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COMO O CEREBRO FUNCIONA?

 

Como o cérebro funciona?

Por que os neurologistas ainda sabem tão pouco sobre o poder do mais misterioso órgão do corpo humano?

 

Por CLAITO DO XANGO
Até 3 décadas atrás, tudo o que podíamos fazer para estudar o cérebro era observar os sintomas de pessoas com lesões ou dissecar cadáveres. Agora, além de poder analisar como os genes dão origem às moléculas da nossa cabeça, os cientistas conseguem até ver ao vivo que áreas do órgão são acionadas de acordo com um tipo de atividade.
Não é à toa que, a cada mês, surge uma nova pesquisa sobre o cérebro. A maioria delas acompanhada da promessa da cura de doenças como Parkinson, Alzheimer, esquizofrenia e depressão. Logo após anunciadas, contudo, elas revelam o quão o cérebro continua misterioso: qualquer descoberta, por menor que seja, traz uma imagem tão inovadora do seu funcionamento que ameaça varrer várias teorias estabelecidas sobre ele.
Apesar disso, os neurologistas já têm pistas de seus mecanismos básicos. Eles sabem, por exemplo, que o cérebro funciona por inteiro como uma espécie de sistema integrado. Ao entrar em atividade, contudo, cada uma de suas partes consome mais (ou menos) oxigênio de acordo com sua missão. Assim, a amígdala é mais ativada na hora de lidar com emocões, assim como as áreas de Broca e Wernicke se agitam quando associadas ao uso da linguagem. Apesar de termos mapeado essas diversas funções, sabemos pouco sobre como elas interagem.
O problema é de escala: como cada ponto visualizado em uma imagem de ressonância magnética funcional – a tecnologia mais usada para ver o cérebro – representa um cubo com 3 milímetros de lado, os neurocientistas não têm a menor pista de como essas áreas se comunicam. É bem possível que, se conseguirmos estudar o órgão mais a fundo, perceberemos que suas áreas isoladas não passam de partes de um sistema único.
Uma das formas de decifrar essa comunicação é estudando os neurônios em laboratório. Os cientistas já sabem que essas células disparam potenciais de ação, pulsos elétricos gerados quando a membrana libera ou absor ve átomos carregados magneticamente. Acredita-se que esses disparos sejam a principal forma de comunicação entre eles nas sinapses, os pontos onde as terminações de dois neurônios se encontram, e que seriam estimulados ou inibidos por algumas substâncias químicas, os neurotransmissores. Mas essa pode ser apenas uma das formas de comunicação. Já se sabe que, em alguns casos, os neurônios estão separados uns dos outros por apenas um furo. Em março deste ano, cientistas da Universidade de Copenhague, Dinamarca, propuseram um modelo em que a principal forma de comunicação entre essas células seriam ondas sonoras – e não a eletricidade.
Para piorar, nenhum desses circuitos é fixo. O que sabemos hoje é que o cérebro é bastante maleável. Ele não só produz novos neurônios a vida inteira (apesar de ninguém saber muito bem que uso eles têm), como modifica constantemente as ligações entre eles. Os circuitos que usamos para cada tarefa mudam com o tempo e com as atividades que desenvolvemos ao longo da vida.
Ninguém sabe também qual o destino final da interação entre as várias partes do cérebro. Pegue o processamento da visão, por exemplo, uma tarefa tão difícil que envolve cerca de metade do córtex, a maior e mais externa par te do cérebro. Sabemos que o olho codifica a luz em pulsos que chegam a uma estrutura no centro do cérebro chamada tálamo. Daí ela vai para o córtex, a princípio em uma área acima da nuca chamada v1 (de “visual 1”), depois se espalhando para as áreas mais frontais v2, v3, v4, v5 e, então... ninguém sabe. Como o cérebro usa esse processamento para dar origem à percepção ainda está além do nosso conhecimento.
O fato é que não temos um retrato fiel de como o cérebro processa essas informações. E talvez, no dia em que tivermos uma teoria como essa, teremos que reavaliar, mais uma vez, toda a sua estrutura de funcionamento.

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