanã; Dilina de Oxum; mãe Manoela Mendonça de Oxum; Pai Máximo de Odé, que também era tamboreiro; pai Máximo de Odé também foi pai de santo de Tia Valesca, esposa de pai Antoninho; Mijica de Yemanjá; Benjamim de Oxalá; Camarada de Yemanjá; mãe Quininha de Oyá, mãe Andressa de Oxum; mãe Manoelinha de Oxum, mãe Miguela de Xangô, esta Yalorixá foi uma das ultimas a fazer durante os toques, a fogueira de Xangô, e paramentava todos os Orixás com suas vestes e indumentárias; A mãe Oxum de pai Antoninho também se paramentava quando "incorporada" em seu filho, usava suas vestes com muitas pedrarias. Doralice da Silva Alves, conhecida como Chininha de Oxalá, era casada com pai Máximo de Odé, ela também tinha o apelido de "Caquinha" e aprontou outros bons descendentes do Oyó como a mãe Vera de Ossãe e Sarinha de Xangô, que completou 60 anos de assentamento de seu pai Xangô no dia 18 de outubro de 2004; outros da raiz Oyó que podemos citar são as pessoas de Guilhermina de Yemanjá, que era cozinheira da casa de Antoninho, e também fez "pirão" na casa de muita gente antiga do Oyó; João Gumercindo Saraiva, esposo de dona Doralvina; Yatolá de Oyá, pai Darci de Oxalá, entre outros; Felisberto de Ossãe. Outras pessoas que também se destacaram na nação Oyó foram: mãe Apolinária Batista, Olga da Iansã, Fábio de Oxum, Tim de Ogum, mãe Albertina de Obá; Edelvira de Oxalá, pai Acimar de Xangô; Luiz de Bará; Paulinho de Xangô (filho de santo de mãe Rosália de xangô);; Esperança de Oyá; Toninho de Xangô, herdeiro espiritual de pai Acimar de Xangô. Vários informantes dizem que pai Joãozinho de Bará, também teve uma breve passagem pelas mãos de pai Antoninho de Oxum.

    Pai Antoninho de Oxum morou no Mont'Serrat, na cidade de Porto Alegre, e segundo consta faleceu no ano de 1932.

    E mais recente, na história do Oyó, podemos citar alguns descendentes da geração de mãe Moça de Oxum, que também contribuem ou contribuíram para continuidade dos rituais de Oyó como: Laudelina de Bará; Valdomiro de Oxalá, alabê, Zeca Neto de Oxalá; Carola de Oxum; Eva de Oxum; Leinha de Oxum, (falecida em fevereiro de 2005) e Odete de Oxum entre outros.

    Há uma outra grande raiz da nação Oyó que derivou de uma famosa mãe de santo chamada Emília fontes de Araújo, Mãe Emília de Oyá Ladjá. Era descendente de uma família nobre da África, morou na rua Visconde do Herval em Porto Alegre, era contemporânea de Antoninho da Oxum, porém não tinham ligações de bacia, apenas elos de nação. Segundo informações coletadas junto a Pai Paulinho de Agandjú, Mãe Emília faleceu por volta de 1929 e deixou vários herdeiros de seu ritual, onde podemos citar: Mãe Alice de Oxum; Pai Alcebíades de Xangô; Vó Dóca de Yemanjá que morava na av. Praia de Belas esquina com a rua Rodolfo Gomes, Mãe Matilde Fabrício, mãe carnal de Mãe Nenéca de Xangô, que também é herdeira espiritual desta raiz do Oyó; Mãe Cadinha de Odé; Mãe Araci de Odé, que faleceu com 112 anos de idade, e seu Orixá Ode tinha 91 anos de assentamento. Dona Araci fez um ritual de entrega de Axé de Búzios na casa de mãe Ilda de Obá no qual eu estava presente, e até então nunca tinha assistido algo igual. As obrigações do ritual fúnebre de mãe Araci foram feitas por Pai Paulinho de Agandjú, por recomendações expressas da própria Araci, que deixou gravado sua exigência. Eram também da casa de Mãe Emília as pessoas de Negrinha de Odé; Ramiro de Ogum; Dona Rola, esposa de Pai Alcebíades de Xangô.

    Mãe Alice de Oxum, se destaca também nesta ramificação do Oyó, deixando vários herdeiros espirituais, entre estes podemos citar a mãe Nicóla de Xangô Dadá, que morou na rua Cuibá, 95 e faleceu em 1975 aos 69 anos de idade, vitima de derrame. Mãe Nicóla deixou vários filhos de santo, um dos que mais se destacou e ainda hoje cumpre os rígidos rituais de sua raiz é a pessoa que nos passa estas informações, Pai Paulinho de Agandjú, com 64 de idade, e seu Orixá com 50 anos de assentamento. Com a morte de Mãe Nicóla, terminou de aprontar na religião alguns de seus descendentes como, Pai Adãozinho de Bará, um dos principais Alabês da Nação Oyó. Pai Paulinho fala com autoridade dos rituais que pratica, como a obrigação de Tumbê, Arikú e muitas outras que ainda mantém; e nos cita como sendo ordem de toque para os Orixás de seu terreiro a seguinte seqüência: Bará, Ogum, Xapanã, Odé, Ossãe, Orunmilá, Obokun, Xangô, Ibejis, Agandjú, Yemanjá, Otim, Obá, Nana Buruku, Yewa, Oxum, Oyá e Oxalá.

    Alguns sacerdotes nos dão a informação no tocante aos rituais de Batuque da nação Oyó, dizendo que a ordem de toque para os Orixás em seus terreiros seguem quase a mesma seqüência da nação Ijexá: Bará, Ogum. Oyá, Xangô, Ibejis, Odé, Otim, Obá, Ossãe, Xapanã, Oxum, Yemanjá e Oxalá; e outros dizem que as casas antigas de Oyó, tocavam primeiro para os Orixás masculinos, e depois para as Yabás (Orixás femininos) na seguinte ordem: Bará, Ogum, Ossãe, Xapanã, Odé e Otim, Xangô, Ibejis, Obá, Oyá, Oxum, Yemanjá e Oxalá. O fato é que há varias fontes da mesma nação, cada uma seguindo os costumes de seu terreiro de origem, muitos se vendo num segmento de nação pura, outras mesclando com outras nações, e assimilando outras práticas em seus rituais.

    Das antigas nações africanas que se fixaram no Rio Grande do Sul, e que foram submetidas, a variados graus de mudança e assimilação, ressalta a do Ijexá como a que melhor conservou a configuração africana original absorvendo outras nações. Os sacerdotes e iniciados por mais antigos que sejam, nos cultos africanos no Rio Grande do Sul, na maioria, se mesclaram com o Ijexá, esse processo, entretanto, não eliminou de todo a consciência histórica e certas tradições religiosas que predominam tanto no Oyó como também no Jêje e na Cabinda; se alguém tiver alguma informação que possa nos ajudar no resgate a história das nações africanas no Estado do Rio Grande do Sul, por favor entrar em contato via e-mail deste site, pois toda informação é bem vinda.

    Homenagens

    É preciso lembrar que o batuque continua. Já mencionei, na maioria, o pessoal da antiguidade que deu estrutura à religião, porém, além destes, não posso deixar de homenagear aqueles que nos dias de hoje, tanto os “velhos” como os “jovens” que se dedicam a cultuar e manter firme os fundamentos da nação dos Orixás no Rio Grande do Sul. Por enquanto vamos citar: Pai Ademar de Ogum e Ostilio de Oxalá, Babalorixás e alabês da Nação Ijexá; Marcelo do Oxalá, filho carnal de mãe Pedrinha da Iansã; Emilinha da Yemanjá; João do Oxalá, da bacia de mãe Ilda da Obá; Edemar da Yemanjá, neto de santo de mãe Preta de Oxalá da nação Ijexá; Tia Eva do Ossãe, filha carnal do Pai Idalino de Ogum; lonice de Oxum e tia Ione de Oxum, netas de Pai Idalino de Ogum; mãe Dora de Oxum da cidade de Alvorada (nação Jêje-Ijexá); Jorge de Bará (Jorginho filho de Pai Pirica, nação Jêje); Tião do Bará (nação Jêje), Jorge do Oxalá (nação Jêje-Ijexá); Didi de Xangô da bacia de Pai Adão de Bará; Marquinhos da Oxum, da bacia de Mãe Estela da Yemanjá e Maria da Oyá; Roberto do Ogum, da raiz de mãe Maria da Oyá; Pai Nazário de Bará, da bacia de Pai Mario de Oxum (nação cabinda); Alfredo de Xangô; mãe Nilza de Yemanjá e Yeda de Ogum; Jorge Verardi de Xangô, da bacia de Pai Leopoldo de Yansã; Renato de Ogum, da bacia de Menicio da Yemanjá; Dona Moza de Ogum, da bacia de Idalino de Ogum e Jovita de Xangô, Dona Moza foi esposa de Leopoldo da Yansã; Sirlei da Yemanjá, da bacia de mãe Preta de Oxalá; Maria Antonia de Oxalá, filha de mãe Apolinária, e seus filhos Junior de Bará e Rose de Ogum(nação Oyó); mãe Miguela de Bará da nação Ijexá-Jêje; mãe Santinha de Ogum, da bacia de mãe Estela de Yemanjá; Rosa de Yemanjá e Tereza de Oxum, da bacia de mãe Ovidia de Oxum; Neuza de Bará Ajelú, filha de Almiro de Bará (nação Ijexá); mãe Ofélia da Yemanjá, uma das mais antigas Yalorixás da nação Ijexá;; Janete de Yansã; Mãe Eva do Ogum, da bacia de Pai Idalino do ogum; Vera do Oxalá, filha carnal de mãe Albertina da Obá; Wilian da Yansã; Lola do Bará; Leci do Bará; Celso do Oxalá; Sandra do Ogum; Carlos do Bará; Nitinha de Oxum; Ondina de Xangô da nação Jêje; Marinho de Oxalá; Maria do Xangô; Alabê Marcos do Bará; Vera do Ogum;

    Póstumas:

    Pai Mauro de Xangô, Miguel de Xangô , da bacia de mãe Estela de Yemanjá; Salvahine da Oxum; Juvenal do Ossãe; Laerte da Yemanjá, da bacia de Menicio da Yemanjá e Olmira de Xangô; Pedrinha da Yansã; Sérgio do Ogum, da bacia de Almiro de Bará; Sérgio da Yansã e Renato de Ogum, da bacia da Catarina de Ogum; Marcelinho de Ogum, da bacia de Menicio da Yemanjá; Delurdes de Xapanã, da bacia da mãe Olmira de Xangô; Luiz Carlos da Oxum, da bacia de Pai Romário de Oxalá; Pai Paulinho da Yemanjá, da bacia de mãe Arina de Bará; Clemir de Bará; Pai Pity de Xangô; Suca de Yansã; Alice de Oxalá, da bacia de Mãe Olmira; Jorge do Ogum, da bacia de Almiro de Bará; Sodré da Yansã; Celso de Bará, da bacia de Tião de Bará; Vó Dora da Yansã; mãe Jovita de Xangô; Pai Hugo da Yemanjá; Tureba de Ogum; mãe Otilia de Ossãe, Pai Chico de Ogum, e outros tantos que se foram para o Orum, mas continuam vivos na memória de seus amigos e descendentes.

    Candomblé

    O Candomblé é um segmento religioso que pratica as tradições, ritos e crenças africanas, trazidos pelos antepassados, cujos rituais tem origens nas culturas Jêje, Ketu, Angola, entre outras nações que fazem parte das religiões afro-brasileiras.

    A cultura religiosa africana foi desenvolvida no Brasil através do conhecimento de sacerdotes negros, que com parte de seu povo, foram capturados e escravizados, juntamente com seus Orixás, entre 1532 e 1888.

    Com o "fim" da escravatura em 1888, o candomblé se expandiu consideravelmente, e prosperou muito desde então. Hoje, cerca de 3 milhões de brasileiros declaram ser seguidores das religiões afro, mas acredito que o número seja bem maior, visto que, conforme o local e ocasião os seguidores dizem ser católicos, com medo da discriminação; (os católicos, de acordo com o censo somam 75%, enquanto os que praticam as religiões afro-brasileiras aparecem com 1,5% da população brasileira).

    Os negros escravos pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os Yorubá (Nagôs), os Ewe, os Fon, e os Bantos, que contribuíram não só com seus rituais religiosos, mas, também com a música, dança, alimentação, língua e outras manifestações culturais como o samba, capoeira, em fim a contribuição cultural negra é inestimável. O negro escravizado ao invés de se isolar, aprendeu a conviver entre grupos étnicos diferentes. A religião africana ao chegar no Brasil sofreu uma transformação imposta pela nova fronteira e pela nova sociedade em transformação. O homem africano foi proibido de praticar seus ritos, no entanto nossos Orixás mais importantes chegaram até hoje com a proteção do sincretismo católico, contudo, o negro conseguiu preservar as crenças étnicas principalmente os ritos de iniciação, os cânticos em linguagens africanas, o culto aos antepassados entre outras tradições. Através do tempo os vários cultos foram se transformando até assumirem uma postura mais ou menos fiel a sua origem.

    Os Orixás da Mitologia Yorubá, foram criados por um Deus supremo chamado Olorum (Olóòrun) ou Olodumare (Olódùmarè); já os Voduns da Mitologia Fon ou Mitologia Ewe, foram criados por Mawu e Lisa; e os Nkisis (inquices) da Mitologia Banto, foram criados por Zambi, Deus supremo e criador.

    Candomblé    de Ketu

    Ketu é o nome de um antigo reino da África, na região agora ocupada pela República Popular do Benin e pela Nigéria. Seu rei tem o nome de alaketu, de onde vem o sobrenome da conhecida ialorixá Olga de Alaketo. Também indica o nome do povo dessa região, que veio como escravo para o Brasil. Em termos de identidade cultural, forma uma subdivisão da cultura iorubana. Em geral, membros de origem ketu são responsáveis por boa parte dos terreiros mais tradicionais da Bahia. É a maior e mais popular nação do Candomblé, e a diferença das outras nações está no idioma utilizado, no caso o Yorubá, no toque dos seus atabaques, nas cores e símbolos dos Orixás, e nas cantigas; Os fundamentos são passados oralmente por sacerdotes de Orixás que são chamados de Babalorixá (masculino) Yalorixá (feminino). Os rituais mais conhecidos são: Padê, Sacrifício, Oferenda, lavar contas, Ossé, Xirê, Olubajé, Águas de Oxalá, Ipeté de Oxum e Axexê. Uma outra grande diferença é em relação ao culto dos Eguns; existe um sacerdote preparado para este ritual especifico chamado Ojé ou Baba Ojé, que faz o uso de um ixãn para dominar os Eguns; conforme informações de um antigo sacerdote de Ketu, chamado Balbino de Xangô, quem lida com Orixás não lida com Eguns; Já no Rio Grande do Sul, sempre, é o próprio Sacerdote de orixá quem faz os rituais de Eguns.

    Os cargos principais na nação Ketu são:             - Babalorixá ou Yalorixá: autoridades máximas no Candomblé  Iyakekerê: mãe pequena      - Babakekerê: pai pequeno   Yalaxé: mulher que cuida dos objetos ritual.             - Agibonã: mãe criadeira supervisiona e ajuda na iniciação.  - Egbomi: pessoa que já cumpriu sete anos de obrigação. - Iyabassê: mulher responsável pela preparação das comidas de santo.   - Iaô: filha de santo (que já incorpora Orixá).  - Abian: novato. - Axogun: responsável pelo sacrifício de animais. - Alagbê: responsável pelos atabaques e pelos toques. - Ogan: tocadores de atabaques. Ajoiê ou Ekedi: camareira de Orixá.

    Os Orixás cultuados na nação Ketu são: Exu, Ogum, Oxossi, Logunedé, Xangô, Obaluayê, Oxumaré, Ossaim, Oyá ou Iansã, Oxum, Iemanjá, Nana, Ewa, Oba, Axabó (Orixá feminino da família de Xangô),Oxalá, Ibeji, Irôco, Ifá ou Orunmila.

    Na nação Ketu, existente principalmente na Bahia, predominam os Orixás de origem Yorubá, e os terreiros mais conhecidos são: a Casa Branca do Engenho Velho, o Ilê Axé Opô Afonjá, o Gantois; o Candomblé de Alaketu e o Ilê Axé Opô Aganjú localizado em Lauro de Freitas. O Candomblé de origem ketu já se espalhou por todos os grandes centros urbanos do Brasil e também para o exterior, e nota-se um movimento de recuperação de raízes africanas, que rejeita o sincretismo católico, procurando reaprender o yorubá como língua original e tenta reproduzir os rituais que estavam perdidos ao longo do tempo, há casos em que muitos sacerdotes procuram viajar até a África para descobrir mais sobre a cultura dos Orixás.

    Candomblé           de Angola

    Religião afro-brasileira, de origem banto, que compreende as nações de Angola e Congo (Cassanges, Kikongos, Kimbundo, Umbundo e Kiocos), e se desenvolveu entre os escravos africanos que falavam a linguagem Kimbundo e Kikongo e são facilmente reconhecidos pela maneira diferente de cantar, dançar e percutir seus tambores.

    Na hierarquia de Angola o cargo de maior importância é para homem Tata Nkisi (tata de inquinces) e para mulher Mametu Nkisi (Mametu de inquices), que correspondem ao Babalorixá e a Yalorixá dos Yorubás, e o Deus supremo é Zambi (Nzambi) ou Zambiapongo (Ndala Karitanga).

    O Candomblé de Caboclo é uma modalidade desta nação, e cultua os antepassados indígenas. Há uma nação que faz parte do Batuque do Rio Grande do Sul que descende de Angola, que é a Cabinda.

    Os rituais da nação Angola começam com o Massangá, que é o batismo na cabeça do iniciado, feito com água doce e Obi; Bori com sacrifício de animais para o uso do sangue (menga); ritual de raspagem, conhecido como feitura de santo; ritual de obrigação de 1 ano; ritual de obrigação de 3 anos, onde muda o grau de iniciação; ritual de obrigação de 5 anos, com o uso de frutas, obrigação de 7 anos, quando o iniciado recebe seu cargo, é elevado ao grau de Tata Nkisi (zelador) ou Mametu Nkisi (zeladora). Após 7 anos de obrigações, será renovado a cada ano com o rito de Obi ou Bori, conforme o caso, e de 7 em 7 anos se repete as obrigações para conservar o individuo forte, se transformando em Kukala Ni Nguzu, que quer dizer um ser forte. Além dos búzios, outro sistema antigo de consulta é o Ngombo, no qual o adivinhador recebe o nome de Kambuna.

    Os principais Nkisi são: Aluvaiá (também conhecido como: Nkuyu Nfinda, Tata Nfinda, Tona e Cubango), Bombo Njila(Bombojira), Vangira(feminino), Pambu Njila, Pambuguera; Nkisi Nkosi Mukumbe, Roxi Mukumbe, Burê; Nkisi Kabila, Mutalambô, Gongobila, Lambaranguange; Nkise Katendê; Nkisi Zaze (Nsasi, Mukiamamuilo, Kibuco, Kiassubangango) Loango; Nkisi Kaviungo ou Kavungo, Kafungê; Nkise Angorô e Angoroméa; Nkisi Kitembo ou Tempo; Nkisi Tere-Kompenso; Nkisi Matamba, Bamburussenda, Nunvurucemavula; Nikisi Kisimbi, Samba; Nkisi Kaitumbá, Mikaiá; Nkisi Zumbarandá; Nkise Wunge; Nkisi Lembá Dilê, Lembarenganga, jakatamba, Kassuté Lembá, Gangaiobanda; Nkisi Nwunji, Nkisi Kaitumbá, Mikaiá, Kukueto; Nkisi Ndanda Lunda; Nkisi Kaiangu; Kariepembe, Pungu Wanga; Kobayende; Pungu Kasimba; Nkita Kiamasa; Nkita Kuna; Lukankazi, Luganbe, Nzambi Bilongo; Mutalambô, Katalombô, Gunza, Nkuyo Watariamba;

    Os cargos e divisão do poder espiritual são:             Mam'etu ria Mukixi - Sacerdotisa chefe (Angola)             Nengua ia Nkisi - Sacerdotisa chefe (Congo)             Tat'etu ria Mukixi - Sacerdote chefe (Angola)             Dise ia Nkisi - Sacerdote chefe (Congo)             Tata Kivonda - Pai sacrificador de animais (Congo Kambodu Pokó - Sacrificador de animais (Angola)             Muxikiangoma - Tocador de atabaque  Njimbidi - Cantador (Angola)    Ntodi - Cantador (Congo

    Candomblé Jêje

    Dahomé, o berço da nação Ewe e fon, denominados Jêjes, no Brasil, enumeram-se em diversas tribos como os Agonis, Axantis, Gans, Popós, Crus etc. Os primeiros povos jêjes tiveram como destino São Luis do Maranhão, onde ainda se mantém vivas as tradições religiosas trazidas da terra mãe, África. Também se encontra o ritual jêje em Salvador, Cachoeira de São Félix, Pernambuco entre outros estados do Brasil como Rio Grande do Sul e São Paulo, que também importou os rituais desta nação.

    O negro descendente do Dahomé, hoje Benin, trouxe consigo o culto à suas divindades chamadas Voduns, cujo Deus Supremo é Mawu , a quem são subordinados, assim como Olodumaré o Deus Supremo dos Orixás Yorubás. Diz a Mitologia Fon que Mawu tinha um companheiro chamado Lisa, e são filhos de Nana Buruku (ou Nana Buluku), a grande mãe criadora do mundo. Mawu era a Lua, que teve força ao longo da noite e viveu no oeste. Lisa era o Sol, que fez sua morada no Leste. Quando existia um eclipse dizia-se que Mawu e Lisa estavam fazendo amor. Eles eram pais de todos os outros Deuses. E existem quatorze destes deuses, que eram sete pares de gêmeos. Este relato é um mito do primeiro povo do Dahomé, os Fons.

    O culto aos Voduns teve ênfase na Bahia, conhecido como Candomblé Jêje, e no Maranhão Tambor de Mina.

    Nos terreiros mais influenciados pela mina jêje, o predomínio, em certos grupos, é de mulheres como filhas de santo. Os devotos têm que se submeter a longo processo de iniciação. Os detalhes dos rituais são pouco comentados, não há rituias públicos de iniciação; a cada comunidade, apenas duas ou três pessoas se dedicam ao ritual completo de iniciação. Em geral as Vodunsis dão poucas informações sobre os rituias relacionados com o culto, os segredos são mantidos a sete chaves.

    Assim como os Orixás do Batuque, os Voduns incorporados, conversam com a assistência, dando bênçãos, conselhos, deixam recados e mantêm os olhos abertos. È comum no culto jêje fazer provas com os iniciados incorporados com os Voduns, como, por exemplo, mergulhar a mão no azeite de dendê fervendo.

    Algumas casas de jêje tiveram influencias dos yorubás e vice-versa, formando o que se chama de cultura Jêje-Nagô. A exemplo do candomblé, as instalações dos terreiros contam com um barracão central para as danças, pequenas casas reservadas para as diferentes famílias de divindades, onde são mantidos os assentamentos. O forte sincretismo prevê, também a instalação de uma pequena capela com altar católico, há uma cozinha, quartos para dormir e se vestir e quarto onde os iniciados ficam recolhidos durante as obrigações. há também a casa de Legba, onde são feitas grandes obrigações.

    A iniciação jêje requer um longo período de confinamento, que pode durar de seis meses a um ano de reclusão, onde um Vodunsi aprende as tradições religiosas jêje como: danças, cantigas, preparo das comidas sagradas, cuidar de árvores e espaços sagrados, votos de segredo e obediência. As entidades são assentadas, recebem sacrifícios de animais , comidas, bebidas e outros presentes. Os assentamentos são preparados em pedras, que representam um "imã" que tem a força do Vodun, e ficam guardadas no quarto de segredo recobertos com jarras, louças e ferramentas. Existem, também, assentamentos em outras partes da casa e do quintal marcados por árvores como a cajazeira, ginja e pinhão branco. È comum ter assentamentos no centro do barracão de danças; assim como em outras nações, no culto jêje também são feitos rituais de limpezas, banhos com ervas e muitas preces. Nos rituais antigos o contato com os voduns dependia muito da vidência das Vodunsis, e a adivinhação era feita através da interpretação dos sonhos, consulta com os Voduns e exame da luz de velas, atualmente é comum o uso dos Búzios para consultar as divindades.

    As casas de jêje, além do culto aos Voduns, também incorporam em seus rituais alguns orixás nagôs. O panteão jêje é numeroso, sendo os Voduns agrupados em famílias como: Dambirá, Davice, savaluno e Queviossô.

    As atividades religiosas requerem um extenso calendário com rituais reservados aos iniciados, e em festas públicas que duram um, três ou sete dias; no final das obrigações todos comem as comidas preparadas com a carne dos animais oferecidos em sacrifício às divindades.

    Mawu é o ser supremo dos povos Ewe e Fon, criador do mundo, dos seres vivos e das divindades. Mawu (feminino) e Lissá (masculino) forman a divindade dupla Mawu-Lissá cujos Voduns são filhos e descendentes de ambos. Os principais Voduns são: Loko; Gu; Heviossô; Sakpatá; Dan; Agbê; Águé; Ayizan; Agassu; Legba e Fa.

    A casa de jêje chama-se Kwe, e o local destinado ao culto dos Voduns é chamado Hunkpame, que é o templo onde está dentro a divindade; é chefiado por um sacerdote ou sacerdotisa, que são responsáveis pelos ensinamentos aos futuros Vodunsis.

    No Rio Grande do Sul, os terreiros que ainda mantém firme a cultura Jêje, nota-se a conservação de certas obrigações, à exemplo, nos assentamentos de Ogum Avagã cujas ferramentas usadas são as mesmas para o assentamento de Gu no Dahomé, e algumas não tem o uso do okutá; e também há nomes de Orixás que usam o mesmo dos Voduns, como por exemplo Dã, cujo Orixá de uma famosa Yalorixá da nação Jêje chamava-se Dã e um outro antigo Babalorixá de Porto Alegre pertencente a esta mesma nação, tinha o assentamento de Sobô; (Sobô é nome de um Vodun do Dahomé). Dos pais e mães de santos atuais, da nação Jêje do Rio Grande do Sul, muitos desconhecem a palavra Vodun; deve-se este fato ao predomínio da nação Ijexá, de origem Yorubá que acabou absorvendo as demais, e o termo Vodun com o tempo deixou de existir; mas é certo que a linguagem usada nos cantos rituais e o uso dos aquidavís para percussão dos tambores, o uso do Gã (instrumento de percussão), entre outros fatos refletem muito os fundamentos do antigo Dahomé.

    Há casos em que as tradições culturais africanas resistem, mais que em outros, à mudança, mas em nenhuma instância, nem mesmo nos terreiros mais antigos e

DOXANGI

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